Beber e dirigir é crime, e pessoas insistem nesse delito em Goiás

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

“Uma pessoa que bebe, pega um carro e sai dirigindo, ela quer matar’’, afirma o delegado Manoel Vanderic, titular da Delegacia de Trânsito da Policia Civil em Anápolis falou ao Araguaia Online sobre as pessoas que ingerem bebidas alcoólicas e insistem em dirigir.

Para o delegado a prevenção é muito importante. Diariamente em Anápolis, a 55 km de Goiânia, motoristas são detidos pelo artigo 306 do código penal, nos flagrantes os motoristas demonstram fala arrastada e forte hálito etílico.

“Isso é crime, isso é perigoso, gera morte”. O veículo acaba sendo uma arma. Um acidente pode matar uma família inteira’’, alertou o delegado.

Confira a entrevista o Delegado Manoel Vanderic para o Araguaia Online:

Casamento fora de moda

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

 

Véu, grinalda, vestido branco, buquê, igreja, daminhas e pajens. Todos esses substantivos já fizeram parte dos sonhos de muitas mulheres. Mas hoje o tempo é outro e cada vez mais cresce o número de pessoas que não querem casar. O Brasil registrou 1.095.535 casamentos civis em 2016, o que significa uma queda de 3,7% no total de casamentos em relação a 2015. É o que mostra a pesquisa mais recente da Estatísticas do Registro Civil 2016, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda não foi divulgado do ano de 2017.

Medo de perder a liberdade, falta de preparo financeiro e a busca pelo par perfeito podem estar afastando as pessoas do altar. E são os jovens que não querem casar. Um relatório do Urban Institute, de Washington, prevê que grande parte dos integrantes da chamada Geração Y ou geração do milênio, nascida entre os anos 1980 e 2000, chegará solteiros aos 40 anos.

Já os adultos estão formalizando suas uniões mais tarde, e a parcela de pessoas vivendo juntas e criando filhos fora do casamento aumentou significativamente, afirma o estudo. No Brasil, a idade média para o casamento passou de 23 anos para as noivas e 27 anos para os noivos, na década de 1970, para 30 anos para elas e 33 anos para eles, conforme o IBGE. A elevação da idade média ao casar nos últimos anos pode ser reflexo da maior dedicação aos estudos e da busca por salários mais elevados.

Entre os adultos ouvidos pelo Pew Research Center que nunca se casaram, mas que não descartam a possibilidade, 27% afirmam não estar financeiramente preparados para o casamento, e 22% dizem não estar prontos para sossegar. Outros 30% argumentam que ainda não juntaram os trapos formalmente por não terem encontrado alguém que tivesse as qualidades que buscam num cônjuge.

“O dinheiro é um dos motivos pelo qual os casais mais encontram dificuldade para o casamento. Eu diria que o problema não é o dinheiro, mas a forma como o casal lida com ele”, explicou a psicóloga Lívia Tomás. Segundo ela o segredo é trabalhar por meio de um diálogo e entender, verdadeiramente, o significado do dinheiro para cada um, assim há uma possibilidade de encontrar um denominador comum.

Crédito da foto: reprodução/internet.

Morar Junto

Cada vez mais casais optam por viver sob o mesmo teto e adiar ou até abrir mão do casamento. Segundo o IBGE, no Brasil é cada vez mais comum a opção pelo convívio em união consensual e a postergação do casamento formalizado.

A declaração de união estável está sendo uma opção muito procurada pelas pessoas que querem ter acesso aos benefícios das pessoas casadas, como o desejo de incluir o parceiro em planos de saúde e financiamento de imóvel, mas não querem passar por todos os requisitos formais que caracterizam o casamento no civil.

O Novo Código Civil define a união estável como uma “relação de convivência pública entre duas pessoas que é estabelecida com o objetivo de constituição familiar”. Uma novidade no que diz respeito a união estável, que está presente no Código é a não menção a um prazo mínimo de duração da relação de convivência para que ela seja considerada válida. No documento também é citado que não é um pré-requisito as duas pessoas morarem juntas, os declarantes podem morar em casas diferentes.

A principal diferença entre o casamento e a união estável é a partilha de bens em caso de morte, uma vez que o casamento considera a companheira viva herdeira de alguns bens do falecido, mesmo sem a necessidade de testamento, já a união estável não garante isso, é preciso ter um outro documento que ateste essa vontade por parte do casal. Outra diferença está no estado civil: quem está em uma união estável ainda responde como solteiro.

Estatísticas da PC mostram altos índices de crimes referentes a tráfico de drogas

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

“Essas vítimas normalmente tem antecedentes criminais, sejam elas por tráfico ou até com outras modalidades criminosas. O envolvimento com o tráfico tem sido nas estatísticas a maior parte da motivação desses crimes”, afirmou o delegado Vander Coelho, titular do Grupo de Investigação de Homicídios da Polícia Civil em Anápolis.

O artigo 33 desta Lei, afirma que caberá pena de reclusão de cinco a 15 anos para quem importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar.

Quanto a pena de reclusão, a mesma é tratada no artigo 33 do Código Penal, o qual define que a esta pena será cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto.

Confira a matéria feita pelo repórter Jonathan Cavalcante ao Araguaia Online:

Como não ser mais uma vítima de estelionato

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

Os crimes de estelionato vem acontecendo com frequência em Goiás, e a cada dia, vítimas caem nesse golpe e são prejudicadas. Segundo dados da Polícia Civil, apenas no mês de outubro foram registrados mais de 30 casos.

Correntistas de vários bancos, principalmente da Caixa Econômica Federal são as principais vítimas desses crimes praticados. “Nós sabemos que os bancos não pedem senhas de cartões e confirmação dos últimos números de cartões por telefone”, disse a Delegada Titular da 1ª DP Anápolis, Dra. Gênia Maria Etherna.

A Polícia Civíl explica ainda que é preciso ficar atento para alguns fatores, como o DDD de quem está vendendo, informações da conta para o depósito, a identidade do vendedor e desconfiar de preços muito baixos.

Confira a matéria realizada pelo aluno Jonathan Cavalcante, para o Araguaia Online:

“Em Anápolis, o lixo vira flor”

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinicius Martins

 

A Prefeitura de Anápolis em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Habitação e Planejamento Urbano, promove ação que transforma resíduos orgânicos em fertilizantes, utilizando-os em hortas, canteiros e jardins da cidade. Estes resíduos – aproximadamente 30 toneladas –, que antes eram descartados no Aterro Sanitário de Anápolis, agora são convertidos em terra preta que atua como um solo bom e fértil para plantações. Desta forma, a chamada Compostagem Municipal aumenta a vida útil do Aterro Sanitário e gera mais economia para a cidade.

Algumas praças em Anápolis já têm utilizado a compostagem como componente de substratos para o cultivo e a produção de mudas. Esta transformação do lixo em flor, como destaca o diretor Antônio Zayek, mostra que o processo melhora a saúde do solo e das plantas, pois permite que organismos e microrganismos nasçam e vivam em meio a subprodutos do lixo. A Praça Badia Daher, no Bairro Jundiaí, é um exemplo de como os resíduos orgânicos podem ser aproveitados como adubo para a plantação de flores.

Canteiro de flores na Praça Badia Daher, plantado com fertilizantes provenientes da compostagem. Foto: Raquel Fernandes.

A compostagem é classificada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico, ou seja, o processo biológico de aperfeiçoamento da matéria orgânica seja ela de origem doméstica, industrial, urbana, agrícola ou florestal. Refere-se a um curso natural em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são encarregados pela deterioração de matéria orgânica, transformando-a em húmus, um material bastante fértil e rico em nutrientes. Os compostos produzidos devem apresentar alta qualidade para serem classificados como condicionadores de solo, tendo em vista que a coleta seletiva e a reciclagem de resíduos são uma solução fundamental, pois permite a diminuição do volume de lixo para disposição final em aterros e incineradores.

A compostagem é a meta do plano de resíduos, pois, se tratando do meio ambiente, é necessário compostar o material orgânico para se ter uma melhor destinação do lixo, convertendo-o em solo. Outro aspecto que valoriza a economia da cidade, é que as podas de árvores realizadas em Anápolis, por exemplo, eram levadas diretamente para o aterro sanitário. Agora, elas são moídas e compõem a matéria da compostagem, aumentando o seu volume e consequentemente a quantidade de solo produzido.

Em entrevista ao Araguaia Online, o diretor de Meio Ambiente, Antônio Zayek, afirma a importância da compostagem para a economia e para a saúde do solo das praças da cidade, além de exaltar Anápolis como a única referência neste processo no Centro-Oeste. Sobre a realização do processo de compostagem, Antônio Zayek explica que “o material coletado no mercado do produtor e nas feiras de Anápolis, que antigamente entrava no aterro sanitário, valia por tonelada R$ 41,50 pagos pela Prefeitura. Estes insumos contaminam muito o aterro, gerando gases e criando chorume devido à matéria orgânica. Então nós pegamos este material e compostamos em composteiras, que são leiras de aproximadamente dois metros de altura, e cobrimos com palha para manter a umidade. Desta forma, os microorganismos transformam os compostos orgânicos em solo. Este processo é realizado à beira do aterro, criando uma terra preta muito rica em nutrientes para as plantas.”

Já sobre a importância da compostagem para a cidade de Anápolis, o diretor destaca que “além da economia gerada, há também o ganho ambiental, pois se começa a produzir solo sem a necessidade de se comprar insumos. Com este material os jardins adquirem uma qualidade muito boa. Por este motivo, as flores da Praça do Planetário e da Praça Badia Daher estão tão bonitas. O processo é recente, tendo começado em junho, mas já produzimos aproximadamente 150 toneladas de composto. Sendo assim, a cidade se beneficia com uma ação correta, em que a vida útil do aterro sanitário não é diminuída, há uma economia ao não precisarmos comprar insumos, e passamos a ter jardins muito mais bonitos.”

Aedes aegypti: o poder da água sanitária

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Resistentes, os ovos do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, chinkungunya e zika vírus, podem sobreviver por um ano inteiro, sendo transportados a grandes distâncias, em recipientes secos. Eles ficam esperando só um pouquinho de água para eclodir. Por isso, o clima chuvoso e quente é tão perigoso para a formação das larvas e, depois, do mosquito.

O Aedes gosta de colocar os ovos nas paredes de criadouros com água limpa e parada, o que requer uma boa desinfecção com água sanitária (hipoclorito de sódio com concentração de cloro ativo entre 2,0% e 2,5%).

O poder do cloro no combate de possíveis criadouros do Aedes aegypti já foi comprovado cientificamente.  O produto também é capaz de matar a maior parte de germes e bactérias causadores das doenças transmitidas pela água contaminada das enchentes, como leptospirose, hepatites do tipo A e E e gastroenterites.

A ação do produto é reconhecida pelo Ministério da Saúde e foi comprovada por estudo do Laboratório de Radiobiologia e Ambiente do Centro de Energia Nuclear na Agricultura -CENA, da Universidade de São Paulo (USP). Encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor), o estudo mostrou que o hipoclorito de sódio é quase 100% eficaz para este uso.

Segundo o estudo, a higienização das casas para eliminar as larvas do mosquito é um hábito a ser incorporado na rotina das famílias e empresas, considerando-se que 80% dos focos estão dentro de casa.

Dengue mata

A dengue é uma doença de origem viral, que pode ser assintomática, leve ou grave, levando à morte, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção.

Conforme registros do Sistema de Informação de Agravo de notificação (SINAN), do Ministério da Saúde (MS), no Brasil, em 2017, foram notificados 251.711 prováveis casos de dengue, com registro de 33 óbitos confirmados.

Já em Goiás, no mesmo ano, foram registrados 60.668 casos prováveis de dengue, com oito óbitos. O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), por meio do seu Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica, notificou 374 casos em 2017, sendo confirmados 277, com três mortes. Nos registros de 2015 até 31 de julho de 2018 foram 1.712 casos prováveis de dengue, entretanto, 2018, ano que ainda não acabou, foi o com maior número de notificações, com 584 prováveis casos.

De acordo com o infectologista Alexandre Costa, o vírus da dengue possui quatro subtipos, de 1 a 4. Porém, os sintomas são os mesmos: febre alta, manchas na pele, dores no corpo, nas articulações, na cabeça e nos olhos. “Também existem os sinais de alerta, que é quando a doença pode evoluir para forma mais grave, que além da febre e dor no corpo, o paciente pode ter dor abdominal intensa, plaquetas muito baixas, com menos de 100 mil e tonteira, hemoconcentração”, pontua o médico.

Segundo o infectologista, uma vez infectada por um dos vírus da dengue, a pessoa fica imune a este vírus. “Se teve dengue tipo 1, não terá mais. No entanto, pode ter a do tipo 2, 3 ou 4”, salienta Alexandre. O tratamento é basicamente repouso e hidratação. “O paciente deve ingerir grandes quantidades de líquidos e monitorar os sinais vitais. Em alguns casos, pode ser necessário a internação da pessoa e fazer a hidratação com soro por meio da veia. Além disso, analgésicos e outros sintomáticos podem ser prescritos para aliviar as febres e dores. O importante é procurar um médico para avaliar o caso”, afirma.

Crédito da foto: reprodução.

Dicas práticas de uso da água sanitária

Ralos: Despeje solução de água sanitária na proporção de uma colher de sopa por litro de água em ralos de pias, banheiros e cozinha. Atenção: Faça a limpeza das pias e dos ralos à noite, antes de dormir, para que a água sanitária possa agir por mais tempo.

Plantas: Essa mesma solução (água sanitária na proporção de uma colher de sopa por litro de água) também pode ser usada para a rega de plantas, particularmente  que acumulam água entre as folhas, como as bromélias. Esta solução não faz mal às plantas e evitará o desenvolvimento da larva do mosquito.

Vaso sanitário: Coloque o equivalente a duas colheres de hipoclorito de sódio por litro de água no vaso sanitário, nos ralos do banheiro, cozinha e a área de serviço. Esse é um cuidado que se deve ter antes de viajar, quando a casa fica fechada por algum tempo.

Piscina: Mantenha a piscina tratada, mesmo que a mesma não esteja sendo usada. Com o tempo, o cloro pode evaporar, e a piscina se tornar um foco da larva do mosquito. Durante o inverno, por exemplo, é comum deixar a piscina coberta. Nesse caso, não deixe acumular água de chuva na lona de cobertura, pois pode ser um foco do mosquito.

Caixas d’água:  A limpeza deve ser feita a cada seis meses. Feche a entrada de água e esvazie a caixa quase toda. Deixe sobrar água suficiente para lavar, com uma escova, as paredes e o fundo da caixa. Não use produtos de limpeza nessa etapa. Enxágue bem e esvazie toda a água suja, dando repetidas descargas no vaso sanitário. Depois de limpa, encha a caixa novamente e adicione um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água. Espere duas horas e esvazie novamente a caixa, abrindo todas as torneiras, para limpar os canos da casa, até sair água limpa. Depois, encha com água potável e tampe.

Campanha Nacional de Vacinação contra Pólio e Sarampo obteve números positivos em 2018

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

A média geral de vacinação na campanha em 2018 contra sarampo foi de 95,3%, a de poliomielite ficou em 95,4%. No total, 21,4 milhões de doses foram aplicadas, beneficiando 10,7 milhões de crianças. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Saúde.

Os dados são positivos, mas a prevenção é fundamental. O Araguaia Online acompanhou essa campanha e conversou com o coordenador de vigilância sanitária da secretaria de saúde de Anápolis. “Com o ressurgimento do sarampo, eu creio que as pessoas vão procurar mais  as unidades de saúde. Houve uma despreocupação da sociedade de forma geral, pois essa doença havia sido erradicada no nosso país’’, disse Júlio César.

Em 2019 a campanha será intensificada novamente, confira a matéria no link abaixo e entenda a importância dessa vacinação, especialmente para as crianças de 1 a 5 anos.

Ouça a reportagem:

A maravilhosa bênção de ser mulher

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinicius Martins

 

Dizem que todo dia é dia da mulher, portanto, nada melhor que falar sobre nós após oito meses da data oficial. Creio que um dos maiores privilégios da vida é poder ser mulher. Nós não somos mulheres apenas por termos nascido assim. Nós somos mulheres porque podemos e conseguimos ser. Porque não é fácil – ah, não é fácil mesmo! – Cada dia é um desafio a ser concluído, a começar pelo cabelo bagunçado e criticado mentalmente ao nos olharmos no espelho pela manhã, até o processo árduo de retirada de maquiagem do rosto antes de se deitar.

Neste meio, passamos por banhos, roupas, sapatos, maquiagens, refeições preparadas por nós – pois na maioria das vezes não temos quem as faça –, encarar os pedais do carro calçando os saltos que vão ficar nos nossos pés durante o dia todo, a preocupação constante em checar se o cabelo está arrumado, se o batom ainda está na boca, se a calcinha está aparecendo por baixo da calça, se ainda resta algum traço do perfume passado após o banho matinal, e além de tudo isso, ainda se preocupar com o que as pessoas ao seu redor estão pensando de você.

Concluímos o dia de trabalho com a postura e elegância de quem acabou de começar, voltamos para o trânsito que nos permite pensar naquilo que ainda temos a fazer, vamos para a faculdade com a força que nem nós sabemos de onde vem, e encaramos a volta pra casa com a certeza de que o fogão e outras obrigações nos esperam. Tiramos aquela armadura de super poderosas que nos incomoda e nos aperta e finalmente vamos para as tão aguardadas horas de descanso, as quais não são inteiramente aproveitadas, pois, ao colocarmos a cabeça no travesseiro, o dia seguinte já vai sendo todo traçado e planejado na nossa mente.

E por mais exaustivo que isso pareça, ainda conseguimos ser mães! Se pararmos pra pensar, seria inimaginável colocar todas estas obrigações e adicionarmos uma, duas ou mais crianças no cotidiano de uma pessoa só. Acho que foi exatamente nisso que Deus pensou e, vendo que Adão não daria conta do recado, decidiu criar Eva. Mães (casadas e especialmente solteiras) deveriam receber troféus e estátuas em sua homenagem.

Além disto, existem aquelas coisinhas que só nós temos a capacidade de realizar. Ir ao salão, por exemplo, e ficar horas a fio sentadas em frente a um espelho nos submetendo a vários procedimentos, só porque somos morenas e queremos ficar loiras – ou vice versa –, temos cabelos longos e queremos que eles fiquem curtos, ou são enrolados e trabalhosos então a partir de agora ficariam lisos.

Também temos a missão convidadas ou madrinhas de casamento, onde além de toda uma tarde visitando cabeleireiros e manicures, ainda ficamos uma noite inteira em meias e vestidos apertados, penteados imunes a água e sapatos de salto que sempre nos deixam uma lembrança no calcanhar e dedos para os dias seguintes.

Nossa instabilidade emocional tem uma permissão natural, chamada TPM. Nela, ou até mesmo durante o período menstrual, podemos assistir a um filme e chorarmos o quanto quisermos sem a reprovação de quem está ao nosso lado, ficarmos um dia inteiro deitadas e medicadas sofrendo de dores insuportáveis, e revezarmos os dias em tristezas, alegrias, raivas, excitações, choros, e comilanças.

A vida de uma mulher é tão desafiadora e ao mesmo tempo maravilhosa, que boa parte das produções hollywoodianas são baseadas no sexo forte – e não sexo frágil –. Sandra Bullock, em Um Sonho Possível; Kate Winslet, em O Leitor; Meryl Streep, em O Diabo Veste Prada; Cameron Diaz, em Uma Prova de Amor. Estes são alguns exemplos de filmes que retratam mulheres sofridas, porém fortes; trabalhadoras e ainda sim lindas e perfumadas; mães que dariam sua vida pelos filhos; mulheres que lutam e sofrem com doenças em si próprias ou na família; profissionais que colocam o trabalho à frente de tudo e ainda sim têm seu lado humano e maternal.

Sandra Bullock vive uma mãe que adota como filho um rapaz negro da periferia. Imagem: Reprodução.

Temos, sim, vários defeitos, sejam eles poucos ou muitos. Mas as qualidades que nós temos, ou nos esforçamos para ter? Ah! Estas são infindáveis. Tantas mulheres, belezas únicas, vivas, cheias de mistérios e encanto. Guerreiras que deveriam ser lembradas, amadas, admiradas todos os dias. Feliz dia, todos os dias, aos maiores soldados das guerras da vida.

Uma em cada seis mulheres terá câncer

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Uma das doenças que mais preocupam as mulheres é o câncer. E essa preocupação não é à toa, visto que no mundo, uma em cada seis mulheres terá câncer em algum momento da vida, de acordo com o relatório mais recente da Agência Nacional de Pesquisa Contra o Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre os tipos de câncer mais comuns nas mulheres estão o de mama e o de ovários. Fatores como estilo de vida e idade avançada pesam na incidência da doença. Estima-se que 75 a 80 % dos casos de câncer de mama originem-se em mulheres sem fator de risco genético para a doença. Mas para aquelas que já têm predisposição ao câncer por fator genético da mãe ou do pai, o que corresponde a 5% até 15% dos casos, é possível prevenir o aparecimento de tumores malignos fazendo um teste genético simples.

Contudo, já existem hoje, testes que identificam em uma pessoa se ela tem alguma uma provável chance de ter a doença. O exame, feito por meio de coleta de sangue ou saliva, identifica mutações nos genes BRCA. Laboratórios particulares no Brasil já fazem o teste, que custa entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00. Mas ainda não está disponível no SUS.

“As portadoras de mutação BRCA1 apresentam risco cumulativo de desenvolvimento de neoplasia de mama, de cerca de 72 %; e de 44% para neoplasia de ovário; além de 40% para câncer de mama contralateral.  Já as pacientes com mutação BRCA2 apresentam risco cumulativo de cerca de 69% para câncer de mama; e de 17 % para câncer de ovário e câncer de mama contralateral. As mulheres com mutações nesses dois genes possuem 40% mais chances de vir a ter câncer no futuro”, afirma a ginecologista e mastologista Juliana Pierobon.

De acordo com a especialista, os genes BRCA 1 e 2 impedem a proliferação de células tumorais, agindo como freios. Quando um desses genes sofre mutação, perde esta capacidade protetora, deixando o organismo mais suscetível ao surgimento de tumores malignos, especialmente os de mama e ovários.

“É importante salientar que ter uma alteração nos genes BRCA não representa um diagnóstico final da doença, mas sim uma séria indicação de risco, de acordo com a análise hereditária. Esse estudo genético normalmente é indicado para mulheres que já têm casos de câncer na família. Sabendo dessa predisposição, o quanto antes for identificada a mutação BRCA, maiores serão as chances de redução dos riscos”, explica a ginecologista.

Crédito da foto: reprodução/internet.

Prevenção

A médica Juliana Pierobon alerta ainda que, em caso positivo de mutação dos genes, somente um profissional especializado pode dar as orientações necessárias e definir, junto com a paciente, qual a melhor estratégia para prevenção e tratamento, como a cirurgia para retirada dos seios ou ovários, levando em conta fatores de risco e o estilo de vida da mulher.

Nesses casos, uma das estratégias usadas na prevenção ao câncer é a cirurgia profilática, que passou a ser mais conhecida depois que a atriz Angelina Jolie se submeteu ao procedimento de retirada total dos ovários e das mamas devido à mutação BRCA e ao histórico familiar e da grande probabilidade que tinha de desenvolver tumores nesses órgãos.

Porém, caso a mutação genética seja diagnosticada somente após a descoberta de um câncer, há diversas opções de tratamento além da tradicional quimioterapia.

As cirurgias redutoras de risco podem prevenir o aparecimento de tumores na outra mama, por exemplo. Além disso, a depender do subtipo tumoral, as terapias hormonais e as chamadas terapias- alvo, que atacam diretamente o tumor com mutação genética, podem ser usadas como alternativas ou complementares à quimioterapia.

“A terapia-alvo tem sido uma nova grande arma da medicina para aumentar as chances de sobrevivência dessas mulheres que apresentam certos tipos de tumores, como os HER2. Além disso, permitem que a paciente seja tratada sem que perca sua autonomia e qualidade de vida, quando comparada à quimioterapia tradicional”, afirma a médica.

12 anos de criação da Lei Maria da Penha

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

O mês de agosto de 2018 marcou o 12º ano de criação da Lei Maria da Penha, medida que representa avanços no combate à violência doméstica e de gênero.

A Lei Maria da Penha foi decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006, e entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006.

De acordo com a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006: Art. 1o Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Analisando o código penal da Lei Maria da Penha, de acordo com o art. 20: Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.

A reportagem do Araguaia Online conversou com a Delegada titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), Dra. Marisleide Santos sobre o 12º ano da Lei Maria da Penha, Confira:

 

Faculdade Araguaia realiza feira de troca

Crédito da foto: divulgação

A Faculdade Araguaia realiza nesta sexta-feira, 23 de novembro, em Goiânia, a primeira Feira Trocaê para resgatar e ressaltar o prazer da leitura, além de estimular o intercâmbio cultural por meio da troca de livros e outros produtos. O evento que acontecerá na Unidade Bueno, das 18h30 às 22 horas, será aberto ao público.

Para participar basta levar no mínimo dois produtos culturais, sendo um para troca e outro para doação a instituições de caridade. Não será cobrado valor para entrada. Poderão ser trocados livros, Cds, Vinis, gibis e outros elementos configurados como produtos culturais.

De acordo com a instituição, promover um evento que valorize a experiência da leitura e a doação de livros é de extrema importância para apresentar aos alunos e a comunidade em geral a importância da cultura, que é fonte de conhecimento e capaz de desenvolver a imaginação e o domínio das possibilidades comunicativas da linguagem verbal.

“Aproximar a população goiana das ações de responsabilidade social desenvolvidas pela Faculdade Araguaia. Discutir a importância da literatura na contemporaneidade, propiciar a formação de novos leitores através da doação de livros, estimular o consumo consciente de bens materiais e tornar a academia um espaço de discussões que envolvam a sociedade como um todo e não um gueto, que produz conhecimentos que não extrapolam os muros dos centros de estudo são os objetivos do evento”, afirma a coordenação da feira.

A feira será produzida no formato “Mercado de pulgas”, nome dado às antigas feiras parisienses onde os cidadãos se reuniam para comercializar bens antigos, usados e outras mercadorias, inclusive de fabricação artesanal. Os participantes da Feira Trocaê poderão utilizar cangas ou as mesas para organizar os livros e iniciar os processos de troca.

Feira Trocaê

Evento será realizado na unidade Bueno da Faculdade Araguaia. Objetivo é discutir a importância da literatura na contemporaneidade. Crédito da foto: divulgação.

SERVIÇO

Feira Trocaê

Data: 23 de novembro de 2018 (sexta-feira)
Horário: 18h30 às 22h
Local: Faculdade Araguaia – Unidade Bueno
Endereço: Av. T-10, 1047 – St. Bueno, Goiânia – GO
Entrada gratuita (levar produtos culturais para troca)

Feira Trocaê

As verdades e mentiras sobre a depressão

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Os paradigmas envolvendo a depressão e o risco de suicídio são muitos e, por isso, o assunto ganhou um mês de conscientização para ser amplamente discutido pela população, o Setembro Amarelo. O Ministério da Saúde divulgou nesse ano os novos dados sobre tentativas e óbitos por suicídio no país. Os números apontam que entre 2006 e 2017, foram registradas 106.374 mortes por suicídio no Brasil, sendo que a taxa chegou a 5,8 por 100 mil habitantes em 2016, com a notificação de 11.433 óbitos por essa causa. O Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios.

Segundo o psiquiatra José Alberto Del Porto, o suicídio, em quase 100% dos casos, está associado a uma doença mental, como a depressão. Pare ele, apesar dos altos índices de casos, essa doença ainda é estigmatizada pela população, que, desconhece, por exemplo, que a enfermidade pode apresentar uma forma resistente, quando não responde a pelo menos dois tipos de tratamento.

Para o médico, a depressão e o suicídio é uma questão de saúde pública que tem se agravado no país, principalmente porque há ainda um grande preconceito das pessoas. “Conversar sobre como agir nessas situações é fundamental para quebrar os mitos que existem hoje. A sociedade precisa estar orientada em relação as modalidades de tratamento para que as pessoas possam ter o cuidado de acordo com a necessidade clínica”, explica.

O psiquiatra José Alberto Del Porto. Crédito da foto: reprodução.

Mentiras

Muitos acreditam que a pessoa com depressão pode melhorar apenas com a força de vontade, o que é um mito. Conforme o psiquiatra, é possível atingir a remissão dos sintomas da depressão. “Para isso, é essencial que a pessoa que apresente o distúrbio procure o apoio de um profissional de saúde para fazer uma avaliação individualizada, começando imediatamente o tratamento, após o diagnóstico”, orienta.

Conforme o especialista outra mentira muito comum é sobre o tratamento da depressão e da pessoa em risco de suicídio. Há quem afirma que são os mesmos, o que é falso.  O diagnóstico final da pessoa deprimida e também o risco de suicídio exige uma investigação criteriosa por parte dos profissionais de saúde, para, então, ser definido qual o protocolo ideal em cada caso.

“O tratamento da depressão pode ser realizado com a utilização de medicamentos, psicoterapia ou a combinação dos dois. Entre os tipos de terapias atuais no mercado estão os antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos. Especificamente para o suicídio, o lítio possui evidências na prevenção em longo prazo, talvez por atuar sobre o estado de ânimo e reduzir a impulsividade inerente a esses atos”, revela José Alberto.

Entretanto, ele explica, que uma parte dos pacientes com depressão pode não apresentar melhoras após o uso de pelo menos dois desses medicamentos. Nesse caso, passam a ser diagnosticados com depressão maior resistente ou depressão refratária.

Há ainda questionamentos sobre falar ou não sobre o assunto, e que isso pode incentivar a pessoa depressiva a cometer suicídio. Para o psiquiatra isso é totalmente uma farsa. Conversar com a pessoa que apresenta sinais de depressão pode abrir espaço para o paciente falar sobre o tema e servir como ferramenta de prevenção ao suicídio.

Verdades

Já o psiquiatra garante que é verdade que o tratamento contínuo tem impacto positivo na qualidade de vida do paciente. Conforme ele, a pessoa com depressão possui diversas opções de tratamento e os cuidados adequados como uso de terapias médicas e acompanhamento psicológico permitem a retomada das atividades cotidianas e a remissão completa dos sintomas.

Também é fato, de acordo com ele, que a depressão é uma das principais causas de suicídio. “Os transtornos do humor (depressão ou transtorno bipolar) são responsáveis por aproximadamente 36% dos casos de suicídio. Além disso, os pacientes com a doença apresentam cinco vezes mais chances de cometer o ato”, afirma o médico.

José Alberto assegura que existem diversos outros fatores de risco para o suicídio, entre eles: tentativas prévias de cometê-lo, histórico familiar e genética, impulsividade, desesperança e sentimento de desamparo, doenças clínicas não psiquiátricas (doenças graves e sem cura, por exemplo), eventos adversos na infância e na adolescência (como maus tratos e abusos sexuais) e poucos vínculos sociais.

Goiás tem uma farmácia aberta a cada 27 horas

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

 

Crédito da foto: reprodução.

cada 27 horas, uma drogaria ou farmácia é aberta em Goiás. Só entre julho de 2017 e junho deste ano, 315 novos estabelecimentos do tipo abriram as portas no Estado. Neste período, Goiânia ganhou mais 55 empresas do segmento, somando farmácias de grandes redes e drogarias de bairro, independentes. O levantamento é do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Goiás (Sincofarma-GO).

Com 4.195 lojas em funcionamento, Goiás tem uma farmácia ou drogaria para cada 1,6 mil habitantes. A média nacional é de uma loja para cada 2,7 mil pessoas. Goiânia, onde há 982 empresas desse segmento, tem média ainda menor, de uma farmácia ou drogaria para cada 1,5 mil moradores.

Para o presidente do Sincofarma-GO, João Aguiar Neto a expansão do setor se dá como reflexo da alta competitividade nesse tipo de negócio e pela própria demanda da população do Estado. De 2010 para cá, o número de habitantes em Goiás cresceu 15%, saltando de 6 milhões para 6,9 milhões de pessoas.

Alerta

Porém, esses números também revelam outro fator,  o crescimento do uso inadequado dos remédios. “O medicamento, se utilizado de forma inadequada, pode causar mais danos do que benefícios”, alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma das consequências mais frequentes de atitudes como essas é a intoxicação.

“Medicamentos são produzidos para beneficiar as pessoas, mas se não forem utilizados corretamente podem desencadear reações indesejáveis e até causar riscos severos à saúde”, explica Lorena Baía, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO).

Consumir medicamentos de forma inadequada ou usá-lo de forma irracional também pode causar dependência e reações alérgicas. Além disso, a combinação errada de medicamentos diferentes também oferece riscos à saúde, já que um medicamento pode anular ou potencializar o efeito do outro. “A automedicação leva ao agravamento da doença, já que a utilização inadequada de medicamentos pode esconder determinados sintomas e fazer com que a doença evolua de forma mais grave”, observa a Anvisa.

Os danos causados por medicamentos, além de graves, custam R$ 60 bilhões ao ano para o Sistema Único de Saúde (SUS). A cada real investido no fornecimento de medicamentos, o governo gasta cinco reais para tratar as morbidades relacionadas a remédios. As mais onerosas são as causadas por reações adversas, 39% dos gastos, pela não adesão ao tratamento que são 36%, e pelo uso de doses incorretas, 16%.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 70% dos pacientes com hipertensão, diabetes ou dislipidemias, em sua maioria, usuários de vários medicamentos, não conseguem controlar suas doenças mesmo tendo diagnóstico e prescrição de médicos.

Em outro estudo, o órgão apurou que 82% dos pacientes que utilizavam 5 ou mais medicamentos de uso contínuo o faziam de forma incorreta ou demonstravam baixa adesão ao tratamento.

Um em cada três pacientes abandonou algum tratamento, 54% omitiram doses, 33% usaram medicamentos em horários errados, 21% adicionaram doses não prescritas e 13% não iniciaram algum tratamento prescrito.

Segundo a professora Julieta Mieko Ueta da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em entrevista ao Saúde sem Complicações, uma dor de cabeça pode ser resolvida com a automedicação, mas o médico deve orientar qual é o mais indicado para o paciente, principalmente para grupos de risco, como idosos e crianças. “É preciso conhecer o que o seu corpo permite e qual substância pode fazer mal”, explica.

Paulo Andrade: “o maior desafio da carreira de um narrador é conseguir misturar emoção e técnica”

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinicius Martins

Paulo Andrade, narrador e apresentador dos canais ESPN. Foto: reprodução.

“Porque, para ele, não basta ser um grande profissional, você tem que ser um grande homem, um cara de grupo.” Foram estas as palavras ditas por Paulo Andrade em sua edição do Credencial ESPN, como características fundamentais exigidas por José Trajano ao contratar um profissional para trabalhar com ele. E Trajano acertou em cheio. Desde outubro de 2003 e durante quatorze anos, Paulo Roberto de Andrade, ou só Paulo Andrade como é conhecido, vem trilhando um brilhante caminho de sucesso como um dos maiores narradores de futebol do Brasil.

Nascido em São Paulo em 31 de janeiro de 1979, formou-se em publicidade, mas acabou por seguir a carreira jornalística ao comandar um programa de samba em uma rádio comunitária da região. De forma voluntária, atuava apenas como comentarista de jogos de futebol, já que a narração nunca havia passado por sua cabeça. No entanto, seu dom foi descoberto de uma maneira “acidental” quando o narrador da rádio faltou em dia de jogo, e Paulo se viu obrigado a narrar uma partida. E desde então, nunca mais parou.

Durante alguns anos e passagens por algumas emissoras de TV, reuniu seu material para tentar ingressar em uma grande emissora. Foi então que, em 2003 com a inauguração do Departamento de Esportes do SBT (fato que soube através do Programa da Hebe), conseguiu, após várias tentativas frustradas, um teste para narrar um jogo da Holanda. Paulo narrou, agradou e foi contratado.

Agradou tanto que, mesmo ficando por pouco tempo na emissora, já que o departamento se dissolveu em quatro meses, José Trajano quis o narrador para a sua emissora. “O Paulo do início do SBT, e não do fim” disse Trajano.

Com a cara e a coragem, fez seu teste logo de cara narrando um jogo entre Leeds United e Arsenal. E o fez brilhantemente. Foi aplaudido e ovacionado após a narração, fazendo com que o contrato que seria de alguns meses, se estendesse pra um ano. E por quatorze anos. Desde então, se destaca pela união de segurança, informações precisas, conhecimento e empolgação na medida certa em suas narrações. Sua especialidade é o futebol, no entanto, já demonstrou as qualidades citadas em outras modalidades nesses anos de ESPN: Futsal, Tênis, Boxe, Handebol, Basquete etc. Além disso, Paulo é apresentador dos programas Linha de Passe, Futebol no Mundo – em parceria com Alex Tseng – e algumas edições do Sportscenter.

Em suas narrações, não deixa seu perfeccionismo passar despercebido. Sempre com muitas folhas de sulfite à mão, quase sempre coloridas por seus marca-textos e escritas à mão, Paulo narra os jogos como se possuísse uma enciclopédia sobre os jogadores e os times em campo. Não é à toa que, em várias ocasiões, os fãs de esporte (como são chamados os espectadores da ESPN), se pegam na dúvida de como ele tem tantas curiosidades e dados estatísticos à mão. Resultado de suas horas de estudo anteriores às transmissões, sua dedicação e autocrítica. “Aqui, você não pode dar um “migué”. Se você quer dar informação, estude. Chutar não pode.”

Paulo Andrade e Paulo Vinícius Coelho, o PVC, durante transmissão da ESPN. Foto: reprodução.

Sua história com o esporte é marcada predominantemente por sua ligação com o futebol internacional. A ele, Paulo dedica sua base como profissional, a construção de sua família e seu sucesso como narrador. “O futebol internacional é tudo na minha vida”, diz ele. E é claro, um gênio que se preze não trabalha sozinho. Se dizem por aí, que para todo Xavi há um Iniesta, então, para todo Paulo Andrade existe um Paulo Calçade, por exemplo. Ou um Mauro Cezar Pereira, ou um Rafael Oliveira, ou um Leonardo Bertozzi. Seja como for, está sempre em boa companhia. O fã de esportes nunca fica decepcionado.

Quando a Liga dos Campeões era transmitida pela ESPN, Paulo era o principal nome das narrações. Era de se esperar. O maior torneio entre clubes do mundo necessitava de um grande nome para guiá-los na TV. E ele o fazia com maestria. Não havia outra possibilidade de se acompanhar um jogo da Liga dos Campeões em outra emissora. Até que chegou o dia em que fomos forçados a encarar essa ruptura. Difícil naquele momento, difícil até hoje. Questão de tempo. A UCL está, temporariamente (espero!), com direitos exclusivos tidos pelo Esporte Interativo. E friso aqui o “temporariamente”, pois a torcida é enorme, e sempre válida.

Uma das maiores provas de seu profissionalismo impecável, veio em uma das (várias) edições de Copas do Mundo que já participou. Em 2014, Paulo foi um dos responsáveis por narrar o tão conhecido e desastroso 7×1. Foi o que melhor o fez. Para ele, estar no comando da transmissão da pior derrota da maior seleção de todos os tempos foi um grande desafio. Conseguir encontrar o tom correto, não deixar transparecer a decepção para quem assistia, manter igual postura em todos os gols da Alemanha e até mesmo no único gol do Brasil. “Se houvesse uma única pessoa em casa torcendo pela Alemanha, eu precisava narrar pra ela. E narrei. Mas foi a mais difícil da minha carreira.”

Na prática do esporte, Paulo passou pelas bases do Corinthians, Portuguesa e outros times. Parou para estudar Publicidade. Hoje em dia, é zagueiro e capitão do time da ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo). E até nisso se considera extremamente perfeccionista. Esteve, nos últimos cinco anos, presente em quatro finais do campeonato. E finalmente, pra acalmar seu lado competitivo, o título veio na última semana.

O Arsenal, para o narrador “o melhor da era moderna da PL, e um dos maiores da história do Campeonato Inglês de todos os tempos”, foi o protagonista de sua primeira ligação com o futebol internacional. Recentemente, o narrador completou 15 anos de ESPN. Em entrevista à Raquel Fernandes, Paulo relembra aquele 1º de Novembro de 2003, onde narrava o primeiro capítulo de sua vitoriosa trajetória.

Confira a entrevista:

ARAGUAIA ONLINE: Desde que começou a atuar como jornalista em rádios comunitárias, até os dias de hoje em que trabalha em uma das maiores emissoras de esportes do país, qual o maior aprendizado você carrega consigo?

PAULO ANDRADE: Muito difícil determinar apenas um grande aprendizado. São tantas coisas que surgem pelo caminho, mas acho que, para definir um que considero fundamental, é necessário estar sempre aprendendo. Humildade, autocrítica, determinação, e dedicação me levam sempre a achar que posso melhorar, evoluir, estar perto daquilo que considero um bom trabalho. E agradar a mim mesmo é o mais difícil, pois sou absolutamente perfeccionista em relação ao que faço.

AO: Partindo do princípio que é muito difícil separar o que é TV aberta e TV fechada no que diz respeito à transmissão de futebol, já que quem assiste à ESPN assiste também às emissoras “X” e “Y”, como você se sente sendo considerado um dos maiores narradores do Brasil juntamente com outros nomes importantes?

PA: Primeiramente, obrigado pelo elogio imputado na pergunta. Bem, eu acho o reconhecimento muito importante. Claro que sei que jamais agradarei a todos, e nem tenho essa pretensão, mas receber um elogio, uma mensagem carinhosa, um abraço sincero daqueles que gostam do meu trabalho é extremamente gratificante. Agora, como me sinto? Mais pressionado (no bom sentido) a continuar melhorando, aprendendo e me dedicando para agradar mais e mais àqueles que me acompanham.

AO: Você preza muito a chamada “narração técnica”, a qual exige certa entonação de voz, o uso de palavras adequadas de acordo com o momento, e um começo, meio e fim nos lances de gol. Dois destes (o do Vardy contra o Liverpool e o do Neymar contra o Villareal) foram marcados por uma emoção incontida. A partir de que momento fica difícil medir a técnica e a emoção em uma narração?

PA: Já disse algumas vezes, acho que o maior desafio da carreira de um narrador é conseguir misturar emoção e técnica num mesmo trabalho, e na medida certa. Não acontece do dia para a noite. Ao menos, comigo, não aconteceu. A experiência me trouxe essa possibilidade. Eu comecei a narrar prezando muito pela construção técnica do meu estilo, a informação durante os jogos, a agilidade, e etc, mas aos poucos, com o alcance de mais de firmeza, confiança em mim mesmo e muita dedicação, eu consegui me “deixar levar” por momentos especiais que tive o privilégio de acompanhar e relatar ao fã da ESPN, sair da narração técnica e soltar a voz, usar termos diferentes, e falar com o coração. E digo: essas narrações mais emocionantes são as que mais marcam a minha carreira e ficam na lembrança dos que puderam ouvir, o que também é uma honra muito grande.

AO: Além de narrador, você pratica o futebol como diversão. Você, ao jogar, se imagina narrando aquela partida em que participa, ou se desliga totalmente do seu ofício?

PA: Me desligo absolutamente. Sou muito competitivo, confesso. Dificilmente jogo por brincadeira. Acho que pode ser um pouco da síndrome do “boleiro que não deu certo”, já que tentei ser jogador profissional até os 19 anos, antes de desistir. Mas o Paulo profissional é um, o “jogador” é outro. Quem me assiste jogar e conhece o meu trabalho costuma ligar as duas coisas, é inevitável. Claro, aceito as brincadeiras, numa boa. Agora, jogar futebol e ter feito boa parte da vida nas categorias de base de clubes importantes, me ajuda bastante nas narrações, no momento em que é necessária uma intervenção ou opinião mais embasada. Da pra dizer que, jogar futebol melhora a minha narração, imagino.

AO: Você é um dos principais nomes aclamados para narrar jogos de videogame, como o FIFA ou o PES. Já até mostrou certa intimidade com os mesmos quando, em uma partida mediada por Alex Tseng, enfrentou o representante da ESPN Games, Lucas Ohara. Na ocasião, o Manchester United (de Lucas) venceu o seu Manchester City por 2×0 apenas no segundo tempo da prorrogação. Você toparia a oportunidade de narrar estes games?

PA: Claro que sim. Deve ser muito legal. Na verdade, faz alguns anos, cheguei a emprestar a voz para um jogo de vídeo-game, ou PC, algo virtual. O projeto não deu muito certo, tanto que nem me lembro o nome do jogo, mas tive a oportunidade estar no estúdio e gravar. Foi muito divertido. Também por gostar de jogar seria um privilégio receber esta oportunidade.

AO: O seu contrato com a ESPN vai até o fim deste ano e, com certeza, você deve receber propostas de outras emissoras. O que te faz permanecer na ESPN?

PA: A ESPN é uma marca muito forte, grande. Enquanto eu continuar recebendo boas oportunidades profissionais, e estiver agradando àqueles que comandam o canal, não há motivo para sair. Mas sempre estarei em busca de evolução e melhores oportunidades. Se eu perder isso, a minha carreira perde o sentido, penso.

AO: Você assiste à outras emissoras?

PA: Sim, claro. Muitas delas.

AO: Desde 2012, você narra a maioria dos clássicos entre Barcelona e Real Madrid. Um deles em particular, fez com que a ESPN batesse recorde de audiência, superando até mesmo as transmissões de TV aberta. Este é, para você, o jogo mais emocionante de se narrar na atualidade?

PA: É um dos que mais exigem dos profissionais nele envolvidos, sem nenhuma dúvida. Depois da perda dos direitos da UCL, “el clasico” passou a ser o jogo mais importante para os canais ESPN em diversos aspectos. É impossível narrar este jogo sem se preocupar com a sua magnitude. Agora, o “mais emocionante” acho sempre que é o que está por vir. Graças a Deus tenho a oportunidade de narrar clássicos enormes do futebol mundial, e sempre acredito que o próximo pode superar a emoção do anterior. O meu desafio é estar à altura de cada um.

AO: Olhando para a sua trajetória sofrida a princípio, mas desde então de muito sucesso e dedicação, você considera que ter se tornado jornalista e narrador esportivo foram as suas maiores conquistas? Se não, quais foram?

PA: Minha maior conquista é a formação da minha família, mas claro, sem nenhuma dúvida, as conquistas diárias que a profissão me trouxe são parte importantíssima da minha vida. Agradeço à Deus, diariamente, por ter me dado o dom de narrar e apresentar, e continuar me permitindo melhorar a partir da vida confortável que o jornalismo me oferece.

AO: Você tem um “ritual” de estudos para preparação de jogos, estudando por volta de três horas, fazendo anotações em papel sulfite e marcando dados importantes com marca-textos. Quais são os jogos mais difíceis para os quais você tem que se preparar?

PA: Eu sou meio “tarado”, no bom sentido. Costumo me preparar muito e de igualmente para todos, ou quase todos os jogos que narro. Mas é indiscutível que procuro estar mais ligado, focado, preparado, atento em jogos maiores. Eu sou movido por eles. Quanto maior é a representatividade do jogo, mais motivado eu fico para fazer um grande trabalho.

AO: Quais conselhos você daria aos jovens aspirantes a carreira de narrador esportivo? O que fazer para ser um bom profissional da área?

PA: Primeiramente, buscar saber se tem o dom. Acho que, especificamente para narrar, se não houver dom é quase impossível seguir em frente. É impossível aprender a narrar, mas fundamental aperfeiçoar o dom, quando o tem. Para ser um bom jornalista é necessário amar muito o que faz, pois o caminho é dificílimo, ser perseverante, e ter vontade de melhorar sempre. O resto acontece naturalmente.

AO: Qual o balanço você faz da sua carreira nestes 15 anos de ESPN?

PA: A ESPN me deu todas as oportunidades que tive para melhorar e continuar em busca de destaque na profissão. Sou e serei grato eternamente. O PA de 2018 é infinitamente diferente do de 2003, que chegou ao canal com 24 anos, e muito graças às chances que recebeu ao longo desses 15 anos.

AO: Para encerrar, agradecendo por sua honrosa participação e entrevista, deixe uma mensagem a todos os nossos leitores que te acompanham.

PA: Quero agradecer pela honra de apresentar um pouco mais de quem eu sou através dessa entrevista, e a mensagem é acreditar sempre em seus sonhos e fazer todo o possível para realizá-los. Perseverança, honestidade, trabalho e fé em Deus.

Brincar estimula o desenvolvimento do córtex das crianças

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

 

Não é segredo algum a importância das brincadeiras no desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. Porém, o que se observa é que os pequenos estão cada vez com menos tempo para brincar. As agendas da infância no mundo contemporâneo são assoberbadas em atividades extracurriculares e deveres escolares.

O ato de brincar agora está no segundo plano e a preocupação dos pais recaí, sobretudo, em saber se os filhos estudaram ou não, sem perceberem que nenhuma criança desenvolverá todo o seu potencial se a brincadeira não fizer parte da sua vida. Essa é a afirmação da pediatra Denise Katz.

Segundo a médica, brincadeiras contribuem para o desenvolvimento do córtex e cria conexões cerebrais nas crianças. “O desenvolvimento cognitivo da criança depende da boa desenvoltura de funções como a linguagem, coordenação motora e suporte afetivo-emocional. Para garantir que a criança tenha uma boa evolução, estimule o seu filho desde cedo, ainda no primeiro ano de vida, com brincadeiras, jogos, leituras e conversas”, explica. Essas atividades ainda auxiliam no desenvolvimento motor, muscular, ósseo e articular. E oxigena os pulmões e aumenta a força.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que as crianças façam pelo menos 60 minutos de atividade física diária, moderada ou intensa. Conforme a pediatra Denise Katz, brincar é uma atividade completa. Ajuda a criança a se socializar e desenvolve habilidades que são muito importantes para a vida adulta.

“E se a brincadeira for ao ar livre, a luz solar ajuda a regular o metabolismo e o sono. A atividade física para agradar a criança deve ser algo lúdico, deve estimular a brincadeira no esporte para que isso seja prazeroso e não uma obrigação”, afirma a médica.

Crédito da foto: reprodução.

Leitura, escrita e desenhos

De acordo com a médica, durante toda a infância é importante estimular atividades e brincadeiras lúdicas nas crianças, pois elas contribuem para o desenvolvimento da linguagem, atenção, imaginação, curiosidade, concentração e memória, além de fortalecer o vínculo entre criança e pais.

“Bonecos de dedo tornam o ato de contar histórias mais interessante; desenhar, escrever e pintar sobre personagens preferidos da criança contribui para a adesão da brincadeira. Este tipo de atividade é indicado para crianças a partir dos 5 anos de idade”, aconselha.

Jogo da memória

Os jogos como de memória, xadrez e quebra-cabeça estimulam habilidades como concentração, lógica, formulação de estratégias e autoconfiança. As atividades lógicas contribuem para que a criança seja capaz tomar decisões em situações que exijam raciocino rápido, promove a vontade de vencer e a vivência com vitórias e derrotas. Este tipo de atividade é indicado para crianças a partir dos 7 anos de idade.

Esconde-esconde

Pega-pega e queimada, conforme a pediatra, são brincadeiras que estimulam a coordenação, noção de espaço e perspicácia da criança, que cria estratégias para não ser pego, além de estimular que a criança se supere fisicamente.  Por ser uma atividade realizada em conjunto com outras crianças, motiva a socialização com os colegas. Ela orienta que os pais estimulem seus filhos a conhecer amigos da vizinhança e pratiquem as brincadeiras em lugares seguros.

“A brincadeira em qualquer idade ajuda a moldar o cérebro, fortalece as relações socioafetivas, promove a criatividade e a imaginação. Nas crianças maiores, o brincar explora aspectos como autocontrole, cooperação e negociação, estabelece regras e limites, e estimula que a criança aprenda a lidar com derrotas. Além das brincadeiras, é importante que os pais cuidem da alimentação dos pequenos para um desenvolvimento completo, alimentos ou suplementação ricos em Ômega 3, comprovadamente auxiliam na formação de sinapses cerebrais.  As crianças que tiveram boa alimentação e suplementação de DHA vão ter sim melhor capacidade de aprendizagem, melhor linguagem, melhor memória e melhor percepção”, esclarece.

As brincadeiras ideais para cada faixa etária

Algumas recomendações de especialistas sobre as brincadeiras mais adequadas para cada faixa etária. Porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento infantil é individual. Todas as atividades devem ser desenvolvidas sob supervisão de um adulto e nos ambientes adequados.

Até os 2 anos:

Nesta fase, a brincadeira tem que estimular os sentidos. Correr, puxar carrinhos, escalar objetos, jogar com bolinhas de pelúcia são atividades recomendadas.

3 a 4 anos:

Começam as brincadeiras de faz de conta. As crianças respondem a brincadeiras de casinha, de trânsito, de escolinha e de outras atividades cotidianas.

5 a 6 anos:

Os jogos motores (de movimento) e os de representação (faz de conta) continuam e se aprimoram. Surgem os jogos coletivos, de campo ou de mesa: jogos de tabuleiro, futebol, brincadeiras de roda.

7 anos acima:

A criança está apta a participar e se divertir com todos os tipos de jogos aprendidos, mas com graus de dificuldade maiores.

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