Uso das mídias digitais e tradicionais em período de campanha eleitoral

Apesar do uso intenso das mídias sociais nas campanhas, a mídias tradicionais ainda são as plataformas que recebem mais atenção

Texto: Avelino Mateus

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Em tempo de eleições, na contemporaneidade, as mídias sociais são uma realidade instaurada, seja por meio de sites, blogs ou redes sociais, as discussões estão cada dia mais afloradas. Com as novas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017, a plataforma digital se tornou um meio ainda mais atrativo para as campanhas eleitorais, os candidatos poderão pagar para impulsionar propagandas nas redes sociais, além disso, poderão receber doações de eleitores por meio das chamadas vaquinhas virtuais.

Apesar do meio virtual estar ganhando cada vez mais espaço, as mídias tradicionais – televisão, rádio e impresso – ainda são as plataformas que recebem mais atenção para a propaganda política. A imagem do candidato seja talvez a maior preocupação nessas eleições, com os últimos escândalos de corrupção e a revolta da população, o brand dos candidatos volta-se principalmente para campanhas institucionais, a figura do não-político cresce constantemente, sugerindo aos candidatos que reposicionem suas marcas.

Para discutirmos melhor essa relação entre mídia e eleições, conversamos com o pesquisador em comunicação política, professor, consultor de marketing e comunicação, Marcos Marinho, que ministrou a aula magna do semestre 2018/2 para os alunos de Jornalismo e Publicidade e será um dos debatedores da mesa-redonda Comunicação e Política em Período Eleitoral, na próxima segunda-feira, 17 de setembro, das 19h às 22h, no auditório da unidade Bueno. Confira a entrevista a seguir.

 

Araguaia On Line –  Com a ascensão das mídias sociais nos últimos anos, elas se tornam mais importantes em campanhas eleitorais ou a mídia tradicional ainda é a principal plataforma de propaganda?

Marcos Marinho – Vivemos um novo paradigma da comunicação onde as multiplataformas devem ser observadas e utilizadas como forma de acessar, conquistar, mobilizar e engajar os eleitores. A comunicação deve ser pensada de acordo com as características de cada canal e do target (alvo) que se pretende acessar. É ultrapassado, na minha opinião, esse debate sobre quem é mais importante.

 

Até onde a influência das mídias sociais pode afetar o resultado final das eleições?

Até onde elas forem bem planejadas, integradas às outras plataformas de comunicação e ações de campanha e, principalmente, trabalhadas de modo estratégico e profissional, com conteúdo bem feito e adaptado aos canais em uso. Quem não entende as funções reais das ferramentas da web acaba por atribuir a elas uma expectativa inalcançável.

 

Tem se vendido a imagem do “não-político”. Você acha que a fadiga do eleitor e uma busca pela renovação colaboram para que os candidatáveis reposicionem os discursos?

A imagem do não-político é sim um mote que está em uso. Porém, a meu ver, não cola para todos os cargos e já não tem o mesmo apelo que teve em eleições passadas.

 

As eleições deste ano terão um curto tempo de campanha. O que mais conta na imagem do político para conquistar adeptos? E qual a melhor estratégia de comunicação considerando o tempo de campanha?

O que mais conta é o trabalho prévio de apresentação e consolidação de imagem. Com o tempo mais curto, candidatos pouco conhecidos possuem menos chances de serem eleitos. A imagem e o discurso devem ser alinhadas à significação que o candidato possui junto aos seu target e, fundamentalmente, coerente com o contexto em que ocorre o pleito. A melhor estratégia é não deixar para fazer o trabalho só durante o período da campanha.

O pesquisador e consultor, Marcos Marinho. Foto: acervo pessoal.

AI-5 – 50 ANOS: Política, processo eleitoral e ditadura militar pautam discussões na Faculdade Araguaia

Os cursos de Jornalismo e Publicidade realizam eventos para relembrar os anos de chumbo e discutir eleições em tempos de mídias digitais

Texto e edição: Profa. Viviane Maia

 

Este ano promete ser bem movimentado no que diz respeito à política. No dia 7 outubro, os brasileiros vão às urnas para escolher seus representantes em níveis nacional e estadual. Foi dada a largada à corrida pela preferência e, consequentemente, voto dos eleitores. Já em 13 de dezembro o Ato Institucional nº 5 – que foi chamado de golpe dentro do golpe – completa 50 anos. Um fato tão relevante não poderia passar em branco.

Diante deste cenário, professores, alunos e convidados dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Faculdade Araguaia (FARA) discutirão ao longo do semestre o tema política e seus desdobramentos tomando como gancho as eleições e a importância das mídias, especialmente as digitais, neste processo; e a ditadura militar no Brasil e suas consequências.

Para iniciar os debates, na próxima segunda-feira, 27, será realizada a aula magna do semestre 2018/2. Com o tema Eleições e Política na Rede, será proferida pelo pesquisador Marcos Marinho. Publicitário formado pela FARA, é especialista em Marketing Político e Eleitoral, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás e atualmente doutorando em Comunicação pelo Instituto Universitário de Lisboa.

Pesquisador Marcos Marinho.

Na quarta-feira 29, será realizada a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia, com a exibição do documentário O dia que que durou 21 anos. Após o filme, ocorrerá uma mesa-redonda com a participação do sociólogo, escritor e jornalista Renato Dias; coordenador do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Antônio Carlos Cunha; e a jornalista Glória Drummond. A mediação ficará a cargo da professora Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Comunicação da FARA.

O sociólogo, escritor e jornalista Renato Dias

Coordenador do curso de Jornalismo da PUC-GO), Antônio Carlos Cunha

A jornalista Glória Drummond

Os dois eventos serão realizados no auditório da unidade Bueno da FARA, das 19h às 22h, abertos à comunidade em geral e entrada franca. Na segunda-feira, antes da aula magna, às 18h30, será realizado o lançamento da revista #Comunica!, produzida pelo alunos de Jornalismo sob a batuta professores Eduardo Ávila, Patrícia Drummond e Viviane Maia. Na quarta 29, será a vez do lançamento do livro Gestão da Comunicação Hospitalar, do José Antônio Cirino, pesquisador e professor da FARA.

 

Obra revela bastidores do AI-5

O documentário O dia que durou 21 anos (Brasil, 2011) foi o escolhido para a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia. A obra é uma produção da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares, filho de uma das vítimas da ditadura. O material apresenta os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964.

Documentos inéditos e oficiais, amparados em depoimentos de acadêmicos norte-americanos e brasileiros, revelam como, sob o pretexto do avanço comunista em Cuba, os Estados Unidos vieram ao Brasil e compraram, literalmente, políticos, governos estaduais e, acima de tudo, meios de comunicação, que enriqueceram graças à intervenção americana. O filme é dividido em três partes e tem duração de 57 minutos.

 

Promovido pela coordenação dos cursos de Comunicação da FARA, o Cineclube Araguaia é uma atividade de extensão que busca levantar discussões acerca de temas atuais, por meio da exibição de obras audiovisuais. Abertas à comunidade em geral, as sessões contam sempre com a participação de convidados, que participam de um bate-papo com a plateia. Criada em 2014, a iniciativa chega a sua nona edição neste semestre.

 

Revista #Comunica apresenta formato inédito

Henry Jenkins lembra que vivemos um momento de transição midiática. Na atualidade as mídias estão se reinventando para ocuparem as plataformas digitais. Dentro deste contexto, o jornalismo impresso também vem se adequando para ser consumido em novos dispositivos midiáticos, como smartphones, tablets e afins. Por isso, é imprescindível compreender que o impresso é uma forma de se fazer jornalismo. Não se resume ao texto publicado em folhas, mas sim a uma discussão mais aprofundada e interpretativa sobre os fatos. Não importa se vai ser lido no papel ou no celular.

É com este pensamento que foi criada a revista #Comunica!, fruto da parceria entre disciplinas dos cursos de Jornalismo e Publicidade da FARA, que cuidaram respectivamente das partes editorial e comercial da publicação. O objetivo é ofertar um produto diferente do formato das revistas tradicionais e com uma proposta de leitura que vai ao encontro da contemporaneidade e da cultura digital: a não linearidade. Por isso, as páginas são soltas e o leitor não precisa seguir uma única ordem de leitura.

Segundo os idealizadores do projeto – professores Eduardo Ávila (editor de Arte), Patrícia Drummond (editora de Executiva) e Viviane Maia (editora Geral), este novo arranjo serve também para demonstrar que não existe uma hierarquização editorial, destacando o que vem no início, meio ou fim da publicação. Ou seja, todos os conteúdos têm o mesmo grau de importância.

Esta primeira edição contou ainda com a participação da professora Márcia Pimenta, que coordenou a produção do conteúdo comercial da publicação – anúncios produzidos pelos alunos que compõem a Settma – Agência Experimental da FARA; e do diagramador Fábio Salazar. Os textos são assinados por alunos de Jornalismo. Além da versão impressão, a publicação conta também com versão digital.

 

Livro discute gestão da comunicação hospitalar

Assinado por José Antônio Cirino e lançado no mês passado, durante a 12ª Convenção Brasileira de Hospitais, em Goiânia, o livro Gestão da Comunicação Hospitalar tem cunho didático e reflexivo e apresenta orientações específicas para o desenvolvimento de ferramentas internas e externas de relacionamento com os públicos da unidade de saúde, elucidando as principais diferenças e desafios dessa estruturação.

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Bezerra Pinto, a publicação veio preencher a lacuna existente na aplicação prática das ações de comunicação com um enfoque de gestão estratégica no âmbito hospitalar. O autor destaca que “nos processos assistenciais, ao interagir com os pacientes e familiares, nas ações de transparência, com os investidores, ou mesmo na relação com a sociedade, as unidades de saúde lançam mão da comunicação, por isso é fundamental abordar suas especificidades e desafios na área hospitalar”.

José Antônio Cirino é comunicólogo, professor da FARA, consultor e pesquisador que atua desde 2009 na área hospitalar. Organizador dos livros Mídias e Desigualdade e Comunicação e Mídia: interfaces com a cidadania e com a cultura, é também doutorando em Comunicação e Sociabilidade pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás e especialista em Gestão de Projetos e em Gestão de Marketing.

O comunicólogo e professor da FARA, José Antônio Cirino

 

SERVIÇO

27/8 (segunda)

18h30 – Lançamento da Revista #Comunica

Participação: editores da revista (professores Eduardo Ávila, Patrícia Drummond e Viviane Maia), diagramador Fábio Salazar

19h – Aula Magna

Tema: Eleições e Política na Rede

Com: Professor, pesquisador e consultor Marcos Marinho

Mediação: Profa. Juliana Junqueira

Local: Auditório da unidade Bueno da FARA (Av. T-10 nº 1.047)

Entrada franca

 

29/8 (quarta)

18h30 – Lançamento do livro Gestão da Comunicação Hospitalar

Com: José Antônio Cirino, autor da obra

19h – Projeto de Extensão Cineclube Araguaia

Filme:  O dia que que durou 21 anos

Debatedores: Antônio Carlos Cunha, Glória Drummond e Renato Dias

Mediação: Profa. Viviane Maia

Local: Auditório da unidade Bueno da FARA (Av. T-10 nº 1.047)

Entrada franca

Empresas estatais e companhias goianas apostam em reposicionamento de marca

Saneago, Enel e veículos de comunicação da Agência Brasil Central investiram em mudança de marca, comportamento e até em troca de nome

Por Jonathan Cavalcante e Vinícius Martins

Edição: Profa. Patrícia Drummond

 

Diante de um mundo em constante atualização, as empresas cada vez mais investem em suas marcas, no intuito de torná-las mais competitivas, atuais e conectadas com o contexto socioeconômico vigente. Para que esta missão tenha o êxito esperado, o reposicionamento de marca se mostra uma alternativa acertada no trato para com o mercado consumidor. Mas, o que é o reposicionamento de marca, exatamente? Em resumo, trata-se da mudança da imagem de uma empresa perante seus consumidores. Quando se fala em imagem, o tema não fica restrito à identidade visual do negócio, mas contempla, sobretudo, o comportamento e a postura de uma companhia. Ou seja, vai além do rebranding.

Três cases goianos merecem destaque pelos reposicionamentos que fizeram de suas respectivas marcas. O primeiro deles é o da Agência Brasil Central, empresa estatal que controla a Rádio Brasil Central AM 1.270, a RBC FM 90.1 e a TV Brasil Central, canal 13.1 digital em Goiânia. Em 2017, o grupo promoveu um ousado projeto de revitalização em seus veículos de comunicação. Além da nova identidade visual das emissoras, criada pelos designers gráficos da ABC, o processo de reposicionamento contemplou ainda, a reformulação da programação e a troca de alguns equipamentos para a melhoria do sinal.

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Novas marcas da Agência Brasil Central e emissoras ligadas à empresa. Crédito: divulgação.

Segundo João Bosco Bittencourt, presidente da Agência Brasil Central (ABC), o reposicionamento do foco da empresa se relaciona com a forma como o mundo moderno se move na era da internet. Para ele, a modernização das plataformas tem o papel de aproximar a sociedade e dar voz a ela, além de cumprir o papel de emissoras públicas. O executivo já reconhece os resultados da iniciativa, especialmente em se tratando da TV Brasil Central: “A emissora já ganhou espaço na sociedade e passou a ser mais respeitada e observada”, destaca.

João Bosco Bittencourt, presidente da Agência Brasil Central (ABC) e gestor responsável pelo reposicionamento do grupo. Crédito: reprodução/ O Opinando.

Para Gildésio Bomfim – professor da Faculdade Araguaia e apresentador do noticiário O Mundo em Sua Casa, o mais antigo programa jornalístico do Centro-Oeste brasileiro, há mais de 50 anos no ar nas rádios Brasil Central AM e RBC FM – o reposicionamento significa uma mudança nas estratégias de marketing e comunicação de determinada marca com o objetivo de reencontrar seu público.

“É natural, considerando as demandas socioculturais e econômicas que a marca perca fôlego, espaço e mercado. Por isso, a necessidade do reposicionamento que precisa incorporar não apenas a veia mercadológica, com uma simples mudança do rótulo de sua embalagem. A mudança precisa abarcar uma ideia, um conceito, uma identidade. Assim como qualquer outra organização, uma empresa jornalística precisa ter planejamento, delinear suas estratégias de forma que a ideia, o conceito e a identidade sejam incorporados também pelos colaboradores. O caso da Nova TBC e Nova RBC é emblemático porque tratam-se de emissoras públicas estaduais. O atual reposicionamento dessas marcas tem foco num jornalismo ágil, dinâmico, instantâneo, interativo com uma maior participação dos ouvintes e espectadores”, diz.

Gildésio Bonfim, professor da Faculdade Araguaia e apresentador do programa ‘O Mundo em Sua Casa’, das rádios RBC AM e FM. Crédito: Jonathan Cavalcante.

O segundo projeto beneficiado pelo reposicionamento de marca é o da Saneago. A Companhia Saneamento de Goiás S.A modernizou sua identidade visual também no ano de 2017, quando completou 50 anos de existência.

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Marca antiga da Saneago utilizada até 2017 e nova marca, adotada pela
companhia ao completar 50 anos. Crédito: divulgação.

O terceiro caso – e talvez, o mais emblemático, é o da Celg. A Companhia Energética de Goiás foi vendida para a empresa italiana Enel em fevereiro de 2017, pelo valor de R$ 2,187 bilhões. Após a conclusão do processo de privatização, a empresa reposicionou não somente sua marca, mas mudou de nome e passou a se chamar Enel Distribuição Goiás.

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Detalhe da marca CELG, utilizada até março de 2018 e da nova marca,
agora chamada Enel. Crédito: divulgação.

A reportagem tentou contato com a Enel e a Saneago para falar sobre seus respectivos reposicionamentos. Entretanto, até o fechamento da reportagem, não obteve retorno das empresas.

A necessidade do reposicionamento de marca

A publicitária e especialista em marketing Kamila Mendonça, atuante há 10 anos no mercado publicitário, explica as razões que levam empresas a adotar o procedimento. “Um dos fatores que levam a pessoa a reposicionar uma marca é a crença do que é proposto pelos profissionais de branding, que é o ciclo de vida da marca, acreditando-se que ela tenha um crescimento, chega à maturidade e depois ela sofre um declínio. Muitas vezes faço esse questionamento, observando marcas como a Coca-Cola, Nike, Banco Itaú, por exemplo. Acredito que o ciclo de vida da marca tem um fim, mas é claro que reposicionar uma marca para que ela se torne mais atrativa, ou não tenha um cansaço pode ser ideal.”

Para Kamila, o reposicionamento de marca é caracterizado por uma tentativa de conquistar outro mercado, ou por uma busca de melhorias. “É fato que as pessoas se cansam de tudo, as grandes marcas fazem pequenas mudanças, que seja até mesmo nas letras com ou sem serifa, uma tonalidade mais viva, mudanças no ícone. Então o que leva isso é a conquista e a manutenção daquele cliente”, ressalta.

Kamila Mendonça, publicitária e especialista em marketing. Crédito: reprodução/Blog Comunicando.

A publicitária ainda orienta que o reposicionamento de marca vai além da questão meramente visual. Para ela, pode se tratar também da adoção de novos valores. “Quando criamos uma empresa fazemos fundamentação em valores, então quando reposicionamos uma marca, normalmente é porque estamos mudando os valores e, em alguns casos, a nossa missão e visão da empresa.”

Ela cita como exemplo o blog do qual é proprietária, o Comunicando. “Ele tinha como missão formar e informar os comunicadores. Então ele se tornou uma empresa que é uma agência digital que oferece cursos e treinamentos na área digital. A missão do blog já mudou. Marketing e soluções digitais que levam as pessoas à comunicação de qualidade e com os cursos e treinamentos para formar profissionais. Essa parte engloba muito mais que as questões visuais. É a readequação da missão, visão e valores.”

Kamila Mendonça esclarece que uma questão que os profissionais de branding têm que tomar cuidado é para que aquela imagem, que não é só um ícone ou um nome, transmita realmente os valores e os posicionamentos da empresa. “Não é apenas uma imagem ou desenho. O maior cuidado é transmitir a noção, visão e valores, dentro daquela determinada logomarca e do posicionamento da mesma”, finaliza.

Quando as notícias falsas entram em campo

Ninguém está livre de ser alvo das notícias falsas, nem mesmo os ídolos do esporte

Por Naddiny Ferreira e Raquel Fernandes

Edição: Profa. Patrícia Drummond

 

As notícias falsas estão cada vez mais presentes no cotidiano e no jornalismo esportivo não seria diferente. Muitos utilizam de fake news para se sobressair de diversos outros meios de comunicação, como se uma notícia bombástica viesse a favorecer o veículo e ao próprio jornalista que escreveu. É como se fosse um pavio e que o mesmo, poderia causar um grande problema.

Um exemplo de fake news no mundo dos atletas envolve o volante Paulinho, contratado pelo Barcelona, que foi alvo de críticas por um vídeo que se espalhou pela internet e, por ser editado, sugeria uma falta de habilidade do brasileiro. Provou-se depois que se tratava apenas de um trecho, e que o jogador havia feito muito mais embaixadinhas em sequência. O vídeo editado, no entanto, foi republicado em diversos sites, reforçando a ideia de que o jogador havia feito feio na apresentação.

Paulinho

Paulinho, volante do Barcelona

Atualmente, o público ao ler uma matéria em um determinado site pode, infelizmente, cair no que é chamado peculiarmente de “o conto do vigário”. Essa expressão datada de séculos passados, que significa uma história elaborada com o objetivo de burlar alguém, serve como exemplo neste contexto a fim de ilustrarmos os casos recentes que estamos acompanhando de falsas notícias, o chamado fake news. Infelizmente, são muitos os profissionais que se deixam levar – querendo ou não – por informações imprecisas, sem ao menos dar-se o trabalho de checá-las antes de publicá-las.

E é bem verdade que em alguns casos, o “Fake News” serve como aliado principalmente para potencializar fatos ainda não tão bem explorados com a intenção de fazer com que o veículo de comunicação se sobressaia entre os demais ao dar uma notícia considerada “bombástica”. Existem sites que pregam aquela conhecida apologia ao humor mesmo usando espécies de atestados de antecedência, ou mensagens na homepage, alertando os leitores de que seu conteúdo não passa de informações meramente ilusórias com a finalidade de provocar risos.

Contudo, mesmo que o jornalista ou redator desses sites venham a declarar que seus conteúdos não passam de falsidades com o pretexto de divertir as pessoas, haverá sempre uma fatia de público consumidor em massa de qualquer tipo de informação que, enquanto desavisados da falta de veracidade nas histórias, virão a cair sempre no velho “conto do vigário”. Em entrevista para o Araguaia Online, o jornalista esportivo e narrador dos canais ESPN Paulo Andrade afirma que “as fake news hoje em dia aumentam muito a responsabilidade de apuração de cada um de nós, justamente pela propagação em redes sociais e às vezes até em veículos não muito confiáveis.

Cuidado na apuração

De acordo com o jornalista, é necessário que o profissional tenha cada vez mais boas fontes, que procure veículos de confiança quando for reproduzir uma notícia, mas acima de tudo que pegue o telefone, que você possa apurar, conseguir conversar com quem trouxe a informação ou com uma fonte segura que pode confirmar determinada informação. “As fake news costumam a interessar a alguém, ninguém lança só para se divertir, talvez até aconteça, mas é exceção”.

Paulo Andrade lembra que a internet e a comunicação digital facilitam a rápida distribuição e alcance das notícias falsas, por isso, segundo o jornalista, é preciso que o profissional seja muito responsável na hora da apuração: “Acho que o universo que a gente vive hoje, de propagação rápida pelas redes sociais, pelos veículos de comunicação de maneira geral, nos deixa muito mais responsáveis pela apuração. A gente tem que ter muito mais cuidado e tem que escolher muito bem a fonte ou as fontes das nossas informações, matérias e da realização da nossa profissão”.

Então, a questão é que o erro não está somente no jornalista ou nestes sites de humor, e sim na cultura da população consumista que, por mais que diga que “o que saiu na internet é verdade”, não estará sendo honesta com ela mesmo até o instante em que perceberá que estava ou está diante de uma mentira sem fundamentos.

A checagem é fundamental em todos os quesitos, ainda mais quando está em jogo informações que possam comprometer a vida e o futuro de um atleta, clube ou qualquer que seja a situação que estejam vivenciando. É necessário ressaltar que a partir do momento em que abrimos um jornal, sintonizamos uma rádio ou ligamos a televisão e, principalmente, quando acessamos sites diversos, devemos ter um olho para a notícia e seus títulos e outro para o que pode ser considerado ou não verdade dentro daquele conteúdo exposto.

Jornalismo de excelência como antídoto

Outro caso de fake news no futebol, é o do ex-meio campista do Barcelona o espanhol Xavi Hernandez, para o qual foi dada a autoria de duras críticas contra o brasileiro Neymar. A declaração supostamente dizia: “Estou muito desiludido com o comportamento de Neymar. Não foi isto que lhe ensinamos no Barcelona. Talvez, deixar o Barcelona tenha sido a decisão correta, porque estas atitudes tornam grandes jogadores em jogadores pequenos. Espero que aprenda com isso e que comece a ajudar mais os seus adversários”. Após a divulgação desta notícia falsa, o próprio Xavi fez questão de desmentir os boatos.

Xavi e Neymar

Os jogadores Xavi Hernandez e Neymar.

O jornalista esportivo e repórter da editoria de Esporte do jornal O Popular, João Paulo di Medeiros, dá o antídoto para as notícias falsas. “As fake news só reforçam a necessidade da prática do bom jornalismo. A pressa pelo furo jornalístico tem levado muita gente a entrar em furadas. Como o esporte trabalha com muitas jogadas de interesses, principalmente em épocas de transferências de jogadores, é necessário redobrar o cuidado na hora de checar as informações e só publicar quando tiver tudo muito bem apurado. O bom jornalismo é o antídoto para fake news”, recomenda.

Embora o Google e algumas redes sociais, como o Facebook, estejam tomando medidas em combate à proliferação da fake News, oferecendo instruções e dicas de como nos prevenirmos diante de situações nas quais a informação se apresente duvidosa, a verdade é que o futuro do jornalismo em geral não depende apenas de mecanismos ou quaisquer estratégias para que sejam verificadas a veracidade da notícia. O grande desafio do jornalismo é reverter esta situação por meio de uma cobertura ética, honesta e compromissada com o público.

O erro não está apenas no jornalista que publica ou no site que tem o assunto publicado, mas na própria cultura que consome a notícia como se absolutamente tudo que sai na internet é verdade. Portanto, checar é fundamental, pois uma informação mal passada, pode de certa forma, comprometer a vida do atleta na qual a notícia está inserida e o próprio clube do esportista. Devemos ter o senso de percepção considerando o que é ou não é verdade dentro do conteúdo exposto.

A corrida pelo boato

Resenha – O Abutre

Por Brenda Bianca

Edição: Profa. Patrícia Drummond

 

O Abutre

O filme O Abutre conta a história de Louis Bloom (Jake Gyllenhaal), um ladrão de metais que tenta ganhar a vida do jeito mais fácil. Até que um dia ele presencia um acidente na avenida, na qual fica parado observando o acontecimento até se deparar com um cinegrafista freelancer, que filma todo o ocorrido e as vítimas para vender para alguma emissora de TV. Neste momento, o protagonista enxerga a possibilidade de fazer carreira e ganhar dinheiro fácil, como cinegrafista independente. Assim entra a personagem de Rene Russo, Nina, editora de um telejornal sensacionalista que alimenta os noticiários com essas filmagens.

Bloom, no início, compra uma câmera e um rádio de polícia, no qual fica escutando as ocorrências em busca de acidentes para fazer imagens e negociar com as emissoras. Com o tempo, ele vai ganhando experiência na área e uma certa notoriedade pela mídia. Certo dia, Louis se depara com um acidente, chegando ao local antes da polícia. É neste momento que faz sentindo o nome do filme: “O Abutre”. O personagem de Jake Gyllenhaal começa a alterar e moldar a cena do crime, como se fosse seu palco.

O roteiro é audacioso em trabalhar um assunto polêmico, como o sensacionalismo e as fake news, terrenos em que se faz de tudo pela audiência, de maneira bastante simples. Não é à toa que O Abutre – lançado em novembro de 2014 – tenha recebido uma indicação ao Oscar de 2015, como melhor roteiro original. O diretor Dan Gilroy é conhecido pelos seus trabalhos de foco social reflexivo – como em Gigantes de Aço -, e em O Abutre não seria diferente. O diretor apresenta um personagem que vive uma dicotomia moral entre ser ‘o abutre’ que sobrevoa a carcaça e tirar vantagem para sobreviver ou ser a carcaça.

Gyllenhaal não fica muito atrás do diretor. O ator emagreceu cerca de dez quilos para apresentar um personagem com um aspecto moribundo; outra analogia ao abutre. No começo, ele parece só mais um desesperado inofensivo, mas, com a lábia, vai ganhando espaço e importância, tornando-se assustador às vezes. Jake consegue traçar o perfil do anti-herói: ora você fica com pena dele e deseja que tudo dê certo e ora você deseja que ele saia de cena de tão escroto e oportunista!

A fotografia não é das mais alegres, criando uma atmosfera cada vez mais sombria, que mergulha nesse ambiente olho por olho, dente por dente que Gilroy apresenta. A personagem de Rene também é muito bem construída. Ela é a típica pessoa desiludida com a profissão; uma jornalista cheia de sonhos que é jogada nessa realidade do sensacionalismo e tem que se adaptar.

O filme é considerado como uma crítica à nossa realidade: não só seu personagem, como muitos outros profissionais são os abutres que se aproveitam de falhas alheias para se beneficiarem. Como devemos lidar com isso? Onde fica a ética profissional? O autor não responde a essas perguntas, ele prefere nos dar o sucesso duvidoso de seu personagem: o sucesso que muitos alcançam como Bloom.

Ficha técnica

Poster O Abutre

O Abutre (2014)

(Nightcrawler)

  • País: EUA
  • Classificação: 12 anos
  • Duração: 117 min.
  • Direção: Dan Gilroy
  • Roteiro: Dan Gilroy
  • Elenco: Jake Gyllenhaal, Rene Russo, Bill Paxton

 

Para acompanhar a balança

O mercado plus size está em ascensão no Brasil e marcas goianas se reposicionam para acompanhar esta tendência

Por Ana Paula Bispo e Giselle Alves

Edição: Profa. Patrícia Drummond

 

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Um nicho de mercado que vem a cada dia conquistando mais marcas é o plus size. Empresas têm se reposicionado para atender as necessidades desses consumidores de moda maior, com peças exclusivas e diferenciadas, que ressaltam estilo, beleza e a jovialidade das peças. Algumas marcas goianas estão seguindo esta tendência e aproveitando para faturar atendendo também a este público, a exemplo da XZ For All Curves e Amora Plus Size. A inclusão de modelos plus size também vem repercutindo de forma, movimentando cada vez mais o mercado mundial, que está se reinventando, criando nova estrutura e ampliando seu leque de opções para atender o público plus size.

Segundo dados da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), a produção de vestuário plus size feminino cresceu 2,9%, enquanto o vestuário adulto em geral teve queda de 1,3%, comparativo entre 2015 e 2016. A moda plus size é segmento que está em expansão no Brasil. Ainda de acordo com a Fiesp, já são mais de 492 indústrias de confecção desenvolvendo coleções específicas para o setor, 18% das lojas oferecem opções em tamanhos maiores e apenas 3,5% são especifico ao plus size. Esse número equivale a uma fatia de 2,5% dos estabelecimentos em atividade na indústria, movimentando cerca de R$5 bilhões em vendas anuais. O número parece pequeno, mas registra um salto histórico de 7,9% entre os anos de 2013 e 2015 em suas vendas.

O termo plus size foi criado nos Estados Unidos para se referir a modelos de roupas maiores que o convencional. Começou a ganhar força nas mídias nos anos de 1990, conquistando espaço em um mundo que era explorado somente pela ditadura da magreza. Sendo assim, a indústria da moda usou este termo para classificar manequins acima do 44, para conquistar e valorizar as formas de moda maior, um mercado que tem que ter cor estilo e muitas novidades.

É um segmento ainda pouco explorado no Brasil, representa 5% das lojas físicas de varejo em todo país, entretanto é um mercado promissor que vem crescendo significativamente na área da moda feminina. Isso ocorre porque 17% da população estão acima do peso. Existe pouca oferta e muita procura, o que traz oportunidades para novos empreendedores. O mercado plus size veio para diversificar, mudar e resgatar a auto-estima de pessoas acima do peso, desconstruindo tabus e preconceitos. Sabe-se que o mercado se baseia na lei da demanda e da procura, e mesmo assim o mercado têxtil demorou muito para se render à moda maior com estilo, jovialidade e elegância.

Muitas marcas plus size surgiram por meio das próprias necessidades, como é o caso da marca XZ For All Curves, que nasceu quando à proprietária Denise Aparecida, sentiu dificuldade para encontrar peças que coubesse em seu corpo, que fosse bonita e elegante. A empresa XZ atua no mercado desde 1986 com fabricação própria, e em 2013 resolveu ampliar seus negócios e atender também esse público de numeração maior. Atualmente com mais quatro lojas na cidade de Goiânia, com criações que sempre seguem os modelos atuais, transformando na necessidade das clientes.

De acordo com a gerente da marca, Anna Karolina Silva, no início a empresa enfrentou dificuldades em se estabelecer no mercado por serem peças joviais e com valores mais elevados, por serem peças mais trabalhadas e com um gasto maior de tecidos. Dificuldades essas, muitas vezes superadas pela qualidade do produto.

“Sim, temos que falar de inclusão e empoderamento, pois envolve muito mais que lucratividade, esse trabalho envolve ‘pessoas”. É o que afirma a proprietária da loja Amora Plus Size, Selma Pereira, que abraçou o segmento Plus Size por constatar a ineficiência desse mercado, pois faltava jovialidade nas peças. Ela acredita que o diferencial para o sucesso é o atendimento personalizado a cada cliente pois são, na grande maioria “pessoas que cresceram ouvindo que ser gordo é feio, pessoas que são rejeitadas 24h horas, pela ditadura da beleza e da magreza, existe muita fragilidade nessa abordagem. A empresária garante que um cliente plus size satisfeito é um cliente fidelizado e que acaba trazendo outros clientes fazendo assim a loja ser um sucesso.

Segundo a psicóloga Jane Nacare Carneiro, especialista em Psicologia Clínica, “o segmento plus size veio desmitificar o complexo de encontrar no mercado roupas de qualidade existe uma dificuldade na adversidade de uma estrutura corporal ideal, imaginária como algo desgastante para a psique. Pois o ideal nem sempre irá preencher as expectativas ou frustrações, as pessoas são seres de mudanças temperamentais, comportamentais e sempre faltosos, haveremos de nos bastar e cuidar de nossa alma, no sentido psicológico”.

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Psicóloga Jane Nacare Carneiro

Mercado impulsiona carreira de modelos plus size

Gabriela Caroli de Queiroz e Silva, de 32 anos, nascida na cidade de São Paulo, trabalhou no mercado financeiro com o pai. Com formação em gestão ambiental, se tornou modelo plus size aos 30 anos. Desde então, modelar é a sua profissão, o que mais gosta de fazer. A seguir, trechos da entrevista realizada com a modelo, para o Araguaia Online:

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Como você se tornou modelo plus size?

Fui descoberta por uma estilista enquanto comia acarajé.

Quais foram seus maiores desafios ao assumir a carreira de modelo?

Evoluir para me manter na carreira e poder viver desse trabalho.

Sofreu algum tipo de preconceito quando criança?

Um pouco, mas por eu ser mais alta que as outras crianças, porém não era gorda. Mas eu mesma estranhava ser tão maior, sonhava em ser pequena.

Antes de sua carreira de modelo, quais eram suas maiores dificuldades no mercado da moda?

Eu não encontrava roupas facilmente em lojas de departamento e não conhecia as marcas que tinham opções. Encontrar sutiã era quase impossível.

O segmento plus size veio para ficar. O que mais precisa ser mudado no mundo da moda?

As marcas que fazem o fashion tradicional precisam ampliar a grade para o plus e valorizar essas clientes.

Quais os principais cuidados na vida de uma modelo Plus Size?

Ser responsável com o próprio conteúdo nas mídias sociais, pois muitas mulheres se baseiam pela gente. Além de cuidar da pele, cabelo, unhas, como qualquer modelo.

Muitas marcas têm mudado seu foco para alcançar diferentes padrões de beleza. Qual sua opinião em relação a essas mudanças e se ainda existe muito preconceito no Brasil no segmento plus size?

Essas mudanças são bem-vindas e tem uma aceitação enorme, mesmo sendo apenas por marketing. As marcas enxergaram uma oportunidade de mercado ao incluir diferentes corpos, não foi apenas conscientização. Mas que bom que estão usando essa influência para o bem, muitas pessoas que jamais se sentiram incluídas na moda hoje têm poder de escolha. Existe preconceito ainda, tanto que apesar da metade da população estar em sobrepeso o nicho plus não acompanha esse percentual.

Qual seu conselho para as meninas que desejam ser modelo plus size de sucesso?

Procure uma agência de confiança para avaliar seu perfil, não acredite em pessoas que pedem fotos ou marcam encontros para te conhecer. Se seu instinto desconfiar que seja roubada pule fora na hora. E sempre aprimore seu trabalho, estude, seja firme, pontual e dedicada.

O que motiva você em sua carreira e na vida?

Milagres acontecem, mas faça sua parte da forma mais correta possível. Não adianta apenas ter sorte em ser descoberta por alguém, você precisa se esforçar muito e mostrar retorno para continuar na profissão. Minha motivação é ver nas fotos o resultado de minha dedicação.

Idosos e a comunicação digital

Na tentativa de atuar no mundo digital, idosos ingressam nas redes sociais. Entretanto, são vítimas das fake news

Por Elysia Cardoso e Nathália Vieira

Edição: Profa. Patrícia Drummond

O idoso às vezes se vê em um terreno desconhecido ao entrar em contato com as novas práticas de comunicação do mundo digital. Na maioria dos casos seu aprendizado acontece de maneira mais lenta em relação ao jovem. Essa falta de domínio da tecnologia por parte do idoso pode ser prejudicial devido a vários fatores. Uma das grandes ameaças na atualidade é a disseminação das notícias falsas. Por falta de habilidade com as novas tecnologias da comunicação e informação e por conta de uma certa ingenuidade, os maiores de 60 anos se transformaram em distribuidores de fake news.

A reportagem do Araguaia Online foi investigar e descobriu que existe uma crescente busca por atualização da parte dos idosos, que se encontram cada vez mais dispostos a acompanhar o ritmo da tecnologia atual. Segundo uma pesquisa realizada pela AVG Technologies, em 2015, o celular é o dispositivo mais utilizado entre os idosos, abrangendo 86% dos entrevistados, 76% deles utilizam o Facebook e apenas 9% não utilizam nenhum serviço de comunicação digital.

Há vários fatores no qual o idoso se encontra empenhado para aprender a utilizar as novas ferramentas de comunicação. A reportagem apurou que isso acontece devido ao meio social no qual o idoso está inserido. No entanto é necessário se atentar que qualquer um pode elaborar uma notícia e veicular de maneira fácil, mesmo que essa não seja verdadeira.

Segundo Valdivine Pereira de Andrade, instrutora de inclusão digital do Centro de Convivência Cândida de Morais – que oferece cursos de inclusão digital para pessoas com mais de 60 anos –, o idoso não possui, de certa forma, um discernimento sobre o que é verdade e o que não é. “Nós estamos introduzindo o tema fake news aos poucos, ainda não chegamos mais a fundo nesse assunto, inclusive foi discutido em sala sobre o surto da gripe H1N1, no qual foram orientados a não acreditar em tudo o que chega por WhatsApp ou Facebook”, relata.

O que dizem os idosos

Com relação ao compartilhamento de fake news, a instrutora afirma que os idosos não costumam tirar dúvidas sobre o que eles não devem compartilhar em redes sociais. “É um
assunto que eu quero tratar futuramente, sobre ter uma ética se tratando do compartilhamento de notícias em redes sociais, pretendo trabalhar isso com eles”. E os próprios idosos confirmam a fala de Valdivine Pereira.

Foram ouvidos três alunos de inclusão digital. Todos afirmam não checar a veracidade das informações chegadas por meio das redes sociais. Glaudivino dos Santos Carrijo, de 80 anos, diz não saber o que é fake news, nunca pediu ajuda aos seus familiares para
compartilhar notícias pela internet e que não se preocupa em compartilhar uma notícia falsa. “Não me preocupo porque acredito nas pessoas que conheço, se eles passam essas informações para mim, é porque é verdade. Somente se for uma pessoa desconhecida que
procuro saber se é verdade.”

Para Terezinha Machado do Prado, de 69 anos, o primeiro contato que teve com o computador foi no projeto e aos poucos está aprendendo a se comunicar nas redes sociais, porém não se sente segura em compartilhar informações. “Eu fico mais quieta, não gosto de passar informações, pois as vezes não é certa.”

Apesar de representar a minoria, alguns idosos afirmam ter cuidado de checar a veracidade de uma informação antes de distribuí-la nas mídias sociais. Esse é o caso de Geovanni Narciso Borges, 68 anos, é fundamental a checagem da notícia antes do compartilhamento. “Já passei notícia para frente, mas confiro primeiro para ver se é verdade, se for falsa eu apago”.

Valdivine Pereira de Andrade,
instrutora de inclusão digital do Centro de Convivência Cândida de Morais, e a aluna
Terezinha Machado do Prado, de 69 anos.

Cursos promovem inclusão

Aulas de informática em centros de idosos estão crescendo em popularidade. Cursos básicos sobre o uso do computador, instruções no uso de e-mail e plataformas de redes sociais tornaram-se comuns. Pesquisas mostram que a internet se tornou uma maneira importante de exercitar as mentes dos idosos. Segundo a instrutora Valdivine Pereira, quando são treinados no uso dos meios de comunicação social, como por exemplo Skype, Facebook e e-mail, os idosos têm melhor desempenho cognitivo e a experiência de melhoria da saúde.

Cabe aos idosos por em prática o que é ensinado na tentativa de reduzir o alcance das notícias falsas. Quem usa redes sociais como Facebook ou Twitter ou se comunica com aplicativos como WhatsApp precisa compreender que é preciso buscar notícias de fontes conhecidas e com compromisso com a verdade. “É preciso educar as pessoas para que busquem fontes oficiais comprometidas com a ética e a verdade”, ensina a instrutora Valdivine.

Atualmente existem alguns espaços e instituições que promovem a inclusão digital do idoso. Um deles é o Centro de Convivência de Idosos Cândida de Morais, uma unidade da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), voltada para o atendimento a pessoas com mais de 60 anos. A unidade é localizada na Rua Palmares, no bairro Cândida de Morais, em Goiânia, e oferece atividades gratuitas como treinamento funcional, inclusão digital, dança entre outros. O atendimento conta com pedagogo, fisioterapeuta, terapeuta, assistente social e psicólogo.

Contra-ataque às notícias falsas

Mídia social aposta na mudança de algoritmo como estratégia de combate às fake news

Por Caroline Louise e Helena Ribeiro

Edição: Profa. Patrícia Drummond

 

Fake News foi considerada a palavra do ano de 2017 pelo dicionário Collins, por ser a mais utilizada, e principalmente por ter ficado mundialmente conhecida após os discursos de Donald Trump quando estava em campanha para a presidência dos Estados Unidos, acusando a imprensa de disseminar notícias falsas sobre sua carreira política. Fake News é um termo usado para se referir a notícias falsas. Essas notícias são publicadas na internet e se propagam em questão de segundos pelas redes sociais. Discursos distorcidos, opiniões fragmentadas, informações inverídicas são produtos tendenciosos da era fake news. Diante desta realidade, o Facebook elaborou ações para evitar notícias suspeitas, por meio da mudança de algoritmo, o que incomodou os meios de comunicação jornalísticos que usam o facebook para divulgar notícia.

As redes sociais são terrenos férteis para a proliferação de notícias falsas e tendenciosas. É fácil encontrá-las no feed de notícias do Facebook, mas é preciso atenção para identificá-las e, principalmente, não colaborar com a disseminação desse tipo de notícia. O Facebook anunciou recentemente apoio a dois projetos de combate a fake news no Brasil, que ainda estão em fase de desenvolvimento, mas devem estar disponíveis aos usuários em breve. As ferramentas prometem disponibilizar aulas online voltada a professores e alunos para ajudá-los a identificar as notícias falsas com maior facilidade. Já a outra permite que o próprio usuário desta rede social faça a checagem de notícias oferecendo meios rápidos e eficazes para isso.

Em 2017, o Facebook realizou várias ações para evitar que as publicações suspeitas sejam compartilhadas pelos usuários, uma alteração de algoritmo foi feita para que essas informações sejam checadas automaticamente, além de criar um botão que ajuda o usuário a conhecer a reputação do veículo. Esta alteração de algoritmo foi muito discutida pelos veículos de comunicação. A Folha de São Paulo deixou de publicar notícias na página do Facebook alegando que os produtos jornalísticos estariam sendo prejudicados por conta desta mudança, e que o Facebook estaria privilegiando os conteúdos de publicações pessoais, logo seria desvantajoso usar a rede.

Como a Justiça atua

As notícias falsas causam grandes consequências negativas na vida de quem é atingindo por elas. As consequências são reais e os números de vitimas só aumentam. A indignação pela falta de respaldo e proteção movimenta o cenário social. O advogado Vidal Chagas, que atua na área cível, conversou com a Agência de Notícias Araguaia Online sobre a disseminação de fake news pelas mídias sociais, sobre como a justiça atua nestes casos e aconselhou os usuários do ciberespaço: “Fazer uma checagem minuciosa sobre diversos assuntos divulgados na rede, antes de sair compartilhando tudo que vê pela frente apenas para mostrar que está por dentro do assunto”.

Advogado Vidal

Advogado Vidal Chagas

O senhor percebe um aumento nos casos judiciais sobre fake news?

Sim, na verdade fake news sempre existiu, mas de um tempo para cá as pessoas começaram a falar mais sobre esse assunto e, principalmente, começaram a buscar ajuda da justiça.

Existe alguma lei que pune as pessoas que fazem divulgação de noticias falsas?

Infelizmente não. O que temos no momento é o projeto de lei nº 6812/2017, foi criado pelo deputado Luiz Carlos Hauly, na qual a pena prevista é de detenção de dois a oito meses e pagamento de R$1,5 mil a R$4 mil de multas. Porém, as notícias falsas divulgadas nas mídias sociais podem ser encaixadas no artigo nº 139, dos crimes contra pessoa, quando tratadas no termo jurídico de difamação, que consiste em atribuir a alguém um fato determinado ofensivo à sua reputação, honra objetiva e se consuma, quando um terceiro toma conhecimento do fato.

Preocupado com as fake news, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai fiscalizar e coibir quem disseminar conteúdo falso. Como o senhor avalia esta ação?

Isso já devia ter feito há muito tempo, em todos os casos não especialmente só agora por
causa nas eleições que irão acontecer.

No final do ano passado surgiu uma noticia falsa que o cantor Pablo Vittar teria conseguido a aprovação do governo federal para receber R$5 milhões por meio da Lei Rouanet. A noticia foi divulgada no jornal Folha de S. Paulo. O que o senhor tem a dizer sobre este episódio?

A Folha cometeu uma grande gafe ao divulgar essa informação sem ter conhecimento prévio do assunto. Até um jornal de grande circulação e importância também caiu na rede de fake news.

De quem é a responsabilidade pela disseminação das fake news?

A culpa por existir tantos assuntos voltados ao fake news é que as pessoas não fazem mais a checagem necessária antes de fazer a divulgação de algum assunto.

Como evitar a disseminação de fake news?

O conselho que eu dou é fazer uma checagem minuciosa sobre diversos assuntos divulgados na rede, antes de sair compartilhando tudo que vê pela frente apenas para mostrar que está por dentro do assunto.

O termo fake news ganhou repercussão quando o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou um repórter da CNN de fabricar notícias contra ele e, por este motivo, recusou-se a responder perguntas do jornalista.

Isso mesmo. Lembro-me bem desse episódio. Depois dessa fala do presidente Donald Trump, o termo fake news ficou exposto e até os crimes cibernéticos ficaram conhecidos como fake news.

O que seriam estes crimes cibernéticos?

Crime cibernético é motivado por fraude, caracterizado por e-mails falsos enviados pelos criadores de phishing, que visam roubar informações pessoais.

Quais os procedimentos a tomar caso seja alvo desse crime?

O Brasil é o segundo país da América Latina que mais sofre com o crime cibernético. Por isso é importante que o usuário de meios digitais fique em alerta com as suas informações. O usuário tem direito e deve de recorrer após um ataque cibernético.

Fatos e fakes: “Homem laranja” em xeque

Quando a confiança em um dos homens mais poderosos do mundo é colocada contra a parede, é possível se questionar: até onde se pode acreditar no que é dito por uma pessoa? Como acreditar que uma fonte seja realmente digna de fé? Como manter séria a notícia disseminada de forma viral?

Por Jairo Menezes e Daniel Figueredo

Edição: Profa. Patrícia Drummond

 

TRUMP - FAKE NEWS

A credibilidade das informações a cada dia é colocada em xeque, isso é uma constatação antiga. A novidade vem das mídias e de como as pessoas acessam esses fatos diariamente, com velocidade e quantidade em escalada. Mas há um zelo maior a quem está em evidência, como o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, que enfatiza: se o produto jornalístico não me traz benefícios, é fake news. Com a velocidade que se usa expressões como Links e prints, a rapidez dos compartilhamentos por meio da Internet está na ponta dos dedos, pelo celular. Os aparelhos são extensões dos corpos e os corpos estão sempre conectados.

Um exemplo de quem teve a imagem desgastada pelas fake news é um dos homens mais poderosos do mundo, Donald Trump, o presidente republicano dos Estados Unidos. Trump tem o hábito de declarar como falsa notícia todas as publicações jornalísticas que não o favoreçam diretamente. Antes mesmo de tomar posse, disse ao jornalista da CNN Jim Acosta, entre ataques a veículos de comunicação: “Não seja rude. Eu não vou te deixar fazer uma pergunta porque você publica notícias falsas. Quieto!”

Donald Trump

O episódio deu início a uma série de ataques aos veículos de comunicação. Após a posse, quando as coberturas de alguns veículos citaram o número menor de pessoas que a posse de Barack Obama, Trump recorreu ao Twitter, a rede social preferida do presidente. Chamou o New York Times de fracassado, pela cobertura feita. Pouco tempo depois, voltou a atacar jornalistas na rede social: “A mídia das notícias falsas não é minha inimiga, mas sim do povo americano”. O tom foi parecido com o de Richard Nixon, que abertamente detestava jornalistas e caiu após vazamentos na imprensa revelarem práticas ilegais da Casa Branca.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês) revela um dado alarmante: todos os dias, 70% das informações repassadas, são falsas. A pesquisa, publicada em março de 2018 pela Revista Science, foi realizada entre 2006 e o ano passado, e constatou que mais de 126 milhões de compartilhamentos foram feitos durante o período, só no Twitter — ou seja, em um espaço de proliferação de informações com apenas 140 caracteres, mais de X% foram mentirosas.

Comportamento

Um reflexo disso está no comportamento da sociedade de hoje. O estudante de Direito do 5º período Mickael Gonçalves Correia, de 18 anos, é um dos exemplos. Estagiário em um gabinete da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, diz que ao final do dia já não se lembra mais com clareza de todas as cerca de 500 informações recebidas. “Mas eu sempre procuro saber da fonte, porque muitas dessas informações são falsas, já que chegam sem fonte crível. Se vêm acompanhadas de link para portais de reconhecida credibilidade, aí sim, eu vejo com mais crédito. Hoje eu tenho o G1, o Folha de São Paulo e New York Times como referência, mas existem outros bons”, avalia.

Mickael Gonçalves

O universitário Mickael Gonçalves Correia diz receber cerca de 500 informações por dia, pela internet.

O jovem acessa as informações pela internet de todos os modos: computador, tablet e celular. O aparelho telefônico, no dia da entrevista, tocou quatro vezes. Em compensação, em um dos aplicativos, de mensagem instantânea, mais de 30 conversas — entre individuais e grupos — haviam chegado no mesmo dia, até as 17 horas. Não foi possível checar quantas mensagens, nem quais delas foram críveis ou não.

ENTREVISTA

Publicitário e doutorando em Comunicação Política, Marcos Marinho é goiano. Depois de trabalhar em veículos de comunicação de reconhecimento nacional e ser professor universitário na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), hoje mora em Lisboa, capital portuguesa. Ele fez uma análise sobre a atual situação do jornalismo, a relação do crível e do fato, além de comentar sobre o presidente norte-americano Donald Trump com notícias negativas: “Donald Trump rotula como fake news tudo que não lhe é favorável”, disparou. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Araguaia Online:

MARCOS MARINHO

Diante das suas coberturas internacionais, você percebeu que as falsas informações têm se tornado constantes?

A checagem da informação deveria ser um hábito já muito antes de toda essa celeuma criada pelo atual “pânico das fake news”. Informações enviesadas, tendenciosas e, até mesmo, falsas sempre circularam no contexto social. Portanto, não são um fato novo. O que, talvez, seja mais recente, e já nem é tão recente, é a ampliação de canais e produtores de informação que temos atualmente.

Acredita que Trump, que teve fama após participar de um programa de televisão, tem um jogo marqueteiro de combate ao bom jornalismo?

Trump se comporta de modo bastante estratégico frente a todos os cenários que não lhe são favoráveis. Em especial, no caso da mídia, o presidente dos EUA faz uso de uma tática já conhecida que é: tornar-se ele o principal referencial para seus seguidores. Trump tenta cooptar a primazia da divulgação das informações sobre seus atos e governo e atua com toda a força para desacreditar qualquer outra voz que destoe de suas “verdades”. Por ter executado um processo de longo prazo de consolidação de imagem, e tê-lo feito sempre em uma linha que atraía parte do povo estadunidense, Trump, agora com todo poderio da Casa Branca ao seu lado, opera para tornar-se, sempre, a fonte “oficial” de informações que devem ser aceitas pela população. Isto, dentro de uma perspectiva maquiavélica, é uma ação extremamente inteligente, apesar de absurdamente desonesta. O fato é que, quem controla o discurso, controla a “verdade”. E quem detém a verdade, manipula a opinião pública.

As fake news podem ter interferido nas eleições dos Estados Unidos que levaram Trump à Casa Branca?

Sim. Acredito que a maximização da circulação de informações que beneficiavam Trump, aliado ao apagamento das versões contrárias, acabou por fazer preponderar uma interpretação equivocada dos fatos e do contexto eleitoral, o que pode ter impactado nas decisões dos votantes, dos não votantes e, no caso dos EUA principalmente, dos delegados dos partidos.

Acredita que com o impedimento do trabalho da imprensa é possível se aumentar boatos, fofocas e a incidência de fake news?

É uma questão um bocado mais ampla. Acredito que a falta de uma deontologia jornalística e de regulação do meio, sim, pode contribuir para a desinformação. Mas os problemas do jornalismo vão para além disto. Há anos temos percebido uma crise de credibilidade se abatendo sobre as empresas jornalísticas e, além disso, também temos visto explodir o número de fontes de “informação” que passaram a dividir espaço com fontes jornalísticas tradicionais, fragmentando as audiências. Ainda vimos a falência do modelo de negócio das principais empresas de jornalismo, o que acarretou a perda de grandes profissionais e o desinvestimento na área. Todos estes fatos, a meu ver, contribuíram para esse boom que assustou as sociedades pelo mundo.

Sem dúvidas, o cerceamento da imprensa livre atua para cegar a população em relação aos fatos cotidianos, mas a atuação de maus veículos e maus jornalistas também contribui para o engodo e a manipulação das audiências. Pessoalmente, ainda considero que a “descoberta” das fake news gera mais estrago que as próprias fake news. As audiências lidam com mentiras veiculadas por órgãos de imprensa desde que eles começaram a existir. O que considero ser mais grave, agora, é que o medo da falsa notícia tem tomado o lugar da presunção de veracidade, o que, também, é extremamente prejudicial para as sociedades. Uma prova disto é o que faz Donald Trump ao rotular como fake news tudo aquilo que não lhe é favorável.

Com advento das tecnologias, o jornalista tem que ser mais crível?

Este é, no meu entendimento, o ponto mais importante: a credibilidade da fonte. Veículos e jornalistas precisam legitimar-se como fontes credíveis perante as audiências. Isto não é tão simples, principalmente com a predisposição das pessoas em desconfiar das fontes e, o que é mais grave, o hábito de usar as fontes apenas para confirmar aquilo que já pensam, ignorando o fato de ser ou não verdade. Mais do que nunca, acredito na fala de Aristóteles quando dizia que: “quem legitima o discurso é o discursante”.

Confira alguns momentos de fúria do presidente norte-americano, quando Trump agrediu a imprensa:

1 – Cerimônia de posse

2 – Primeira entrevista coletiva como presidente

3 – Chamou CNN para briga

 

ESTUDANTES ABORDAM TEMÁTICAS ATUAIS COMO A BIOTECNOLOGIA DURANTE IX JORNADA CIENTÍFICA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Texto: Naddiny Barros

Edição: Vinícius Martins

 

Entre os dias 21 e 23 de maio, a Faculdade Araguaia realiza a IX Jornada de Iniciação Científica do curso de Ciências Biológicas, que promete abordar temáticas atuais, com o inter-relacionamento entre várias áreas da Biologia. O evento acontece na Unidade Bueno, a partir das 18h. A entrada é gratuita.

O tema desta edição da Jornada é “Biotecnologia: avanços e perspectivas no desenvolvimento tecnológico e social”.

Na segunda-feira (21), os alunos podem fazer suas inscrições nos minicursos e devem assinar a lista. O horário para a realização deste processo é das 18h às 19h. E a programação não para por aí. Já no segundo dia (22), acontecem os minicursos, das 18h30 às 22h.

Por fim, no terceiro dia (23), entre as 18h30 às 21h, os acadêmicos participam das Comunicações Orais – os projetos dos trabalhos de conclusão de curso e as apresentações científicas de pôsteres, além da exposição das produções de materiais pedagógicos.

Em entrevista ao Araguaia Online, a professora Rafaella Rodrigues, coordenadora do curso de Ciências Biológicas destaca que esta Jornada é o principal caminho para os alunos realizarem pesquisa e extensão.

Ela afirma que os trabalhos científicos apresentados contribuem para melhorar os currículos dos estudantes e deixar como experiência situações científicas, que os constituirão pesquisadores. “A expectativa é bastante positiva, visto que os alunos se envolveram na produção dos trabalhos. Além disso, receberemos para o evento importantes nomes da pesquisa regional relacionados à temática proposta”, acrescenta.

Professora Rafaella Rodrigues, coordenadora do curso de Ciências Biológicas

SERVIÇO

IX Jornada de Iniciação Científica do curso de Ciências Biológicas

Tema: Biotecnologia: avanços e perspectivas no desenvolvimento tecnológico e social

Quando: 21 a 23 de maio de 2018

Horário: 18h30 às 22h

Onde: Faculdade Araguaia – Unidade Bueno – Av. T-10 n° 1047 – Goiânia-GO

Evento Gratuito

Informações: Unidade Bueno – (62) 3923-5400

PROGRAMAÇÃO

21/05/18 (Segunda-feira)

18h às 19h – Inscrição nos minicursos e assinatura de lista
19h às 19h15 – Solenidade de abertura
19h15 às 19h30 – Apresentação cultural
19h30 às 21h30 – Mesa-redonda e debate
Perspectivas biotecnológicas das diferentes áreas: diálogo entre os saberes
– Prof.ª Dra. Angela Adamski da Silva Reis (UFG)
– Prof. Me. Lucas Carlos Gomes Pereira (UFG – HC)
– Prof. Esp. Laura Raniere Borges dos Anjos (UFG)
– Mediação: Prof.ª Dra. Jalsi Tacon Arruda (FARA)

22/05/18 (Terça-feira)

18h30 às 22h – Minicursos
– Minicurso 1 (Sala 321): Gestão de resíduos sólidos – Profª. Fernanda
Gratão Lemes
– Minicurso 2 (Sala 322): Ecologia e conservação de anfíbios e répteis do
Brasil – Dr. Vinícius Guerra Batista (Universidade Estadual de Maringá – UEM)
– Minicurso 3 (Sala 323): Biotecnologia e genética do melhoramento na
agroecologia – Profº. Eduardo José dos Santos (UFG)
– Oficina: Biotecnologia na produção de cosméticos artesanais – alunos
do primeiro período, sob supervisão da profª. Ma. Maria Cecília Vieira (FARA)

23/05/18 (Quarta-feira)

18h30 às 21h – Comunicações orais (projetos dos Trabalhos de Conclusão de
Curso)
19h às 20h – Apresentação científica de pôsteres e exposição das produções
de materiais pedagógicos.

VIII Jornada Científica de Engenharia Civil e Construção de Edifícios debate inclusão e combate ao preconceito na construção civil

Texto: Avelino Mateus

Edição: Vinícius Martins

 

A temática da VIII Jornada de Iniciação Científica dos cursos de Engenharia Civil e Tecnologia em Construção de Edifícios da Faculdade Araguaia, foge aos padrões técnicos nesta edição. Os debates serão voltados para inclusão e combate ao preconceito, diferentemente de anos anteriores, em que os temas falaram sobre energias alternativas, reaproveitamento e meio ambiente. O evento ocorre nos dias 17 e 18 de maio, na Unidade Bueno, localizada na Avenida T-10, próximo ao Parque Vaca Brava.

Para o coordenador dos cursos, Professor Juliano Geraldo Ribeiro Neto, o tema desta edição é uma oportunidade para os alunos pesquisarem sobre temas além das técnicas da profissão. “Para os alunos especificamente, o desenvolvimento do trabalho é uma oportunidade que eles têm para trabalhar com pesquisa, produzir e ler, porque na parte de Engenharia Civil, por exemplo, as disciplinas em si são mais técnicas, mais focadas na parte de formação profissional”, declara.

O professor Juliano avalia que houve crescimento no número de mulheres interessadas neste mercado. “Quando me formei, em 2005, na minha turma haviam duas mulheres. Hoje você chega em uma sala aqui, 40 a 50% dela tranquilamente é formada por mulheres. Então é algo que tem chamado atenção para essas questões dentro do curso”, acrescenta.

Além do tema principal, as apresentações foram divididas em subtemas, que estabelecem o que cada turma deve pesquisar para elaboração do material.

As turmas de 1° e 2° período ficam com o tema “Questões étnico-raciais na construção civil”. 3° e 4° períodos abordam “Questões de desempenho e acessibilidade em edificações”. Os alunos de 5° e 6° estão incumbidos de trabalhar “Influência indígena e africana na construção civil”. E por fim, os alunos de 7° e 8° período apresentam “Diversidade sexual e de gênero: o preconceito na construção civil”.

A organização do evento foi dividida em dois módulos: na quinta-feira (17), os alunos de 1° a 4° período apresentam seus trabalhos no ginásio da instituição. Já os alunos de 5° a 8° período apresentam seus trabalhos em sala de aula. Na sexta-feira (18), acontece uma sequência de oficinas e minicursos, com palestras para agregar na área técnica de engenharia.

SERVIÇO

VIII Jornada de Iniciação Científica dos Cursos de Engenharia Civil e Tecnologia em Construção de Edifícios

Quando: 17 a 18 de maio de 2018

Horário: 18h30 às 22h

Onde: Faculdade Araguaia – Unidade Bueno – Av. T-10 n° 1047 – Goiânia-GO

Evento Gratuito

Informações: Unidade Bueno – (62) 3923-5400

Faculdade Araguaia promove VIII Jornada Científica de Jornalismo e Publicidade e Propaganda

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinícius Martins

 

Nos dias 14 e 15 de maio, a Faculdade Araguaia realiza a VIII Jornada de Iniciação Científica dos cursos de Comunicação Social – Jornalismo e Publicidade e Propaganda. O evento tem como grande objetivo o desenvolvimento de pesquisas e produções científicas nas áreas de formação.

No semestre 2018/1, a VIII JIC COM terá como eixo temático a Leitura Crítica da Mídia, direcionando seus estudos para as fake news e para o reposicionamento de marcas.

Como forma de exposição de projetos, os alunos deverão produzir resumos expandidos sobre o assunto escolhido, e apresentá-los em grupos de trabalhos (GT’s). Ao final do evento, os trabalhos serão reunidos em um portfólio para publicação no site da faculdade.

O evento é de grande importância para a construção do conhecimento dos alunos, como destaca a professora Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. “A jornada de iniciação científica é de grande relevância para a formação acadêmica. O evento coloca o aluno desde o primeiro período em contato com a pesquisa científica e a produção de texto acadêmico. Desta maneira, ao longo do curso o discente vai produzindo estudos que vão o preparando para a produção do trabalho de conclusão de curso, o temido TCC. Além disso, o aluno também tem a oportunidade de apresentar uma produção acadêmica para uma banca de professores e discutir criticamente com outros discentes e docentes sobre o trabalho em questão.”

Para a instituição, Viviane afirma que “o evento é importante porque agrega qualidade à formação dos discentes e consequentemente este repercute positivamente na imagem da faculdade pela qualidade do profissional formado por ela.”

Professora Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda

Entenda o eixo temático

As fake news, ou notícias falsas, fazem parte da denominada imprensa marrom, a qual tem como principal característica o sensacionalismo que visa elevada audiência e vendagem por meio da divulgação exagerada de fatos e acontecimentos.

Neste caso, a distribuição deliberada de desinformação ou boatos nos meios de comunicação, tem a intenção de enganar o leitor a fim de persuadi-lo, criar uma percepção equivocada sobre determinado assunto, causar dano a alguém ou alterar um pensamento coletivo.

Em uma sociedade tão influenciada pela tecnologia e pelas mídias sociais, é papel dos comunicadores apurar todas as informações antes de publicá-las, para que as notícias falsas sejam desmontadas e que se denuncie o que elas carregam de manipulação e desprezo pela Inteligência.

O reposicionamento de marcas consiste em mudar a imagem que os consumidores têm de determinada empresa, criando uma nova identidade para a marca e se comunicando paralelamente à necessidade de quem a consume.

Para que um reposicionamento aconteça, é necessário que a empresa leve alguns aspectos importantes em consideração. O primeiro deles é que o consumidor não é o mesmo ao longo da vida. Ele passa por importantes processos de mudança que impactam o relacionamento com a empresa e sua marca.

É nesse momento que a empresa precisa se reposicionar frente às mudanças comportamentais do seu consumidor.
Outras mudanças a se considerar são nas estratégias dos concorrentes e até mesmo aqueles que estão entrando no mercado, além de crises e oportunidades que atingem o meio em que a empresa atua.

SERVIÇO

VIII JIC COM – Jornada de Iniciação Científica dos cursos de Comunicação Social – Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia

Tema: Leitura Crítica da Mídia – Fake News e Reposicionamento de Marcas

Quando: 14 e 15 de maio de 2018
Horário: 18h30 às 22h
Onde: Faculdade Araguaia – Unidade Bueno
Endereço: Av. T-10, nº 1047 – Setor Bueno – Goiânia-GO
Entrada gratuita

Modalidade de trabalho: Resumos Expandidos

Orientadores dos resumos:

– Prof. Frederico Carvalho
– Prof. Gildésio Bomfim
– Prof. José Antônio Cirino
– Profª. Juliana Junqueira
– Profª. Márcia Pimenta
– Profª. Roberta Barros
– Profª. Sandra Paro
– Profª. Viviane Maia

Grupos de Trabalho (GT’s):

– GT 1 – Ciberdemocracia
– GT 2 – Representação e Ideologia na Mídia
– GT 3 – Ética, Pós-Verdades e Manipulação no Discurso
– GT 4 – Análise Política da Mídia

Engenharia Ambiental da Faculdade Araguaia realiza IX Jornada de Iniciação Científica

Texto: Werônica Estevan

Edição: Vinícius Martins

 

A Coordenação do curso de Engenharia Ambiental da Faculdade Araguaia convida a todos para participarem de sua IX Jornada de Iniciação Científica, com o tema “O papel do Engenheiro Ambiental na Sociedade”. O evento conta com apresentações dos alunos, oficinas e minicursos ministrados pelos professores da Instituição. A jornada é gratuita, e acontece de 14 a 17 de abril, na unidade Bueno.

O curso de Engenharia Ambiental está presente na FARA, desde 2010. A Jornada Científica – que previamente era conhecida como Eixo Temático, é realizada há nove semestres. Os temas dos eventos anteriores estavam ligados a questões ambientais (lixo, poluição do ar, esgoto, inundações e outros). Pensando nisso, a direção do projeto resolveu inovar, e tratar sobre a gestão do Engenheiro Ambiental neste semestre.

O principal objetivo desta jornada é promover a divulgação do conhecimento científico e efetivar a troca de ideias entre professores e alunos. Em entrevista ao Araguaia Online, o Professor Doutor Fernando Ernesto Ucker, coordenador do curso há cinco anos, explica. “Neste semestre, iremos falar muito sobre carreira. Queremos divulgar também sobre o que faz um Engenheiro Ambiental, onde ele atua, com quais profissionais ele trabalha”. Os alunos terão a oportunidade de conhecer o vasto campo de atuação do Engenheiro Ambiental.

Coordenador do curso de Engenharia Ambiental, Professor Doutor Fernando Ernesto Ucker

ENGENHARIA AMBIENTAL
O PAPEL DO ENGENHEIRO AMBIENTAL NA SOCIEDADE

PROGRAMAÇÃO

14/05/2015 (Segunda-feira)

– 18h45h às 19h (Participação obrigatória de todos os discentes do curso)
Solenidade de Abertura

– 19h às 22h (Participação obrigatória de todos os discentes do curso)
19h
Eng. Ambiental Paulo Junior Santos de Oliveira
Analista Ambiental Da laticínios Bela Vista
Tema: Eng. Ambiental na Industria de laticínios

19h30
Eng. Ambiental Aline Candida da Silva Garcia
Esp. em Engenharia de segurança de trabalho
Tema: Educação ambiental e Gestão de Resíduos urbanos tarifados

20h
Eng. Ambiental Gisele Lemes Costa
Tema: Setor público e Saneamento

20h30
Bióloga Daniela de Souza e Silva
Proprietária da Ecovel (Empresa de licenciamento ambiental e recuperações de áreas degradadas)
Tema: O que o mercado espera do profissional Eng. Ambiental

15/05/2018 (Terça-feira)

– 19h às 21h30

– Apresentação de trabalhos do Curso de Engenharia Ambiental do 1º ao 6º períodos.
Local: Quadra Poliesportiva da Faculdade Araguaia – Unidade Bueno.

16/05/2018 (Quarta-feira)

– 18h30 às 22h (Participação obrigatória de todos os discentes do curso)

– Apresentação de trabalhos do Curso de Engenharia Ambiental para o 7º e 8º períodos.
Local: Auditório do bloco V – Unidade Bueno.

17/05/2018 (Quinta-feira)

– 18h30 às 22h

Oficinas:

– Excel
Responsável: Prof. Esp. Cleveland Lemos Freire
Local: Sala de Aula
Vagas: 30
Requisito: Trazer notebook com pacote office.

– Power Point
Responsável: Profa. Ma. Cristina de Fatima Matos Antunes
Local: Laboratório de Informática n. 02
Vagas: 15

– Calculadora Científica
Responsável: Prof. Dr. Michel de Paula Andraus
Local: Sala de aula 422
Vagas: 30

– Currículo Lattes
Responsável: Profa. Dra. Glaucia Machado Mesquita e Prof. Me. Mateus de Leles Lima
Local: Laboratório de Informática n. 01
Vagas: 30
Requisito: Trazer documentos pessoais e possíveis certificados.

– Segurança em Trabalho em Altura NR-35
Responsável: Esp. Carlos Augusto de Oliveira Machado
Local: Sala de aula 414
Vagas: 45

– Consultoria Ambiental
Responsável: Profa. Ma. Lullyane de Queiroz Rodrigues
Local: Sala de aula 424
Vagas: 60

– Normas ABNT
Responsável: Profa. Dra. Martha Nascimento Castro
Local: Sala de aula 412
Vagas: 45

IX Jornada Científica da Engenharia Agronômica debate carreira e negócios na agricultura

Texto e edição: Vinícius Martins

 

Com o propósito de promover a iniciação científica dos alunos e capacitá-los desde o primeiro período por meio da leitura, escrita e pesquisa científica, a Faculdade Araguaia realiza a IX edição da Jornada Científica do curso de Engenharia Agronômica. O evento acontece entre os dias 15 e 18 de maio, na unidade Bueno, nos horários matutino, de 8h às 12h, e noturno, de 18h30 às 22h. A entrada é gratuita.

O tema da Jornada neste ano é “Carreira & Negócios na Agricultura”. As perspectivas do agronegócio e empreendedorismo na agricultura familiar são questões centrais desta edição e complementam os estudos do curso, nos quais os acadêmicos da Engenharia Agronômica são estimulados a identificar problemas no campo, relativos ao agricultor e à profissão e trabalhar em possíveis soluções.

O principal papel da Jornada Científica, neste contexto, é o da inserção científica. É o que explica a coordenadora do curso, professora Ressiliane Ribeiro Prata Alonso, em entrevista ao Araguaia Online. “Desde o primeiro período na Jornada, o aluno já começa a escrever o resumo científico, a saber que a escrita científica é diferente e a ler artigos científicos, não só livros didáticos, mas em um outro patamar.”

A coordenadora também ressalta a participação dos estudantes veteranos. “Os alunos do terceiro, quarto e quinto período em diante participam fazendo um resumo expandido, que é um mini artigo científico. Isso também os auxilia na escrita e a tendência é que ele chegue na fase do TCC (trabalho de conclusão de curso) e no projeto de pesquisa, por volta do décimo período com noção da escrita e da pesquisa bibliográfica. Por isso, incentivamos essa busca desde o primeiro período”, destaca.

Profa. Dra. Ressiliane Ribeiro Prata Alonso, coordenadora do curso de Engenharia Agronômica

Apresentações

A programação para os períodos matutino e noturno vai ter início no auditório da instituição. A partir do segundo dia, os alunos apresentam os trabalhos em horários específicos na quadra esportiva. As oficinas acontecem na sexta-feira (18), último dia do evento. Nestas, os estudantes precisam se inscrever com antecedência naquelas com as quais possuem maior afinidade. As temáticas são variadas e possuem limite de inscrições.

Os trabalhos práticos dividem-se em maquetes e protótipos. Por meio deles, os acadêmicos vão abordar qual a importância da união de agricultores familiares para a formação de cooperativas, visando a melhoria dos seus negócios, dentro da temática deste ano, “Carreira & Negócios na Agricultura”.

A professora Ressiliane Ribeiro Prata Alonso admite ter boas expectativas para a IX edição da Jornada Científica da Engenharia Agronômica. “Temos falado há alguns semestres sobre Desenvolvimento Sustentável, um tema muito marcante para os alunos. Eu quis, junto ao nosso colegiado docente, trazer algo diferente para eles, trabalhar como funcionam os negócios na agronomia para o pequeno e para o grande produtor, quais as facilidades e os desafios que existem nesse meio. Nossas palestras são voltadas para o empreendedorismo na agricultura e no agronegócio”, diz.

Como qualquer mercado, a Engenharia Agronômica possui suas dificuldades. Entretanto, a coordenadora, apesar de realista, enxerga boas possibilidades. “Lógico que temos dois olhares, o dos benefícios e dos malefícios, mas acho que o evento dará uma abertura maior em termos de conhecimento para o aluno. Vamos falar sobre a carreira do agrônomo e gestão de carreiras. Por que é importante para o aluno, por exemplo, fazer um mestrado, uma especialização? Como deve ser a capacitação profissional e a qualificação? Queremos trazer para eles este olhar teórico e mais futurístico. Estamos olhando à frente, para o desenvolvimento profissional deles no campo. As perspectivas são ótimas”, finaliza.

SERVIÇO

IX Jornada de Iniciação Científica de Engenharia Agronômica da Faculdade Araguaia

Tema: Carreira & Negócios na Agricultura

Quando: 15 a 18 de maio de 2018
Horário: 8h às 12h para o turno matutino e 18h30 às 22h para o turno noturno
Onde: Faculdade Araguaia – Unidade Bueno
Endereço: Av. T-10, nº 1047 – Setor Bueno – Goiânia-GO
Entrada gratuita

CRONOGRAMA MATUTINO

Palestras (16/05/2018)

8h às 10 – Empreendedorismo na Agricultura Familiar – Giuliano de Freitas
10h às 12h – Negócios e Marketing Rural – Luiz Fernando de Araújo Júnior

Apresentação de trabalhos (17/05/2018)

8h às 10 – Apresentação de trabalhos das turmas de 1º e 2º período.
10h às 12h – Apresentação de trabalhos da turma de 3º período.

Oficinas (18/05/2018)

8h às 12h
Germinação e Emergência de sementes de soja – Deyner Damas Aguiar
Histoquímica em plantas medicinais – Divina Vilhalva

8h às 10h
Produção de substrato – Aline Assis Cardoso
Física básica – Rosane Castro

10h às 12h
Empreendedorismo – Antelmo Teixeira Alves

CRONOGRAMA NOTURNO:

Palestras (15/05/2018)

18h30 às 20h15 – Palestra institucional (CREA-GO) – Francisco Antônio Silva de Almeida
20h15 às 22h – Empreendedorismo na Agricultura Familiar – Giuliano de Freitas

Aula/Apresentação de trabalhos (16/05/2018)

18h30 às 20h15 – Aula
20h15 às 22h – Apresentação de trabalhos das turmas de 1º e 2º período.

Aula/Apresentação de trabalhos (17/05/2018)

18h30 às 20h15 – Aula
20h15 às 22h – Apresentação de trabalhos das turmas de 3º, 4º e 5º período.

Oficinas (18/05/2018)

18h30 às 20h15
– Uso e escrita do curriculum lattes – Glaucia Mesquita
– Incrustação de insetos – Aline Kamiya
– Produção de Sabão – Maria Cecília
– Técnicas de apresentação oral e trabalhos acadêmicos – Milton Gonçalves
– Física básica – Rosane Castro
– Integração lavoura-pecuária (ILP) – Arnaldo Bonfim (EMATER)
– Minicurso de calculadora científica Fx-82Ms – Michel Andraus
– Excel básico – André Luiz Silveira
– Germinação e Emergência de sementes de soja – Deyner Damas Aguiar

ACADÊMICOS DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO COMERCIAL REALIZAM JORNADA CIENTÍFICA FOCADA NO MERCADO DE TRABALHO

Texto: Marcos Ferreira

Edição: Vinícius Martins

 

Entre os dias 22 e 23 de maio, a Faculdade Araguaia promove a IX Jornada Científica do curso de Administração e V Jornada Científica do curso de Gestão Comercial. O evento é gratuito e acontece nas unidades Centro, Bueno e Passeio das Águas, das 8h30 às 11h, no período matutino e das 18h30 às 22h, no período noturno, com certificação de dez horas aula.

Com o tema “Empregabilidade e o mercado de trabalho”, os gestores do curso se preocupam com a preparação do acadêmico para sua futura inserção nos negócios. A programação conta com seminários e minicursos.

Por meio da iniciação científica, uma forma de produzir conhecimento estabelecendo respostas e hipóteses para problemas iniciais, os alunos dos cursos de Administração e Gestão Comercial trabalham com pôsteres, resumos expandidos, planos de negócio e pré-projeto do TCC (trabalho de conclusão de curso) para apresentação durante a IX e V Jornada Cientifica.

Visando a importância do trabalho acadêmico na formação para alunos que queiram seguir carreira na docência, o evento traz minicursos com temas atuais e que se aprofundam nas ramificações de competência, gestão, administrativo e empregabilidade.

Mas, atenção! As inscrições para os minicursos estão sendo feitas na coordenação do curso. Para você acadêmico que está se sentindo perdido com horários e afins da IX e V Jornada Científica, informações complementares estão disponíveis com professores e coordenadores de cada curso. Fique atento!

Professor Ronaldo Rosa Júnior, coordenador dos cursos de Administração e Gestão Comercial

SERVIÇO

IX Jornada Científica do curso de Administração e V Jornada Científica do curso de Gestão Comercial

Quando: 22 e 23 de maio de 2018

Horário: 8h30 às 11h para o turno matutino e 18h30 às 22h para o turno noturno.

Onde: Faculdade Araguaia – unidades Centro, Bueno e Passeio das Águas

Endereços:

– Unidade Centro – Rua 18, nº 81 – Setor Central – Goiânia-GO
– Unidade Bueno – Av. T-10, nº 1047 – Setor Bueno – Goiânia-GO
– Unidade Passeio das Águas – Av. Perimetral Norte, nº 8303 – Lot. Mansões Goianas – Goiânia-GO

Informações:

– Unidade Centro – (62) 3224-8829
– Unidade Bueno – (62) 3923-5400
– Unidade Passeio das Águas – (62) 3923-5480

Evento Gratuito

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