Faculdade Araguaia discute o tema inclusão na educação

II Seminário Estadual de Educação Inclusiva será realizado 20 a 22 de setembro e é aberto à comunidade em geral

Texto: Allyne Mendes

Edição: Profa. Viviane Maia

A Faculdade Araguaia, por meio do Núcleo de Estudos sobre o Ensino para Pessoa com Deficiência – Inclui, realiza o II Seminário Estadual de Educação Inclusiva, no período de 20 a 22 de setembro, na unidade Bueno e no auditório do Colégio Téo. Nesta segunda edição, o evento vai tratar do tema Inclusão, Educação e Sociedade. O evento é destinado a profissionais e professores da área da educação, além de familiares de pessoas com deficiência e à comunidade em geral. As inscrições podem ser feitas até no dia da abertura do Seminário.

De acordo com os organizadores, a iniciativa surgiu por conta da necessidade de compreender e debater os processos de inclusão na educação, pela relevância do tema e pelo grande interesse da comunidade. “Estudar Educação Inclusiva é um assunto que se faz urgente em nossa sociedade, dada a importância do tema para a construção da cidadania plena e o respeito à diversidade e ainda à necessidade que os diversos profissionais da área sentem de aprofundar no conhecimento sobre o tema”, explica a professora Paola Carloni, coordenadora do Inclui e também do evento.

Histórico

Em maio de 2017, a Faculdade Araguaia realizou o que seria a primeira edição do Seminário Estadual de Educação Inclusiva. A procura pelo evento foi muito intensa, tendo mais de 500 inscrições nos primeiros dez dias. Na ocasião, as inscrições foram encerradas por falta de vagas para comportar todos os interessados. Então, percebeu-se a necessidade de realizar mais eventos sobre inclusão ainda em 2017. Desta forma, optou-se pela realização do II Seminário Estadual de Educação Inclusiva para o segundo semestre de 2017.

Programação

20 de setembro

Local: Colégio Teo

18h – 18h45: Credenciamento

18h45 – 19h15: Abertura

19h15 – 22h: Conferência de abertura Inclusão, Educação e Sociedade, com Dr. José Leon Crochik (professor da USP)

 

21 de setembro

Local: Unidade Bueno da Faculdade Araguaia

18h – 19h: Apresentação de pôsteres

19h – 22h: Minicursos e oficinas

 

22 de setembro

Local: Colégio Teo

18h – 19h: Apresentação de pôsteres

19h – 22h: Mesa-redonda Inclusão e Processos de Ensino, com as professoras Dra. Luciene Dias, Ma. Tainá Dal Bosco e Ma. Geane Santos.

 

Serviço

II Seminário Estadual de Educação Inclusiva
Data: 20, 21 e 22 de setembro de 2017
Horário: 18h às 22h
Local: Auditório da Faculdade Araguaia (Av. T-10 nº 1.047, Setor Bueno) e auditório do Colégio Téo (Av. T-3 nº 2316, Setor Bueno, Goiânia).
Informações:  inclui@faculdadearaguaia.edu.br ou Faculdade Araguaia (3274 3161)

Criatividade e inclusão são temas de palestra para alunos de Jornalismo e Publicidade

Redator criativo responsável pelas campanhas da Skol – que vem chamando atenção por tratar de
inclusão e diversidade – falará sobre redação, criatividade e inclusão na comunicação

Texto: Ana Paula Bispo
Edição: Viviane Maia

     Como ser criativo na comunicação? Esta resposta e outras dicas serão dadas pelo publicitário
João Vicente Freire durante a palestra Como ser criativo na comunicação: textos, temas e otras cositas
más, que será ministrada nesta sexta-feira, 15 de setembro, das 19h às 22h, no auditório da unidade
Bueno da Faculdade Araguaia. O evento é realizado pela coordenação dos cursos de Jornalismo e
Publicidade e Propaganda e destinado a alunos, professores, pesquisadores e demais interessados da
comunidade em geral. A entrada é franca e as vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas no
endereço https://www.sympla.com.br/como-ser- criativo-na- comunicacao-textos- temas-e- otras-cositas- mas__188231

     Formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás, o publicitário  vive em São Paulo há alguns anos, trabalha na renomada agência F/Nazca
Saatchi&Saatchi e traz no currículo passagens por grandes agências nacionais e internacionais. Vale
destacar que JV Freire, como o profissional é conhecido no mercado, contribuiu para o
reposicionamento de uma marca da magnitude da Skol (confiram algumas propagandas logo abaixo).
Inquieto e criativo, o publicitário também atua como diretor da Escola Cuca e também é responsável
pelo blog Metido a Cronista.

João
Vicente Freire

Após a palestra, JV Freire participará de um bate-papo com a plateia, que será mediada pelo
professor Rafael Lisita. Também participam da mesa de discussão como debatedores os alunos
formandos Mara Viana (Jornalismo) e Victor Santiago (Publicidade e Propaganda). “Os alunos sempre
pedem por oportunidades de ouvir profissionais do mercado. Então acredito que esta será uma
excelente oportunidade. Espero que todos os alunos e colegas professores possam aprender e
contribuir comparecendo e prestigiando o evento que será um sucesso”, destaca o mediador.

O professor Rafael Lisita ainda acrescenta que “para ser criativo é preciso ser livre e verdadeiro,
teremos muita criatividade e uma história que servirá de exemplo aos nossos alunos que,
independentemente de quais cargos que desejam pleitear em futuros empregos, querem brilhar como
profissionais da área. O João trará insights criativos e compartilhará com o público aquilo que ele
conseguiu construir como redator”.

Serviço

Palestra: Como ser criativo na comunicação: textos, temas e otras cositas más
Data / horário: 15.09 (sexta), das 19h às 22h
Local: Auditório da unidade Bueno da Faculdade Araguaia (Av. T-10 nº 1.047, Bueno)

Inscrições: https://www.sympla.com.br/como-ser- criativo-na- comunicacao-textos- temas-e- otras- cositas-mas__188231

Entrada franca
Vagas limitadas

Another brick in the wall

Uma sala de aula, uma professora, vários alunos, várias visões. Nesse curta, as alunas Caroline e Helena, do 6º período de jornalismo, utilizaram uma linguagem própria do cinema experimental para mostrar alguns elementos que compõem o processo de aprendizagem, sendo que a tecnologia é o que mais se destaca. O objetivo é mostrar que atualmente somos completamente dependentes da tecnologia e se os esses aparelhos eletrônicos deixam de funcionar, nós não sabemos como seguir adiante. Viramos escravos da tecnologia?

Roteiro de um roteiro

O conhecimento pode nos enlouquecer? Assista e descubra. De maneira bem humorada, os alunos de jornalismo do 6º período, sob a orientação da professora Juliana Junqueira, aplicaram os conhecimentos sobre audiovisual e roteiro cinematográfico adquiridos em sala de aula e abusaram da metalinguagem. Eles criaram um roteiro sobre a aula de roteiro. O curta mostra que o conhecimento, em vários momentos, pode nos deixar à beira da loucura, mas depois que refletimos sobre ele, vem a sensação de liberdade e a necessidade de transformar esse conhecimento em algo concreto. Foi o que eles fizeram.

O crime compensa?

 

Curta-metragem criado na disciplina de Audiovisual ministrada pela professora Mestra Juliana Junqueira. O grupo foi composto pelos alunos: Carlos Vince; José Antonio; Nayra Cristina e Watter Lorran. O objetivo é reproduzir uma cena sobre um roubo de celular em sala de aula utilizando os conceitos e técnicas aprendidos em aula como: roteiro; planos; cenas e edição. Contrapondo o roubo de um celular com ideias do cinema mudo.

 

Preservação Ambiental

O vídeo abaixo foi produzido pela Delegacia Estadual de Meio Ambiente com o objetivo de provocar a reflexão de todos os goianos e destacar a importância da preservação de nascentes do Rio Araguaia.

“A preservação das nascentes fará com que o rio continue sendo alimentado por outros cursos d’água. Por isso que a Polícia Civil tem buscado conversar com os produtores e com a comunidade em geral mostrando a necessidade do cercamento dessas áreas”, destaca Luziano de Carvalho, titular da DEMA.

A Faculdade Araguaia é entusiasta de todas as ações que visam contribuir com a preservação do ecossistema. Preservar o meio ambiente é preservar nossa própria existência. Que sejamos cada vez mais conscientes!

Rivalidade, disputa – a emoção do jogo num clássico de futebol.

A equipe do Programa Na Gaveta  – Um programa esportivo produzido por estudantes de Jornalismo da Faculdade Araguaia se infiltrou no meio da galera no Estádio Serra Dourada para verificar de perto as emoções de um clássico de futebol. A reportagem de Douglas Neres e João Messias é um mergulho nas experiências sonoras de uma partida de futebol. O jogo foi entre Goiás e Atlético Goianiense. Ouça no link abaixo:

https://soundcloud.com/radiojornalismo-919344972/classico-no-futebol

 

Cursos de Comunicação da Faculdade Araguaia alcançam nota 4 em avaliação do MEC

Os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda são os melhores entre as instituições privadas de Goiás

ANNE KAROLINE RIBEIRO, CAMILA PEDROSO E KAMILLA LEMES

Os cursos de Comunicação Social – Jornalismo e Publicidade e Propaganda – da Faculdade Araguaia (Fara) alcançaram nota 4 em avaliação do Ministério da Educação. As graduações ainda são destaques entre as instituições do Estado de Goiás, ficando nas primeiras posições na avaliação do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade).

O Ministério da Educação avalia anualmente os cursos superiores do Brasil, através do Enade. O exame é aplicado no início e no final de cada curso, e tem por objetivo analisar o aprendizado dos alunos quando entram e quando deixam a Instituição de Ensino. Além disso, a estrutura física das instituições, os recursos disponibilizados aos alunos e o número de professores mestres e doutores são quesitos avaliados pelo MEC. As notas variam de 1 a 5.

Para a diretora pedagógica da Fara, Rita de Cássia Del Bianco, a boa colocação no Enade exalta o trabalho feito pela direção, coordenação dos cursos, professores e alunos. “Assumimos aqui na faculdade a responsabilidade coletiva pelo desenvolvimento e desempenho positivo dos cursos. Não é um trabalho novo, pois ele vem sendo realizado desde 2004 com a implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior”, afirmou.

Rita Del Bianco destaca a importância da diretoria pedagógica para a instituição. (Foto: Anne Karoline Ribeiro).

O curso de Jornalismo está em segundo lugar no ranking que inclui as instituições privadas e públicas, atrás apenas da Universidade Federal de Goiás (UFG). Já a graduação de Publicidade e Propaganda está em primeiro lugar na classificação geral.

A professora de ambos os cursos da Fara, Joseane Ribeiro, destacou o desenvolvimento dos conteúdos extracurriculares. “Temos trabalhado intensivamente em questões que são exigências do MEC e, de certa maneira, são o diferencial da metodologia de ensino da Fara. Além disso, o preparo dos professores e suas qualificações são fatores que contribuem para as boas notas dos cursos, juntamente com o aprendizado dos alunos”, destacou.

Joseane Ribeiro exalta o trabalho desenvolvido pelos professores e alunos da Fara. (Foto: Anne Karoline Ribeiro).

Com a globalização e o maior nível de exigência do mercado de trabalho, as Instituições de Ensino Superior têm buscado melhorar a qualidade do ensino e, principalmente, se aproximar do aluno, com a finalidade de compreender quais são as suas expectativas a respeito dos cursos disponibilizados pela Faculdade.

Mesmo já atuando na área da Comunicação há 26 anos, o aluno Fred Silveira não dispensou cursar Jornalismo e acredita que estudar em uma faculdade que tenha uma boa colocação faz a diferença e é fundamental na busca de emprego. “Nós mesmos passamos a nos sentir mais seguros, engajados e disciplinados, com relação aos conteúdos que iremos adquirir. Ficamos mais respaldados também, quanto ao mercado de trabalho. Naturalmente, esses resultados pesam na categoria. Mas no modo geral é uma honra ser um pedacinho dessa conquista da Fara”, frisou.

Mesmo já atuando na área, o aluno Fred Silveira não abriu mão de conquistar o diploma em Jornalismo. (Foto: Anne Karoline Ribeiro).

Além de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, os cursos de Administração, Ciências Contábeis, Gestão Comercial e Pedagogia da Faculdade Araguaia também alcançaram nota 4 na avaliação do MEC.

Escolhas e desafios da profissão de jornalista

DOUGLACIEL DE JESUS

O último levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revela que o número de jornalistas com registro profissional no Brasil dobrou, em relação aos 20 anos anteriores, e alcançou cerca de 145 mil registros até o ano 2011.

Segundo Evandro Andrade Teixeira, estudante do 7º período do curso de jornalismo da Faculdade Araguaia, formado em Filosofia e com especialização em Narrativas Audiovisuais, a motivação na troca de curso foi a possibilidade que a profissão proporciona. “O jornalismo é um grande campo de trabalho, vi algo com possibilidades de carreira”, explica. Assim como Evandro, vários estudantes procuram no jornalismo um emprego para fazer o que ama, se expressar através das palavras e narrações.

Antônio Carlos Pedrosa, do 6º período de jornalismo na Faculdade Araguaia, informa que optou pelo curso por conta do sonho de ser radialista. “Tinha perspectiva sobre jornalismo, mas na minha cidade, no interior da Bahia, não tem o curso, ai vim parar em Goiânia. A profissão e seus desafios foram além do que eu imaginava. Jornalismo não é somente informação ou um veículo midiático. É cidadania, participação da comunidade”, diz.

Antônio Carlos Pedrosa, estudante de jornalismo. Foto: Douglaciel de Jesus.

Para o estudante, Marcos Antônio de Souza, aluno 1º período de jornalismo da Faculdade Araguaia, jornalismo é um sonho se realizando. “Vejo-me como repórter de TV, não sei a emissora ainda, mas vou estudar empenhado nesse objetivo”, relata.

O jornalismo mudou com o passar dos anos, hoje os novos e antigos profissionais precisam acompanhar essa realidade. Os meios tradicionais como impresso e TV ainda possuem seu espaço, mas a produção digital e as mídias sociais se consolidam como meio importante de comunicação. Daí o interesse de muitos jovens por essa área.

Ana Flavia Santos, 25 anos, se formou em 2014 e conta que sua paixão por redes sociais a motivou a escolher o jornalismo. “Sempre amei escrever nas redes sociais, e nunca pensei em ser advogada, arquiteta ou coisa do tipo, só gostava de escrever e me interagir, então escolhi o jornalismo como profissão. Hoje tenho um blog com mais de 5 mil seguidores e amo o que faço”, conclui.

Um campo aberto para várias áreas seja na TV, no rádio, impresso ou agora na área digital, o que percebemos que a pessoa que escolhe jornalismo como opção de futuro escolhe por que amam e buscam sua realização profissional.

Espetáculo na telinha

Conversamos com os apresentadores de alguns dos programas sensacionalistas mais badalados da televisão para descobrir o que eles acham do tipo de Jornalismo que fazem e levam para milhares de telespectadores, todos os dias … O resultado deste trabalho você confere a seguir, com exclusividade, como resultado de atividade proposta na disciplina Produção de Jornal Impresso II

Ana Flávia Magalhães

Ana Paula Barreira

Frede Marinho Silveira

(5o período de Jornalismo)

Maria de Fátima se viu impressionada com o que acompanhou na TV de casa durante uma entrevista em que o apresentador gritava com o entrevistado sobre assaltos no bairro que ela mora. Na entrevista, ao vivo, o apresentador parecia não permitir que o seu convidado falasse muito sobre o assunto: toda vez que ele era indagado sobre o tema segurança nos bairros, o âncora logo vinha com mais questionamentos e a entrevista parecia mais uma discussão que propriamente uma entrevista jornalística.

O que a dona de casa Maria de Fátima viu na TV nada mais é que uma realidade nos dias de hoje em quase todos os meios de comunicação do País: o chamado espetáculo midiático parece compor os atributos de um bom jornalista que queira ser ‘reconhecido’ ou ‘respeitado’ na profissão.

Diante desse modo de trabalho, ficam algumas perguntas sobre como conviver com esse jeito de fazer a notícia sem se transformar em um palhaço ou até mesmo em um louco da informação … E qual é a influência desse espetáculo da mídia na vida das pessoas?

 

Em Goiânia existem vários profissionais que têm como cartão de visita esse jeito de fazer jornalismo.

Na Record TV Goiás, por exemplo, o apresentador do Balanço Geral, Oloares Ferreira, é conhecido justamente por defender o sensacionalismo no seu jeito de apresentar. Com mais de 14 anos de casa, ele já criou o que chamamos de identidade de vídeo, que é quando um apresentador é conhecido exatamente pelo seu jeito de apresentar.

Linha dura e voz alterada no estúdio, Oloares sempre leva para outro lado seus questionamentos e sempre parece estar bravo com qualquer assunto. É apenas um dos muitos que, hoje, não somente ganham dinheiro, mas, também, fama e ‘respeito’ com essa maneira de apresentar.

Para o apresentador da Record, o sensacionalismo nada mais é que aquilo que causa sensação em alguém. Em entrevista à repórter Ana Flávia Magalhães, Oloares Ferreira disse não acreditar que esse ‘espetáculo midiático’, tão presente nos veículos de comunicação hoje em dia, seja algo ruim.

O que você acha desse jornalismo considerado sensacionalista?

Olores Ferreira: “Acho que causar sensação nas pessoas é algo natural e normal, por isso acho que não tem nada de ruim em fazer um estilo sensacionalista”.

Você acredita que esse tipo de jornalismo influencia a população de alguma forma?

Oloares Ferreira: “Acho que sim, mas esse é o nosso papel como jornalistas, criar uma discussão e levar isso para um espaço bem maior de discussão.

Você acha que o jornalista que segue essa linha sensacionalista se torna um personagem?

Oloares Ferreira: “Sim, todos nós somos e sempre seremos personagens, não somente na TV, mas na vida real”.

 

 

Outra ‘personagem’ que podemos citar também, aqui, como sendo sensacionalista – embora não assuma -, é Luciana Braz, do canal 11, do Programa Chumbo Grosso, veiculado pela TV Goiânia/Band. Conhecida como Pantera, Luciana apresenta um programa policial onde o espetáculo midiático está mais presente que em outros segmentos jornalísticos.

Em entrevista, Luciana “Pantera” disse ser contra o sensacionalismo na mídia. “Eu, na verdade, sou contra esse estilo de trabalho. Embora muitos acreditem que eu faça esse tipo de jornalismo, acho que não é por aí que se consegue respeito na profissão”, declara.

Você acredita que, hoje em dia, o jornalismo feito dessa forma que tanto vemos por aí, influencia o comportamento da população?

Luciana Braz: “Não. Acho que, na verdade, cada um escolhe o que quer consumir, e, por isso, essa influência depende de como e o que a pessoa vai receber desse conteúdo”.

A Luciana “Pantera” é uma personagem criada por você?

Luciana Braz: “Sim. O nome ‘Pantera’ me foi dado por causa da cor dos meus olhos e levo esse nome junto com o meu estilo de fazer jornalismo; adoro esse nome”.

 

 

Marcos Maracanã, apresentador do Programa Fala Goiás, também da TV Goiânia/Band, é mais um apresentador a adotar o jeito sensacionalista de fazer jornalismo …

Você acredita que esse sensacionalismo na mídia é algo novo?

Maracanã: “Na verdade, esse jornalismo sensacionalista não é de hoje. Há um processo meio que preconceituoso de alguns intelectuais de plantão de determinar que o jornalismo popular, que traduz verdadeiramente a realidade,  chame os mesmos de sensacionalista. Eu questiono: o que é sensacionalismo na cabeça dessas pessoas? É não mostrar verdadeiramente a realidade sobre tudo que estamos vivemos agora na política? Seria omissão por parte da mídia não escrachar verdadeiramente os fatos! Quando você escracha o fato e tem a oportunidade de fazer comentários a respeito desses fatos, alguns acham que isso é sensacionalismo. O povo brasileiro, assim como o ser humano de um modo geral, ele tem o hábito e gosta de ver coisas impactantes.

 

Estudo aponta mudanças no comportamento de jovens na internet

ANA PAULA BARREIRA, ANNE KAROLINE BORGES, BRUNA DE CASTRO, CAMILA PEDROSO, DOUGLACIEL DE JESUS E KAMILLA LEMES

Sociólogo Guilherme Borges analisa formas de comportamento de jovens.

O comportamento de jovens brasileiros na Internet mudou. Isso é o que aponta pesquisa realizada com 3.665 pessoas em todo País, pelo Instituto Qualibest. Segundo resultados do estudo, cerca de 76% dos internautas brasileiros acessam as redes sociais pelo smartphone; 62% por computador ou notebook e 14% pelo tablet, resultado da evolução dos equipamentos eletrônicos. O infográfico feito por Fernanda Pelinzon para a cartilha Consumidor Moderno, aponta os resultados da pesquisa. Confira:

Pesquisa revela os assuntos mais compartilhados pelos usuários da internet. Fonte: Fernanda Pelinzon, cartilha Consumidor Moderno.

Atualmente, as redes sociais exercem um grande poder na vida dos usuários, principalmente porque a internet possibilita que cada um publique ou compartilhe aquilo que deseja. O sociólogo Guilherme Borges explica que muitas pessoas passam por uma sociedade onde há novas formas de relações sociais que irão construir outros elementos e modificar este indivíduo. “Antes ele estava enraizado por conteúdos locais, e a partir do processo de globalização, o sujeito se relaciona com outras formas de interações e elementos culturais”, destacou.

Segundo a abordagem do teórico e especialista em geopolítica José William Vesentini em seu livro “Geografia: Geografia Geral e do Brasil”, as identidades do indivíduo pós-moderno não são naturais e eternas, mas sempre mudam com o tempo e de acordo com as circunstâncias. De acordo com o sociólogo Guilherme Borges, a globalização é um dos fatores responsáveis pelo processo de deslocamento do conceito de identidade. “A desaprovação do outro internauta pode gerar em alguns usuários uma crise identitária, fazendo com que ele não se sinta pertencente ao meio social e ao mundo globalizado” detalhou.

As redes sociais são ferramentas que possibilitam o contato social e favorecem a comunicação. Entretanto, a psicóloga comportamentalista, Cléia Queiroz, frisa que o uso excessivo das redes sociais pode causar transtornos psicológicos e afetar as relações face a face com familiares e amigos. “Na maioria das vezes, os internautas mais dependentes perdem a noção de convívio social e passam a se relacionar apenas no meio virtual”, alertou.

Nesta linha, Cléia Queiroz destacou que a dependência pela internet e redes sociais é ocasionada devido à falta de comunicação e acompanhamento dos pais em relação ao que os filhos fazem em suas vidas virtuais. “A internet é um meio em que o indivíduo e, principalmente o adolescente, encontra para se refugiar da realidade. Porém, isso passa a ser um problema quando a pessoa troca a vida real pela vida virtual”, avaliou.

A psicóloga Cléia Queiroz alerta os riscos do uso excessivo da Internet. Foto: Anne Karoline Borges.

Para o sociólogo Guilherme Borges, para haver um equilíbrio entre as relações interpessoal e virtual, é necessário que o adolescente tenha o apoio e a educação familiar, que funciona como um método preventivo. “As pessoas criam um mundo ideal na internet e quando não alcançam seus objetivos elas se frustram. Muitas vezes não percebem que estão com problemas e, quando percebem, o usuário ou a família dele busca terapias e análises psicológicas”, refletiu.

Centro de Recuperação de Alcoólatras promove inclusão social

Entidade realiza palestras para a comunidade em geral, a fim de orientar. Quantos aos malefícios do álcool.

ANTÔNIO CARLOS E DOUGLACIEL DE JESUS

Reunião de Cerea. Foto: Douglaciel De Jesus.

Homens e mulheres de todas as classes e idade, que compartilham experiências, forças e esperanças a fim de resolver seu problema em comum, o alcoolismo, e estimular a cidadania uns com os outros a se recuperar. O trabalho é feito através de reuniões com palestras, não tem nenhuma mensalidade para permanecer no projeto, basta ir às reuniões.

O Centro de Recuperação de Alcoólatras realiza um trabalho de reabilitação de  dependentes do vicio do álcool, isto ocorre graças ao esforço voluntário tanto das pessoas que aderiram a esse movimento quantas aquelas que sofreram com vício. O centro é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, e conta apenas com ajuda dos próprios membros e também do público em geral que conhecem o movimento. Todavia eles almejam um alcance melhor desse trabalho na sociedade.

Para o jovem Adiel júnior Conceição da Silva, 28, Estudante, seria fundamental importância tanto um apoio Governamental com também midiático. “Falta um apoio maior do governo, falta incentivo, por parte deles, eles só estão preocupados com o consumo venda de bebida alcoólica. E com certeza a mídia, ela ajudaria e muito se começasse a divulgar mais o trabalho, que a meu ver não faz mal a ninguém, pelo contrário é uma ação muito benéfica”.

As Palestras

As reuniões ocorrem em grupos espalhados por vários bairros da Grande Goiânia e no interior de Goiás, os membros do Cerea,  desde 1988, começaram a atuar dando palestras. Coordenador do Cerea unidade Trindade-Go, Sebastião Rubens revela que viveu cerca de 40 anos no alcoolismo e depois que conheceu o trabalho da entidade a 15 anos pode sentir parte da sociedade novamente.“Fui consumido pelabebida alcoólica por 40 anos, graças ao Cerea hoje faço parte novamente da sociedade livre da discriminação, sou “Cereano” com orgulho afirma

Coordenador do Cerea de Trindade, Sebastião Rubens. Foto: Douglaciel de Jesus.

Á  ação social, que é   executada pelo Cerea, Com base no que afirmam os entrevistados, há uma necessidade de apoio significativo, que contribua para divulgação dessa instituição que ajuda pessoas a mais de 40 anos, mas que precisa alcançar uma visibilidade maior, visto que a entidade. é para todo tipo público, que trabalha em prol dessa ajuda mútua.

Objetivo do Movimento

Na cartilha do Cerea, há um conteúdo informativo, com seguinte frase “Esta entidade só possui vínculo com ser humano e sua recuperação ”. Dessa forma eles frisam que o Centro de Recuperação de Alcoólatras, tem a finalidade de compreender pessoas com problemas de alcoolismo de ambos os sexos e qualquer idade. A ação é  feita com medidas preventivas de recuperação, isto é, pelo modo de conscientização para aqueles que não consomem bebida alcoólica, e também recuperando aqueles que de uma forma ou de outra, já utilizam com dependência o consumo do álcool. O atendimento, na instituição é realizado por um grupo de voluntários, como experiência e vivência familiar que se dispõe a ouvir e ajudar á  quem adere esta causa, afim de contribuir para sua recuperação.

Manguear

A tentativa diária de moradores de rua para serem inclusos e vistos como cidadãos.

FABIANA SOUZA

Moisés posa para a foto ao lado de sua cadela, Madeira. Foto: Álvaro Menezes.

A pele negra, cansada, denunciava o estado da alma: lânguida. Os ossos salientes, os pés inchados nos chinelos sujos contavam o caminho. “Meu nome é Moisés, eu moro aqui na rua, mesmo”.

Moisés abriu o sorriso sem dentes quando viu a câmera, “Eu vou passar na televisão?”, e não soube disfarçar a insatisfação quando soube que não passaria. Os olhos curiosos pra câmera, para a repórter. Impôs que só aceitaria ser fotografado se sua cadela saísse na foto, “é Madeira, o nome dela. Eu passo lá no depósito [de materiais recicláveis] e ela vem correndo atrás de mim. E ela é braba, viu?”.

Assim, a foto é registrada: Madeira, Moisés e seu carrinho cheio de garrafas e latas vazias, “isso aqui [materiais recicláveis] não dá nada não, é 20, 30 conto por dia. É melhor manguear.” e pedindo esmola, Moisés passa por cima dos absurdos do mundo, “eles me perguntam se eu fumo droga, se eu bebo cachaça. E eu não bebo, não. Nem fumo”. Sorrindo, sem perceber a gravidade do problema, o herói das ruas conta, “eles falam: “Eu vou te dar, mas é pra você beber, se você for beber eu dou”, e eu digo “vou! Vou beber bem ali” e pego o dinheiro e guardo”.

Moisés faz parte das 351 pessoas que estão em situação de rua, hoje, em Goiânia. O número foi divulgado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e só tem crescido nos últimos anos. Assim, centenas e centenas de homens e mulheres “magueam” pelas ruas da capital. E claro, nem todos atrás somente de comida, como Moisés.

“Eu não quero ficar na rua. Os cara da [avenida] Goiás quer roubar meu carrinho, quer me bater, quer furar eu. Tudo pra roubar os trem da gente e comprar droga. Isso lá é vida?”

Sentado na calçada, ele conta das frustrações dos últimos dias. Roubaram seu carrinho, o ameaçam, o agridem, “eu não sou de briga”. Justo, Moisés cresceu nas ruas, mas é adepto do “é melhor pedir do que roubar”.. No bolso, uma carteira do Goiás, “é meu time!”. Ali dentro, nada além de seu RG. “NÃO ALFABETIZADO”, diz o carimbo ao lado de sua foto 3×4. “Toma, eu não sei ler, mas você sabe”, a repórter conta a ele sua idade, “tenho 49, é? E que dia é o meu aniversário?”. Fica no ar o questionamento: Qual foi a última vez que alguém parou para falar com aquele homem? Seu aniversário é em agosto. 17 de agosto.

Em meio a conversa, Moisés, que tenta parecer forte, desabafa: “Cê podia me ajudar a ganhar um barraco, que é pra eu sair da rua. Eu não quero ficar na rua. Os cara da [avenida] Goiás quer roubar meu carrinho, quer me bater, quer furar eu. Tudo pra roubar os trem da gente e comprar droga. Isso lá é vida?”. A saliva desce feito pedra. Moisés nem se lembra quando foi que teve uma vida para chamar de vida, “morreu todo mundo, minha mãe, meu pai… Meu pai morreu com uma ferida na perna. Não cheirava, não bebia, não fazia nada. Ia pra Igreja “Deus é amor”? Sabe, a Deus é amor? Pois é, e morreu por causa de uma ferida.

Moisés, 49, sem casa, família ou escolaridade, dá uma aula de simpatia, apesar da dura realidade. Foto: Álvaro Menezes.

O homem de sorriso sem dentes esmorece e só volta a sorrir quando fala de seu amor. “Eu tenho uma namorada. Ela mora bem ali, depois daquelas árvores”, e aponta esperançoso para o fim da rua, “eu quero arrumar um barraco pra eu morar com ela. Não posso largar minha mulher, não. Se eu largar a mulher, que dia que eu vou ter um filho com ela?”. Queimado do sol impiedoso, marcado das ruas traiçoeiras, ele ainda acredita no amor e se recusa a ir para abrigos, “morar sem minha mulher? Cê tá doida?”, questiona à repórter.

Moisés, com as roupas sujas e o cabelo despenteado, se torna cada dia mais invisível àquelas calçadas. Negro, analfabeto, sem família ou conhecidos. Mais um para a estatística que a sociedade criou, matou e deixou agonizando no sinal. Quando a repórter se despede, Moisés faz seu último pedido: “Põe eu na televisão, fala com o governo pra mim. Eu quero sair da rua”. Os ouvidos de quem escuta ardem, as pernas pesam. Os braços e a cabeça doem. O coração chora. Enquanto isso, Moisés sorri, “eu não tenho pressa”.

Vício: a ferida social

Os passos cambaleantes, lentos, seguiam ao acaso. A cabeça baixa, os cabelos desgrenhados e a barba por fazer escondiam o olhar cerrado, arredio, “cê quer o quê?”. Conversar, apenas conversar. A primeira pergunta foi o nome, que veio completo, de pronto, sem pausas, “José da Silva Santos”. Ao seu lado, um colchão enrolado e um cobertor sujo. “Eu bebo cachaça, e não é pouca”.

José, visivelmente embriagado, tem o olhar vago e fala com dificuldade, “só hoje eu já bebi 10 carotinho [cachaça] ou mais”. O bafo fede à vergonha, tristeza, “sou mais viver na rua do que ficar dando vergonha pra minha família. Eu não quero dar trabalho pra eles como eu já dei, não”. Em Goiânia há 23 anos, José, de 38 – que bebe desde os 15 – perambulava pelas ruas há cerca de 15 dias. “Eles [família] não sabem que eu tô morando na rua, não. Se soubessem, iam ficar revoltados demais. Eu não vim pra cá pra ficar nesse mundo imundo”.

As palavras de Zé, até então arrastadas e de difícil compreensão, ganham um outro tom. “Eu quero ir pra uma casa de recuperação, recuperar minha vida”, vida essa, que não foi arruinada apenas pela bebida, “deve ter umas 3 horas que eu fumei [crack]”, questionado sobre o seu estado em relação à droga, a resposta vem em forma de deboche, como se fosse óbvia, “eu não sinto porra nenhuma, não, doido. Não dá ilusão nenhuma mais não”, e, indignado detalha sua trajetória ao lado dela, “eu comecei na maconha, depois cheirei pó, depois veio a porra da merla, fumei merla, depois veio a merda do crack, e eu tô fumando crack”.

José chora ao contar sua trajetória com as drogas. Foto: Álvaro Menezes.

Sobre o problema de José, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde — e em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça — realizou um levantamento que revelou que, cerca de 370 mil brasileiros de todas as idades usaram regularmente crack e similares (pasta base, merla e óxi) nas capitais brasileiras durante pelo menos seis meses em 2012. Esse número corresponde a 0,8% da população das capitais e a 35% dos consumidores de drogas ilícitas nessas cidades. E um agravante, desse total, 14% têm entre 8 e 18 anos, isto é, crianças e adolescentes.

Eu só não sei por que eu não largo essa pinga e essa droga. Mas eu sou inteligente, moleque, não sou bobo, não”

Vejo na expressão de José o esforço para conter o choro, que sai mesmo assim, teimoso. O sofrimento é convertido em lágrimas. Ele limpa o rosto e estende as mãos molhadas de dor, “tá vendo esses calos, aqui? Eu sou borracheiro, eu sei montar e desmontar um carro, tá ligado? Se hoje você precisar de um pedreiro, eu sei como fazer da base até o acabamento”, revoltado, ele vocifera que teve pouco estudo, mas desse pouco, era um dos melhores, “eu nunca tirei menos de 90 [pontos] nas minhas provas”. O homem bêbado continua chorando.

José fala de ser “sujeito homem”, de voltar pra escola e pra casa da família. O único problema é que o vício não deixa, “eu só não sei por que eu não largo essa pinga e essa droga. Mas eu sou inteligente, moleque, não sou bobo, não”. Ali se mostra o início da fagulha, o desejo de viver. José, que já tinha se despido da vergonha, responde de pronto ao questionamento sobre procurar uma casa de apoio, “se você quiser me levar, eu tô pronto pra ir”, a resposta sai quase como um clamor. O rosto da repórter arde, as mãos tremem. Sobre onde ficarão as suas coisas, José é claro e objetivo: “Minhas coisas vão ficar bem aí onde estão”. Percebe-se então, que aquela conversa não poderia acabar ali. José saiu acompanhado da equipe de reportagem.

No caminho para a Casa de Apoio Metamorfose, no Setor Campinas, José se olha no espelho do retrovisor do carro, “eu tô feio pra caralho, hein?”, ainda chocado com sua aparência, ele conta como foram os últimos dias, “eles [polícia] passam aí e pegam todo mundo. Só não pegam eu, porque eu não devo nada, tô sempre puxando meu carrinho. Não devo nada pra justiça, pra ninguém. Nunca roubei e nem matei”. Em meio à conversa, com José um pouco mais descontraído, ele muda de assunto, “sou geminiano” e brinca “sabe que eu até tenho vontade de arrumar uma mulher?! Mas a gente tem ter capacidade pra ter elas. Dentinho limpo, roupinha bonitinha… Se for pra ter essas da rua é fácil. Aí eu não quero”.

Entramos no Metamorfose e, em todo momento da conversa com o diretor da Casa, que pediu para não ser identificado, José afirmava “eu quero mudar, eu quero sair dessa vida”. Daquela parte em diante, já não era mais com a repórter. José beijava a mão de todos da equipe e agradecia. Ninguém sabia o quê dizer. A repórter sai dali diferente. O peito cheio, os olhos lacrimejando sem saber se choravam ou se sorriam, mas isso não importa.

José pode começar uma nova vida, agora.

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