Animais de estimação também são fumantes passivos

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Crédito da foto: reprodução/internet

 

Os danos causados à saúde pelo cigarro são muitos, comprovados pela ciência e de conhecimento de boa parte da população. De acordo com o Instituto Fernandes Figueira (Fiocruz), o número de mortes causadas pelo tabagismo no Brasil chega a 156 mil ao ano. Mas o que muita gente não sabe é que os riscos de problemas cardiorrespiratórios e pulmonares também atingem os animais que convivem com fumantes.

De acordo com a médica veterinária Tatiana Braganholo, muitos estudos têm reforçado as constatações de que a proximidade dos pets com a fumaça do cigarro pode ser tão prejudicial a sua saúde como é para os humanos. Um levantamento da Universidade de Glasgow, por exemplo, mostra que os animais de estimação podem ter até mais chances de desenvolver problemas decorrentes do fumo passivo do que os humanos.

Isso acontece porque além de inalar a fumaça, os bichos podem ingerir os vestígios de nicotina presente em seu pelo durante sua rotina de limpeza, quando costumam se lamber. “Em muitos casos os cães desenvolvem câncer de pulmão ou de cavidade nasal. Já os gatos têm mais chances de ter linfoma”, explica a veterinária.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes, cerca de 11 milhões de homens e sete milhões de mulheres. E ao mesmo tempo, 44% dos domicílios brasileiros possuem ao menos um animal de estimação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Gatos sofrem mais

Alguns estudos também apontam que os gatos correm mais riscos quando se trata do fumo passivo. Há algumas teorias que explicam o porquê, entre elas está o fato desses animais conviverem em outros lares quando criados livremente, o que pode fazer com que tenham contato com fumantes mesmo quando o tutor não tem o hábito de fumar.

Uma outra linha de pesquisa afirma que, por serem animais mais territorialistas, os felinos tendem a passar mais tempo em casa do que os cães, já que esses são criados muitas vezes na área externa. Isso também proporcionaria aos gatos um aumento do contato com a fumaça.

“Os danos em longo prazo são inegáveis para todos os animais. Alguns podem inclusive apresentar alergia ou doenças de pele por causa do contato constante com a fumaça”, afirma Tatiana. Segundo ela, se o tutor não consegui parar de fumar, o ideal é que mantenha o animal distante da área em que costuma fumar.

Intoxicação

É importante lembrar que as cinzas e restos de cigarro devem ficar fora do alcance dos animais, já que quando ingeridos podem causar intoxicação. Provocando tremores, espasmos ou convulsões, salivação excessiva, pupilas dilatadas, alucinações auditivas e visuais, excitação, taquicardia, vômitos e diarreia nos animais. “Alguns pets, principalmente os de pequeno porte, chegam a entrar em coma se consomem grande quantidade de tabaco”, alerta Tatiana.

Tratamento

Os tratamentos para linfoma nos animais variam de acordo com a complexidade de cada caso ou estágio da doença. A boa notícia é que procedimentos cirúrgicos e sessões de quimioterapia podem curar a enfermidade. No entanto, o custo é bastante alto: chegando a até R$ 7 mil.

Força tarefa no período chuvoso no combate ao Aedes Aegypti

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

Mosquito Aedes Aegypti. Crédito da foto: Pixabay

 

Prevenção é a palavra-chave no período chuvoso em Goiás, que vai de outubro até maio. É o que explica a coordenadora técnica de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, Patrícia Godoi. “Se cada um não fizer sua parte, a gente não consegue sozinho”.

Com essa intensificação é possível visitar todos os imóveis da cidade neste início de período chuvoso. A meta da Secretaria Municipal de Saúde é fazer essa cobertura e, no próximo mês, promover mais mobilizações, chamando a população para o combate ao mosquito.

Os sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

Saiba como é feito o trabalho de prevenção, bem como dicas para a população na entrevista com a coordenadora técnica de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, Patrícia Godoi.

Ouça a reportagem do aluno Jonathan Cavalcante:

Goianos não conhecem o perigo da diabetes

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Crédito da foto: Pixabay

 

Problemas cardiovasculares são a principal causa de morte em pessoas com diabetes. No entanto, essa informação ainda é pouco ou totalmente desconhecida. Pesquisa inédita do Instituto Datafolha, intitulada “Conhecimentos sobre o diabetes”, aponta que nenhum dos entrevistados da população brasileira na região Norte e Centro-Oeste conhece a associação dos problemas do coração com o diabetes. A pesquisa foi encomendada pelo Movimento Para Sobreviver, que visa justamente trazer o alerta do risco cardiovascular no diabetes, principalmente em idosos.

A maioria das menções feitas sobre o grau de conhecimento dos respondentes sobre o diabetes na região são relacionadas à doença crônica (9%), morte (8%), cegueira ou problema de visão (5%), amputação (2%) e dificuldade de cicatrização (2%).

“É preciso que as pessoas se aprofundem mais em relação ao diabetes, uma doença crônica que cada vez mais acomete a população mundial. É imprescindível que as pessoas, principalmente quem cuida do idoso com diabetes, entenda a importância de proteger o coração, para dar melhor qualidade de vida e prevenir as doenças cardiovasculares especialmente o infarto do miocárdio”, explica o endocrinologista Fadlo Fraige Filho.

Questionados, os brasileiros entendem que proteger o coração de quem tem diabetes (86%) é igualmente importante como ter cuidados para se evitar amputação e a cegueira (86%). No entanto, pouco se discute sobre a prevenção de doenças cardiovasculares em pessoas com diabetes e mais de 65 anos. A doença cardiovascular em pessoas com diabetes mata mais que HIV, tuberculose e câncer de mama na população mundial. E até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares.

Cuidado específico

O diagnóstico do diabetes tipo 1 acontece geralmente na infância e adolescência, o que aumenta a responsabilidade familiar. Aqui, englobam-se alimentação saudável, controle da glicemia, condução da insulinoterapia, identificação e ação perante episódios de hipoglicemia. “A atenção especial da família ao processo de transição, conforme a criança cresce e chega à adolescência, é fundamental para que a conscientização e o autocuidado se ampliem naturalmente”, afirma o médico.

Já o diabetes tipo 2 surge, em geral, na fase adulta e está ligado à resistência à ação e diminuição da produção de insulina no pâncreas, ação deficiente de hormônios intestinais, dentre outros. A obesidade, dislipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos), hipertensão arterial, histórico familiar da doença ou de diabetes gestacional, e o processo de envelhecimento são os principais fatores de risco.

O tratamento demanda mudanças no estilo de vida, ao receber o diagnóstico do diabetes, as adaptações da rotina devem ser intensificadas, sobretudo na eliminação de alimentos inadequados e do sedentarismo. Principalmente nesse caso, a família também pode ter impacto tanto positivo quando negativo na qualidade de vida.

“O envolvimento proativo da família aumenta o comprometimento de quem recebeu o diagnóstico, seja criança, adolescente, adulto ou uma pessoa idosa, e motiva um seguimento com mais chance de êxito resultando em melhor controle, mais qualidade de vida e menor frequência de complicações. Além disso, favorece o engajamento a associações de pessoas com diabetes, para buscar melhorias para o tratamento nas esferas governamentais e, claro, em campanhas de alerta para prevenção”, diz o especialista.

Doe leite materno; ‘’Um pouquinho do que você doa, é tudo para quem precisa”

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

Crédito da foto: Pixabay

A coordenadora do banco de leite humano de Anápolis, Raquel de Castro Rodrigues, fala sobre a importância da doação do leite materno. O objetivo é mostrar ao público feminino que amamentar é sinônimo de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, bebês que estão internados e não podem ser amamentados pelas próprias mães têm a chance de receber os benefícios do leite materno com a sua doação. Com ele, a criança se desenvolve com saúde, tem mais chances de recuperação e fica protegida de infecções, diarreia e alergias.

A entrevista abaixo fala da importância desta ação e também traz dicas para as mães que desejam fazer doação para o banco de leite humano. O Araguaia Online conversou com Raquel de Castro e a reportagem do aluno Jonathan Cavalcante, você pode ouvir a seguir.

 

Ambiente fortalecedor para as crianças que sofreram com o Bullying

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

Crédito da foto: Pixabay

O relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgado em 2017, revelou uma triste realidade. De acordo com os dados, 17,5% dos alunos brasileiros, na faixa dos 15 anos, são alvos de algum tipo de bullying várias vezes ao mês.

Desde os anos 1990, a palavra vem sendo utilizada para descrever agressões, que podem ser físicas, emocionais ou psicológicas, praticadas por uma ou várias pessoas contra uma vítima que não possui condições ou ferramentas para se defender, causando dor, medo e sofrimento. Lamentavelmente, isso é bullying, e este mal precisa ser combatido. Em Goiás nos últimos tempos, dois episódios marcaram esse problema – um em Goiânia e outro em Alexânia.

De acordo com o secretário municipal de Educação de Anápolis, Alex Martins, a campanha de conscientização está produzindo transformações nas escolas e na vida dos alunos envolvidos. Na entrevista, ele também destaca que o papel da família é fundamental nesse processo.

Ouça a entrevista concedida ao Araguaia Online a seguir. A reportagem é do aluno Jonathan Cavalcante.

Polícia Rodoviária Federal em Pauta

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

Crédito da foto: reprodução/internet

 

Roubo de cargas, período chuvoso, multas por excesso de velocidade e embriaguez ao volante foram pontos destacados pelo inspetor Stefferson, da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em entrevista ao repórter Jonathan Cavalcante, do Araguaia Online, o inspetor falou sobre esses temas, e deixou dicas aos motoristas que trafegam pelas principais rodovias do Estado de Goiás.

Acompanhe a seguir, a entrevista com o Inspetor Stefferson, da PRF.

Disk Denúncia da PRF: 191

A vida dos Taxistas com a popularidade dos motoristas de aplicativos

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

Crédito da foto: reprodução/internet

 

Em 1976, surgiu o primeiro serviço de rádio-táxi do Brasil, na cidade de Curitiba. Atualmente existem serviços de rádio-táxi em todas as capitais e na maioria das cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes.

Mas os números de motoristas de aplicativo estão crescendo em todo país com o Uber e 99 POP. E a pergunta que fica é: como ficou a situação dos taxistas após a chegada
dos motoristas de aplicativo no Brasil?

A reportagem do Araguaia Online ouviu a categoria pra saber de que forma eles estão
enfrentando essa situação. O taxista Nelson Cruz deu sua opinião sobre o trabalho dos taxistas com a concorrência dos aplicativos: Uber e 99 POP.

“Nossa situação está muito difícil, estamos rodando pouco, a culpa é do Uber”, disse o taxista.

Acompanhe a entrevista concedida ao aluno Jonathan Cavalcante a seguir:

Outubro Rosa 2018: prevenção e autoexame do câncer de mama

Nesse mês, diversas campanhas são intensificadas em todo o Brasil, sempre destacando a importância da prevenção e do autoexame.

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização promovida durante todo o mês, cujo objetivo é alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. O movimento Outubro Rosa surgiu na década de 1990, desenvolvido pelo Ministério da Saúde e desde então, estimula a participação da população no controle da doença.

Essa importante dada é celebrada todos os anos, e o principal foco é a conscientização sobre a importância da prevenção, proporcionando assim, maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento. Nas mulheres acima de 40 anos a realização da mamografia é essencial para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Existem vários tipos de câncer de mama, sendo que alguns se desenvolvem mais rapidamente e outros não.

Dentre os sintomas deste tipo de câncer, destacam-se:

  • Caroço (nódulo), geralmente indolor;
  • Pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do seio ou saída de líquido em um dos mamilos;
  • Pequenos nódulos no pescoço ou na região abaixo dos braços (axilas).

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o que corresponde a 28% dos novos casos a cada ano.

Para saber mais sobre o tema, o Araguaia Online conversou com a coordenadora do programa Saúde da Mulher da Prefeitura de Anápolis, Lorena Diogo. Ela cita muitas dicas que auxiliam as mulheres na prevenção do câncer de mama, sendo que uma das formas mais simples de prevenção é a realização do autoexame.

Confira a entrevista em áudio no link a seguir:

https://soundcloud.com/araguaiaonline/outubro-rosa-2018-prevencao-e-autoexame-do-cancer-de-mama

Faculdade Araguaia lança projeto de rádio experimental

A rádio Araguaia On é mais um desafio realizado por alunos da instituição.

Texto: Giselle Vieira

Edição: Vinícius Martins

 

Equipe de alunos responsáveis pela rádio Araguaia On. Crédito: divulgação.

Na próxima quinta-feira, 4 de outubro de 2018, a Faculdade Araguaia inaugura seu mais novo projeto radiofônico: a rádio Araguaia On.

Os idealizadores da proposta são acadêmicos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. “O objetivo é praticar o que foi abordado em sala de aula na teoria, preparando o aluno para o mercado de trabalho”, explica a aluna Dilma Zago, uma das responsáveis por esse trabalho.

O objetivo é transmitir para os estudantes da instituição informações de eventos que acontecem na faculdade de forma prática e descontraída. Os programas são curtos e tem linguagem fácil.

A programação será gravada e transmitida todas as quintas-feiras, no período noturno.

O material veiculado será disponibilizado em uma plataforma online. Todos os alunos da faculdade ainda poderão participar das sugestões de pautas e na construção de matérias.

 

Mesa-redonda discute as pesquisas eleitorais

Texto: Samantha Henrique

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Seguindo o tema norteador do semestre, a coordenação dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia promove na próxima segunda-feira,17 de setembro, a mesa-redonda intitulada Comunicação e Pesquisa em Período Eleitoral. O evento será das 18h30 às 22h, no auditório da unidade Bueno. A entrada é gratuita e o evento é aberto à comunidade em geral.

O debate contará com a participação do publicitário, pesquisador, especialista em marketing político e eleitoral e doutorando em Comunicação Marcos Marinho; coordenador do curso de pós-graduação em Inovação em Mídias Interativas da Universidade Federal de Goiás, professor Wagner Bandeira da Silva; e o pesquisador, mestre em Cultura Visual e professor do curso de Publicidade e Propaganda da UFG, Marcilon Almeida Melo. A mediação ficará a cargo do jornalista e professor da Faculdade Araguaia, Altair Tavares.

Professor da Faculdade Araguaia, Altair Tavares será o mediador do evento.

Os debatedores foram convidados por terem a mesma linha de trabalho com pesquisa e manejo de dados. Serão discutidos pontos importantes e que merecem destaque neste momento oportuno em que o Brasil se encontra. O foco do debate será voltado para a realização das pesquisas políticas, a maneira adequada de se usar dados de pesquisas e a confiabilidade desses dados. A instituição acredita que é importante colaborar para a formação crítico-reflexiva dos alunos.

“Em um país que vem vivendo momentos turbulentos e controversos com relação à política e que está em campanha eleitoral, discutir a influência das mídias, em especial as mídias digitais, é primordial,” enfatiza a coordenadora dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo da FARA, Viviane Maia.

Convidados vão discutir a realização das pesquisas políticas e a utilização adequada destes dados.

SERVIÇO

Mesa-redonda: Comunicação e Pesquisa em Período Eleitoral

Data: 17 de setembro
Horário: 19h às 22h
Local: Auditório Bueno da Faculdade Araguaia
Entrada franca

Uso das mídias digitais e tradicionais em período de campanha eleitoral

Apesar do uso intenso das mídias sociais nas campanhas, a mídias tradicionais ainda são as plataformas que recebem mais atenção

Texto: Avelino Mateus

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Em tempo de eleições, na contemporaneidade, as mídias sociais são uma realidade instaurada, seja por meio de sites, blogs ou redes sociais, as discussões estão cada dia mais afloradas. Com as novas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017, a plataforma digital se tornou um meio ainda mais atrativo para as campanhas eleitorais, os candidatos poderão pagar para impulsionar propagandas nas redes sociais, além disso, poderão receber doações de eleitores por meio das chamadas vaquinhas virtuais.

Apesar do meio virtual estar ganhando cada vez mais espaço, as mídias tradicionais – televisão, rádio e impresso – ainda são as plataformas que recebem mais atenção para a propaganda política. A imagem do candidato seja talvez a maior preocupação nessas eleições, com os últimos escândalos de corrupção e a revolta da população, o brand dos candidatos volta-se principalmente para campanhas institucionais, a figura do não-político cresce constantemente, sugerindo aos candidatos que reposicionem suas marcas.

Para discutirmos melhor essa relação entre mídia e eleições, conversamos com o pesquisador em comunicação política, professor, consultor de marketing e comunicação, Marcos Marinho, que ministrou a aula magna do semestre 2018/2 para os alunos de Jornalismo e Publicidade e será um dos debatedores da mesa-redonda Comunicação e Política em Período Eleitoral, na próxima segunda-feira, 17 de setembro, das 19h às 22h, no auditório da unidade Bueno. Confira a entrevista a seguir.

 

Araguaia On Line –  Com a ascensão das mídias sociais nos últimos anos, elas se tornam mais importantes em campanhas eleitorais ou a mídia tradicional ainda é a principal plataforma de propaganda?

Marcos Marinho – Vivemos um novo paradigma da comunicação onde as multiplataformas devem ser observadas e utilizadas como forma de acessar, conquistar, mobilizar e engajar os eleitores. A comunicação deve ser pensada de acordo com as características de cada canal e do target (alvo) que se pretende acessar. É ultrapassado, na minha opinião, esse debate sobre quem é mais importante.

 

Até onde a influência das mídias sociais pode afetar o resultado final das eleições?

Até onde elas forem bem planejadas, integradas às outras plataformas de comunicação e ações de campanha e, principalmente, trabalhadas de modo estratégico e profissional, com conteúdo bem feito e adaptado aos canais em uso. Quem não entende as funções reais das ferramentas da web acaba por atribuir a elas uma expectativa inalcançável.

 

Tem se vendido a imagem do “não-político”. Você acha que a fadiga do eleitor e uma busca pela renovação colaboram para que os candidatáveis reposicionem os discursos?

A imagem do não-político é sim um mote que está em uso. Porém, a meu ver, não cola para todos os cargos e já não tem o mesmo apelo que teve em eleições passadas.

 

As eleições deste ano terão um curto tempo de campanha. O que mais conta na imagem do político para conquistar adeptos? E qual a melhor estratégia de comunicação considerando o tempo de campanha?

O que mais conta é o trabalho prévio de apresentação e consolidação de imagem. Com o tempo mais curto, candidatos pouco conhecidos possuem menos chances de serem eleitos. A imagem e o discurso devem ser alinhadas à significação que o candidato possui junto aos seu target e, fundamentalmente, coerente com o contexto em que ocorre o pleito. A melhor estratégia é não deixar para fazer o trabalho só durante o período da campanha.

O pesquisador e consultor, Marcos Marinho. Foto: acervo pessoal.

Goiás tem maior crescimento em transplantes renais do país

O procedimento é uma opção de tratamento para os pacientes que sofrem de doença renal crônica avançada. Até agosto de 2018 foram realizados 92 transplantes no HGG

Texto: Maria Planalto

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Créditos da imagem: Deccan Chronicle

A doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes o transplante pode ser a única esperança ou a oportunidade de um recomeço para uma pessoa. O Serviço de Transplantes Renais do Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG) registrou, no primeiro trimestre de 2018, um crescimento de 100% no número de transplantes renais realizados na unidade. O comparativo é em relação ao mesmo período do ano passado. Até agosto de 2018, a unidade registrou um total de 92 transplantes de rins.

Goiás e outros quatro estados (Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará) apresentaram o aumento deste tipo de procedimento. Contudo, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes, o Brasil registrou uma queda de 10% no número de transplantes renais no primeiro trimestre de 2018, quando comparado ao mesmo período de 2017.

Para coordenador do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do HGG, Marcelo Rabahi, além dos bons resultados em relação ao número de transplantes realizados em Goiás, é importante que os processos sejam satisfatórios. A avaliação dos casos transplantados no ano de 2018 mostra que 92,3% dos pacientes obtiveram sucesso com o procedimento. “Esses dados trazem a certeza que a decisão de implementação do serviço de transplante renal foi acertada e o trabalho multidisciplinar desenvolvido na instituição deve continuar”, explicou.

Gastos

A prevalência de doenças renais crônicas vem crescendo na maioria dos países, consequentemente também existe um aumento de internações e consumo de recursos financeiros. O Sistema Único de Saúde (SUS) é o responsável pelo financiamento de 90% dos tratamentos de pacientes que se encontram em terapia renal substitutiva, como a diálise, que inclui a hemodiálise e diálise peritoneal.

“O transplante renal representa uma alternativa custo-efetiva para o tratamento das doenças renais crônicas, por isso, devemos investir cada vez mais tanto no incentivo da doação de órgãos quanto no investimento dos serviços de transplante no setor público”, avaliou Marcelo Rabahi.

Em Goiás, existem mais de 190 pessoas na fila de espera por um transplante de rim. O número de doares no Estado é baixo se comparado à média nacional. Ao fim do primeiro semestre deste ano, a taxa foi de 7,2 doadores por milhão de população, sendo a média nacional de 16,2 por milhão, conforme dados da Secretária Estadual de Saúde de Goiás.

O profissional por trás do transplante

Entre a retirada e o transplante de um órgão existem uma série de etapas. Para que isso seja possível, é necessário que o órgão corresponda a uma série de exigências até chegar ao novo corpo. Essas etapas vão desde as mais simples, como a verificação do tipo sanguíneo, até uma série de análises realizadas pelo Médico Patologista. Este profissional é o responsável por verificar se o órgão está em pleno funcionamento para desenvolver sua função em um novo organismo.

“Para que um órgão seja aceito em um corpo diferente, precisamos levar em conta não só a classificação sanguínea, mas o tamanho e a capacidade de desenvolver suas funções, pois em casos de mortes por infecção, por exemplo, o transplante pode ser descartado”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Dr. Clóvis Klock. A equipe médica, além desses especialistas, também é responsável por encontrar um destino com critérios de proximidade, considerando o tempo útil do órgão fora do corpo, gravidade do paciente e o tempo na lista de espera.

“Quando há um alerta de possibilidade de doação, tudo tem que acontecer com muita rapidez, partindo da conversa com os familiares, passando pela busca por um paciente compatível. Todo o processo deve acontecer respeitando o tempo limite de sobrevida de um órgão, que pode variar. Um coração pode ficar parado por até 4 horas, já um fígado resiste até 12 horas fora de um corpo e um rim aguenta 36 horas sem circulação sanguínea”, contou o Dr. Klock.

Quero ser Doador de Órgãos. O que fazer?

Se você quer ser doador de órgãos, avise a sua família.

Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.

No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.

Dois tipos de doador:

1 – O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concordo com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.

2 – O segundo tipo é o doador falecido. São paciente com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

 

A campanha ‘Setembro Verde’ é uma das iniciativas que incentiva a doação de órgãos. Créditos da imagem: Espaço Rafah

Faculdade Araguaia discute as relações entre a Ditadura Militar e a mídia

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinícius Martins

 

Foi realizada na última quarta-feira (29), a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia 2018/2, como parte da programação da Semana de Integração Acadêmica. Na ocasião foi exibido o filme O Dia que Durou 21 Dias, para relembrar a ditadura militar no Brasil e os 50 anos do Ato Institucional nº 5.

A Semana de Integração da Faculdade Araguaia reuniu calouros e veteranos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, além de grandes nomes da comunicação, como o Professor Renato Dias, a jornalista Glória Drummond e o coordenador do curso de Jornalismo da PUC-Goiás, Antônio Carlos.

O evento apresentou o documentário AI-5 – O Dia Que Não Existiu, dirigido pelo jornalista Paulo Markun, que mostra a crise política que motivou a decretação do Ato Institucional nº 5, levando ao extremo o autoritarismo do regime militar, em 1968. Por fim, a mesa redonda composta pelos convidados discutiu suas experiências com a ditadura militar, além dos efeitos que a mesma causou na imprensa brasileira.

Para entendermos o contexto

Quando falamos em ditadura, nos referimos a qualquer regime de governo autoritário em que todos os poderes estão sob autoridade de um indivíduo ou de um grupo. No caso de uma ditadura, ou regime militar, que é aquele composto por militares, o grupo que detém o poder quase sempre chega a ele por meio de um golpe de Estado.

As ditaduras militares que não contam com o apoio popular são marcadas pela crueldade, por perseguições e torturas aos defensores da oposição, e pelo desrespeito aos Direitos Humanos. Um golpe de Estado consiste no derrubar de um governo legítimo, podendo apresentar características pacíficas ou violentas. Portanto, o controle do Estado passa subitamente das mãos de um governo constitucionalmente eleito para outro grupo de governantes. No caso de uma ditadura militar, esse controle é exercido por uma equipe de militares.

Uma das características destes regimes, é que eles geralmente se apresentam como apartidários, ou como um partido “neutro” que pode trazer a liderança necessária para a sociedade em tempos de crise. Eles também tendem a retratar civis como políticos corruptos e ineficazes.

Em casos extremos, e como demonstração desta liderança, o militar, ou conjunto de militares no comando, implantam um sistema de leis denominado lei marcial. Este sistema consiste na suspensão de todas as (ou parte das) liberdades fundamentais do cidadão, como o ato de se deslocar, se reunir e principalmente manifestar sua opinião.

Ditadura militar no Brasil

No Brasil, o regime militar ocorreu entre 1964 e 1985. Também conhecido como Quinta República Brasileira, o país permaneceu sob a influência de sucessivos governos militares durante mais de 20 anos. As tensões políticas se destacaram no Brasil na década de 1950 quando importantes círculos militares, os quais adquiriram grande poder político após a vitória na Guerra do Paraguai, se aliaram a ativistas de direita na tentativa de impossibilitar que presidentes como Juscelino Kubistchek e João Goulart tomassem posse, devido à sua concordância com ideologias comunistas.

Em 1961, Goulart foi autorizado a assumir o cargo, sob um acordo que diminuiu seus poderes como presidente com a instauração do parlamentarismo. No entanto, este sistema durou somente um ano dando lugar ao presidencialismo, o que fez com que os poderes de Goulart crescessem e o fizessem propor a implementação de políticas de esquerda, como a reforma agrária e a nacionalização de empresas em vários setores econômicos.

Com o receio de que o Brasil se unisse a Cuba como parte do bloco comunista da América Latina, políticos influentes, setores conservadores da Igreja Católica, os latifundiários, a burguesia industrial e uma parcela da classe média solicitaram uma “contra-revolução” por parte das Forças Armadas para afastar João Goulart do governo. O golpe se consolidou na madrugada de 31 de março de 1964, quando tropas militares, sob o comando do general Olympio Mourão Filho, se mobilizaram para o Rio de Janeiro, onde Goulart se encontrava, o que o fez partir para o exílio no Uruguai.

O primeiro Presidente da República no regime militar foi o marechal Castelo Branco, o qual afirmava que a intervenção era apenas temporária e tinha caráter corretivo. No entanto, as Forças Armadas, lideradas pelo general Artur da Costa e Silva, não tinham como prioridade o caráter moderador, mas sim estipular a linha dura de reprovação às atividades políticas esquerdistas, consideradas pelos militares golpistas como “terroristas”.

Imediatamente após a tomada de poder pelos militares, foram estabelecidos dezessete Atos Institucionais, que eram conjuntos de normas e decretos utilizados como mecanismos de legitimação e legalização das ações políticas dos militares, designando para eles próprios vários poderes extraconstitucionais. Por meio das normas estabelecidas por estes atos, o governo militar tinha o poder de alterar a constituição, cassar leis legislativas, instituir eleições indiretas para presidentes da República, dissolver todos os partidos políticos existentes no país, estabelecer regras para a reforma agrária, banir do território brasileiro as pessoas consideradas “perigosas para a segurança nacional”, entre outros.

Um dos Atos Institucionais que mais merece destaque é o AI-10, que atingiu direta ou indiretamente os cargos administrativos, as instituições de ensino e as organizações consideradas de interesse nacional, por meio de cassações e suspensões de direitos políticos. Por este motivo, mais de 500 pessoas foram atingidas com punições, entre elas membros do Congresso Nacional e das assembleias estaduais e municipais, jornalistas, militares, diplomatas, médicos, advogados e professores.

Em 13 de dezembro de 1968, entrou em vigor o mais duro golpe na democracia que deu poderes quase absolutos aos militares, o Ato Institucional número 5. Este se tornou o maior marco da repressão durante o regime militar. Chamado de “golpe dentro do golpe” pelo jornal Correio da Manhã, esse decreto marca o período denominado “anos de chumbo”, que vai do governo de Costa e Silva até o fim do Governo Médici.

O estopim para a implantação do AI-5 ocorreu no contexto das manifestações estudantis, com a morte do estudante Édson Luís Souto durante um protesto contra o atraso das obras no restaurante estudantil Calabouço, no estado do Rio de Janeiro.Em resposta, o deputado Márcio Moreira Alves, do Movimento Democrático Brasileiro, discursou no Congresso sugerindo que a população sabotasse o desfile de 7 de Setembro e que as mulheres não se relacionassem com oficiais que fossem coniventes com a violência operada pelos militares. Por isto, o AI-5 passou por cima da Constituição elaborada pelos próprios militares e deu amplos poderes ao Executivo para perseguir e punir seus opositores retirando-lhes qualquer garantia constitucional.

Dentre as medidas decretadas pelo AI-5, estava o fechamento do Congresso Nacional e das Assembléias Legislativas, a permissão para o governo federal, sob pretexto de “segurança nacional”, para intervir em estados e municípios, a ilegalidade das reuniões políticas não autorizadas pela polícia causando diversos toques de recolher em todo o país, o cancelamento do habeas corpus por crimes de motivação política, a suspensão dos direitos políticos dos cidadãos considerados subversivos, privados por até dez anos da capacidade de votação ou de eleição, e a censura da imprensa e de todo tipo de arte, como teatro, música, cinema e televisão, mesmo por motivos vagos como a subversão da moral ou dos bons costumes.

Manchete do Diário de São Paulo sobre a interrupção do Congresso após a implantação do AI-5.

 

O AI-5 se instaurou no país por 11 anos, e durante os seus primeiros meses, a população vivia um terror. Vários servidores foram aposentados ou cassados, intervenções foram realizadas na diretoria de sindicatos a fim de excluir lideranças de oposição, estudantes, professores e demais funcionários das universidades também foram alvo dos militares que, a partir do Decreto nº 477, passaram a suspendê-los por considerarem que praticavam “atividades subversivas”. Além disso, militares perseguiram, prenderam e torturaram milhares de pessoas, levando centenas a óbito, algumas cujos corpos até hoje não foram encontrados.

Em um contexto de euforia nacionalista e milagre econômico, o AI-5 teve espaço amplo de atuação, gerando reação contrária de resistência que fortaleceu os movimentos de oposição e a luta armada.

Ditadura militar e a imprensa

O regime militar atingiu direta e violentamente a imprensa brasileira. Os jornais O Estado de São Paulo e Correio da Manhã foram invadidos pela polícia e suas edições impedidas de circular. Antes mesmo que o AI-5 fosse divulgado através da Hora do Brasil, a polícia já havia prendido milhares de pessoas consideradas um perigo para a segurança nacional. Com a implantação deste ato, o país viveu uma censura aos meios de comunicação jamais vista no país. Novelas, peças de teatro, livros e até mesmo o Balé Bolshoi foi proibido de se apresentar no Brasil, por ser russo.

Diversas personalidades públicas foram forçadas ao exílio após a edição do AI-5, dentre elas os músicos Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque de Holanda. Durante o regime militar, alguns periódicos, como O Estado de S. Paulo, ainda tentaram preservar sua autonomia, no entanto o governo passou a utilizar a figura do censor para supervisionar a redação desses jornais, tentando manter o máximo controle possível sobre as informações veiculadas.

A censura aos meios de comunicação impressos tradicionais levou um grupo de profissionais a investir numa outra vertente, que foi chamado de imprensa alternativa, ou nanica, e se tomou o principal meio de denúncia das barbaridades cometidas pelos militares. O idealizador e criador da imprensa alternativa foi o humorista Millôr Fernandes, que produziu a revista Pif-Paf, em maio de 1964. A revista reuniu um grande número de artistas, cujo objetivo era criticar os valores da sociedade burguesa e as excessivas perseguições políticas, desaparecimentos e torturas do recém-instalado regime militar.

A bipolaridade invadiu os meios de comunicação no Brasil, deixando de um lado as mídias que apoiavam o Golpe, as quais tinham guarida legal e muitas vezes apoio econômico para operar, e de outro as mídias que eram opostas à ditadura. Neste período os estudantes, os intelectuais, os engajados políticos e os comunicadores foram as principais vítimas do sistema que contestavam.

Em 1970 foram criados os DOI (Departamento de Operações e Informações) e os CODI (Centro de Operação e Defesa Interna). O DOI-CODI na prática era uma máquina de repressão e tortura, utilizando seus porões para violentar os prisioneiros com choques elétricos, afogamentos, palmatórias, e em alguns casos, até mesmo a morte. Um dos casos mais enfáticos de tortura e morte no DOI-CODI foi do jornalista Vladmir Herzog, o qual foi encontrado com um cinto amarrado ao pescoço, e dado como suicida pela imprensa que apoiava a ditadura.

Mestres e historiadores falam sobre a Ditadura

Em entrevista ao Araguaia Online, o historiador Renato Dias destaca as conseqüências políticas, sociais e econômicas do regime para o Brasil, e dá a sua opinião sobre a maior ameaça à democracia do país.

Confira a entrevista:

ARAGUAIA ONLINE: Qual a sua visão sobre a Ditadura Militar no Brasil?

RENATO DIAS: Um golpe de Estado civil e militar depôs, em 1 e 2 de abril de 1964, o presidente da República, João Belchior Marques Goulart. Um nacional-estatista. Em sua versão trabalhista, Jango queria executar as Reformas de Base para construir um país menos desigual e mais democrático. Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica-, com o aval do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, além da cobertura negativa intensiva dos grandes conglomerados de comunicação e financiamento dos Estados Unidos, sob Lyndon Johnson, instalaram uma ditadura que durou 20 anos. Com milhares de presos, torturados, exilados, mortos, desaparecidos e demitidos. A economia produziu elevado endividamento externo, inflação, fome e desemprego. Com censura.

AO: O que significa para o país o marco de 50 anos da época mais violenta de sua história?

RD: 50 anos depois. O Brasil sofre, em 2016, um golpe pós-moderno. Líquido. Frio. Sem tanques e com togas. Com o aval de um Congresso Nacional financiado por recursos ilegais. Com o suporte dos EUA e dos monopólios de mídia. Controlados por apenas sete famílias. Um impeachment sem crime de responsabilidade. O resultado? 27,7 milhões de desempregados e desalentados; 36 milhões no mercado de trabalho informal ou invisível, sem renda fixa, direitos trabalhistas ou previdenciários; 19,5 milhões de pessoas na pobreza extrema, com consumo de menos de um dólar por dia. Com 63 mil homicídios em 2017. Maior do que a Guerra na Síria. Retrocessos políticos e sociais. Triste. Trágico.

AO: O Brasil ainda tem características deixadas pela Ditadura?

RD: O Brasil não puniu os responsáveis por prisões ilegais, torturas e desaparecimentos. O racismo, a homofobia, o sexismo, a misoginia, a xenofobia e a violência nas ruas, delegacias e no sistema prisional, constituem heranças das ditaduras do Estado Novo – 1937 à 1945 – e civil e militar – 1964 à 1985.

AO: No atual cenário político e econômico em que o país se encontra, qual seria a maior ameaça para um possível retorno do regime militar?

RD: O capitão do Exército na reserva Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas para a Presidência da República é, hoje, a maior ameaça para a frágil democracia do Brasil.

O professor, historiador e jornalista Renato Dias.

A professora Viviane Maia, jornalista e coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia, reitera a importância da discussão sobre a ditadura militar, não só nos cursos de comunicação social, mas em todas as outras graduações. Ela afirma que existe a necessidade do conhecimento deste capítulo negro e recente da nossa história, por parte dos alunos.

“O que a gente propõe aqui na faculdade com esta discussão, é resgatar o que foi este período no Brasil, o que ele representou para o país e de que forma ele impactou na vida das pessoas e no jornalismo.” Viviane ainda destaca a importância de todo brasileiro conhecer a sua história e este capítulo da ditadura, para que não hajam clamores por parte da população para que estes dias se repitam.

Cursos de comunicação discutem eleições e aniversário do AI-5

Texto: Samantha Henrique

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Com intuito de discutir temas atuais e relevantes para a formação de seus alunos, os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia definem a cada semestre um assunto norteador. Por isso, no segundo semestre de 2018, alunos e professores participarão de atividades que vão abordar o tema Eleições e Política na Rede, entre palestras, mesas redondas e sessões de cineclube.

O tema foi escolhido em decorrência de 2018 ser um ano eleitoral. Nas próximas eleições serão escolhidos o presidente e o vice-presidente do Brasil, além de governadores dos estados, senadores, deputados federais e estaduais. A professora Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Comunicação, destaca a importância de se discutir o tema.

“Estamos vivenciado momentos turbulentos e controversos com relação à política no Brasil. Além disso estamos em plena campanha eleitoral. Por isso, não há nada mais urgente e atual do que discutir a influência das mídias, em especial as mídias digitais, no quadro político e eleitoral brasileiro”.

O fato do Ato Instituicional nº 5 completar 50 anos no próximo dia 13 de dezembro também motivou a escolha pela pauta. A coordenadora de cursos alerta para a emergência de se relembrar a história recente do Brasil, desconhecida por muitos discentes.

“O AI-5 representou o golpe dentro do golpe. O Brasil já vivia um clima de repressão, desde 1964. É fundamental discutirmos, relembrarmos o que foi a ditadura militar. Lembrar para não esquecer. O mais preocupante é que existe um desconhecimento por parte dos nossos alunos sobre a história do Brasil. Temos de colaborar para formação crítico-reflexiva dos nossos alunos.”

Professora Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Comunicação da Faculdade Araguaia

Filme mostra como os EUA colaboraram para o golpe militar no Brasil

Para relembrar e discutir sobre a ditadura militar no Brasil, será realizada na próxima quarta-feira, 29 de agosto, a partir das 18h30, a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia 2018/2, no auditório da unidade Bueno. O filme escolhido é AI-5 – O Dia que Durou 21 Anos.

Após a exibição do filme, será realizada uma mesa redonda que contará com a presença do jornalista, sociólogo e escritor Renato Dias; jornalista Glória Drummond; e o professor e coordenador do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Antônio Carlos Cunha.

Renato Dias atualmente é repórter especial do Diário da Manhã, pesquisador da ditadura militar brasileira e outros regimes autoritários. Recebeu no ano de 2017 o Prêmio Nacional de Jornalismo e Direitos Humanos. Tem um irmão desaparecido político desde 1972.

Glória Drummond é jornalista da velha guarda. Iniciou a carreira em Goiás como apresentadora de telejornalismo da TV Anhanguera, no final dos anos 1960; atuou como editora de cultura no jornal O Popular, na década de 1980; e foi vítima da ditadura militar logo após o golpe militar, em 1964.

Pesquisador, jornalista e professor universitário, Antônio Carlos Cunha também tem sua história marcada pela ditadura militar brasileira. Nasceu no Chile, em 1973, porque seus pais fugiram para o país vizinho perseguidos pelo regime de exceção.

Ditadura militar no Brasil será tema de discussão do Cineclube Araguaia 2018/2, no dia 29 de agosto

AI-5 – 50 ANOS: Política, processo eleitoral e ditadura militar pautam discussões na Faculdade Araguaia

Os cursos de Jornalismo e Publicidade realizam eventos para relembrar os anos de chumbo e discutir eleições em tempos de mídias digitais

Texto e edição: Profa. Viviane Maia

 

Este ano promete ser bem movimentado no que diz respeito à política. No dia 7 outubro, os brasileiros vão às urnas para escolher seus representantes em níveis nacional e estadual. Foi dada a largada à corrida pela preferência e, consequentemente, voto dos eleitores. Já em 13 de dezembro o Ato Institucional nº 5 – que foi chamado de golpe dentro do golpe – completa 50 anos. Um fato tão relevante não poderia passar em branco.

Diante deste cenário, professores, alunos e convidados dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Faculdade Araguaia (FARA) discutirão ao longo do semestre o tema política e seus desdobramentos tomando como gancho as eleições e a importância das mídias, especialmente as digitais, neste processo; e a ditadura militar no Brasil e suas consequências.

Para iniciar os debates, na próxima segunda-feira, 27, será realizada a aula magna do semestre 2018/2. Com o tema Eleições e Política na Rede, será proferida pelo pesquisador Marcos Marinho. Publicitário formado pela FARA, é especialista em Marketing Político e Eleitoral, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás e atualmente doutorando em Comunicação pelo Instituto Universitário de Lisboa.

Pesquisador Marcos Marinho.

Na quarta-feira 29, será realizada a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia, com a exibição do documentário O dia que que durou 21 anos. Após o filme, ocorrerá uma mesa-redonda com a participação do sociólogo, escritor e jornalista Renato Dias; coordenador do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Antônio Carlos Cunha; e a jornalista Glória Drummond. A mediação ficará a cargo da professora Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Comunicação da FARA.

O sociólogo, escritor e jornalista Renato Dias

Coordenador do curso de Jornalismo da PUC-GO), Antônio Carlos Cunha

A jornalista Glória Drummond

Os dois eventos serão realizados no auditório da unidade Bueno da FARA, das 19h às 22h, abertos à comunidade em geral e entrada franca. Na segunda-feira, antes da aula magna, às 18h30, será realizado o lançamento da revista #Comunica!, produzida pelo alunos de Jornalismo sob a batuta professores Eduardo Ávila, Patrícia Drummond e Viviane Maia. Na quarta 29, será a vez do lançamento do livro Gestão da Comunicação Hospitalar, do José Antônio Cirino, pesquisador e professor da FARA.

 

Obra revela bastidores do AI-5

O documentário O dia que durou 21 anos (Brasil, 2011) foi o escolhido para a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia. A obra é uma produção da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares, filho de uma das vítimas da ditadura. O material apresenta os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964.

Documentos inéditos e oficiais, amparados em depoimentos de acadêmicos norte-americanos e brasileiros, revelam como, sob o pretexto do avanço comunista em Cuba, os Estados Unidos vieram ao Brasil e compraram, literalmente, políticos, governos estaduais e, acima de tudo, meios de comunicação, que enriqueceram graças à intervenção americana. O filme é dividido em três partes e tem duração de 57 minutos.

 

Promovido pela coordenação dos cursos de Comunicação da FARA, o Cineclube Araguaia é uma atividade de extensão que busca levantar discussões acerca de temas atuais, por meio da exibição de obras audiovisuais. Abertas à comunidade em geral, as sessões contam sempre com a participação de convidados, que participam de um bate-papo com a plateia. Criada em 2014, a iniciativa chega a sua nona edição neste semestre.

 

Revista #Comunica apresenta formato inédito

Henry Jenkins lembra que vivemos um momento de transição midiática. Na atualidade as mídias estão se reinventando para ocuparem as plataformas digitais. Dentro deste contexto, o jornalismo impresso também vem se adequando para ser consumido em novos dispositivos midiáticos, como smartphones, tablets e afins. Por isso, é imprescindível compreender que o impresso é uma forma de se fazer jornalismo. Não se resume ao texto publicado em folhas, mas sim a uma discussão mais aprofundada e interpretativa sobre os fatos. Não importa se vai ser lido no papel ou no celular.

É com este pensamento que foi criada a revista #Comunica!, fruto da parceria entre disciplinas dos cursos de Jornalismo e Publicidade da FARA, que cuidaram respectivamente das partes editorial e comercial da publicação. O objetivo é ofertar um produto diferente do formato das revistas tradicionais e com uma proposta de leitura que vai ao encontro da contemporaneidade e da cultura digital: a não linearidade. Por isso, as páginas são soltas e o leitor não precisa seguir uma única ordem de leitura.

Segundo os idealizadores do projeto – professores Eduardo Ávila (editor de Arte), Patrícia Drummond (editora de Executiva) e Viviane Maia (editora Geral), este novo arranjo serve também para demonstrar que não existe uma hierarquização editorial, destacando o que vem no início, meio ou fim da publicação. Ou seja, todos os conteúdos têm o mesmo grau de importância.

Esta primeira edição contou ainda com a participação da professora Márcia Pimenta, que coordenou a produção do conteúdo comercial da publicação – anúncios produzidos pelos alunos que compõem a Settma – Agência Experimental da FARA; e do diagramador Fábio Salazar. Os textos são assinados por alunos de Jornalismo. Além da versão impressão, a publicação conta também com versão digital.

 

Livro discute gestão da comunicação hospitalar

Assinado por José Antônio Cirino e lançado no mês passado, durante a 12ª Convenção Brasileira de Hospitais, em Goiânia, o livro Gestão da Comunicação Hospitalar tem cunho didático e reflexivo e apresenta orientações específicas para o desenvolvimento de ferramentas internas e externas de relacionamento com os públicos da unidade de saúde, elucidando as principais diferenças e desafios dessa estruturação.

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Bezerra Pinto, a publicação veio preencher a lacuna existente na aplicação prática das ações de comunicação com um enfoque de gestão estratégica no âmbito hospitalar. O autor destaca que “nos processos assistenciais, ao interagir com os pacientes e familiares, nas ações de transparência, com os investidores, ou mesmo na relação com a sociedade, as unidades de saúde lançam mão da comunicação, por isso é fundamental abordar suas especificidades e desafios na área hospitalar”.

José Antônio Cirino é comunicólogo, professor da FARA, consultor e pesquisador que atua desde 2009 na área hospitalar. Organizador dos livros Mídias e Desigualdade e Comunicação e Mídia: interfaces com a cidadania e com a cultura, é também doutorando em Comunicação e Sociabilidade pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás e especialista em Gestão de Projetos e em Gestão de Marketing.

O comunicólogo e professor da FARA, José Antônio Cirino

 

SERVIÇO

27/8 (segunda)

18h30 – Lançamento da Revista #Comunica

Participação: editores da revista (professores Eduardo Ávila, Patrícia Drummond e Viviane Maia), diagramador Fábio Salazar

19h – Aula Magna

Tema: Eleições e Política na Rede

Com: Professor, pesquisador e consultor Marcos Marinho

Mediação: Profa. Juliana Junqueira

Local: Auditório da unidade Bueno da FARA (Av. T-10 nº 1.047)

Entrada franca

 

29/8 (quarta)

18h30 – Lançamento do livro Gestão da Comunicação Hospitalar

Com: José Antônio Cirino, autor da obra

19h – Projeto de Extensão Cineclube Araguaia

Filme:  O dia que que durou 21 anos

Debatedores: Antônio Carlos Cunha, Glória Drummond e Renato Dias

Mediação: Profa. Viviane Maia

Local: Auditório da unidade Bueno da FARA (Av. T-10 nº 1.047)

Entrada franca

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