Balada Responsável, eu apoio essa ideia

Com pouco mais de três anos, o Programa Balada Responsável, criado pelo Detran-GO, já mostra números positivos para o órgão, tornando uma das campanhas, de educação no trânsito, mais famosas e de relevância para o país.

O Balada Responsável é um programa com o objetivo de combater motoristas que insistem em beber e dirigir. O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), em parceria com a Polícia Militar, leva a iniciativa a várias cidades do estado e também para a capital. Nesse período, já abordou mais de 1,6 milhão de pessoas nas ações educativas e em blitzes da Lei Seca. Se consolida-se como um dos maiores programas de educação para o trânsito do País. Em pouco mais de três anos, a iniciativa contabiliza índices positivos como a redução de mais de 30% no número de acidentes no período noturno e recolhimento de mais de 15 mil CNHs de condutores que dirigiam sob o efeito de álcool. Evitando que mais de 10 mil condutores continuassem dirigindo alcoolizados, cumprindo a Lei Seca e, principalmente, preservando vidas.

O Programa aposta em campanhas publicitárias para a conscientização dos motoristas.

Balada Responsável desde seu início, o programa visa trabalhar em duas frentes. A primeira consiste em abordagens pedagógicas, em bares, restaurantes, aeroportos, locais de grande aglomeração de pessoas, onde se busca-se estimular uma reflexão sobre os perigos de dirigir após a ingestão de bebidas alcoólicas. Já segunda é feita por meio de blitzes, onde, além do cumprimento da Lei Seca, é realizado todo o procedimento de rotina adotado pela Polícia Militar.

Balada Responsável – Eu Abraço Essa Ideia.
O condutor flagrado dirigindo sob o efeito do álcool, terá a CNH recolhida e responderá a um processo, que pode resultar na suspensão de 12 meses do direito de dirigir e recebe multa no valor de R$ 1.915,40, podendo dobrar em caso de reincidência. O veículo também fica retido até a apresentação de um outro motorista, devidamente, habilitado. Se o bafômetro constatar valor igual ou superior a 0,34 miligramas por litro de ar (descontada a margem de erro), o motorista será enquadrado em crime de trânsito. Além das punições administrativas, ele será preso em flagrante, podendo pegar de seis meses a três anos de detenção de acordo com os artigos 165 e 306 do Código de Brasileiro de Trânsito (CBT). A mistura de álcool e direção é um dos fatores que contribuem para o aumento do número e da gravidade dos acidentes de trânsito. A bebida alcoólica diminui o reflexo do condutor e aumenta sua disposição de correr riscos.

#EvoluaNoTrânsito – Balada Responsável.
Para o Gerente de Fiscalização e Segurança do Detran Goiás, Mj. Ivan Furtado Figueiredo reforça que o maior interesse do programa é o bem estar das pessoas. “Nós estamos fazendo um trabalho de educação orientativa e fiscalização para evitar a associação de quem faz o uso de bebidas alcoólicas e faça direção de algum veículo. O condutor que é abordado em qualquer blitz da operação em estado de embriaguez tem a carteira de habilitação apreendida. Infelizmente, o condutor não se conscientiza que a intenção da fiscalização é o bem comum, dos motoristas, passageiros, motociclistas e pedestres o bem de todas as pessoas envolvidas no trânsito”, ressalta o gerente.

Joyce Camargo, que é comerciante, diz que a iniciativa é boa só que, no entanto, falta taxistas para atender a grande demanda de pessoas. “O programa é bom, só que deve-se aumentar a frota de táxis pois, o efetivo atual é pouco para a grande número de pessoas e os valores são altos e por conta disso os motoristas se arriscam a dirigir com álcool no organismo”. O incentivo Balada Responsável baseia-se de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro. Segundo o artigo 165 “dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência” resulta em multa e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses. Já o artigo 306 delibera que “conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência” resulta em detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão do direito de dirigir veículo automotor. A legislação de trânsito desperta cada vez mais o interesse da sociedade. Pessoas de todas as idades procuram atualizar-se no conhecimento do CBT e na sua regulamentação, seja como um meio para desenvolver comportamentos seguros no trânsito, ou para reivindicar de todos os agentes públicos e privados.

Vila Cultural Invisível

Situada no centro de Goiânia, a Vila Cultural Cora Coralina foi inaugurada em 31 de outubro de 2013, o investimento total de R$ 12 milhões em recursos federais e estaduais é um “elefante branco” que passa despercebido pelos goianienses, o gasto absurdo de recursos gerou um espaço mal planejado e subutilizado. O espaço inaugurado às vésperas do aniversário da capital no ano de 2013, aparentava ser destinado ao resgate histórico da cidade de Goiânia.
Executado parcialmente, a estrutura do centro cultural não corresponde ao projeto original. Sua localização, bem no centro comercial da capital, poderia transformar a Vila Cultural, em uma verdadeira sala de visitas da capital. Mas, a falta de uma programação mais instigante e dinâmica embaça a imagem do local.
A Vila Cultural faz parte do projeto do governo estadual de revitalização do Centro de Goiânia e resgate da memória da capital. Foto: Lucas Carvalho
Apesar do projeto original não ter sido concluído, o centro cultural é composto por quatro salas para exposições temporárias, e uma sala multimídia com 50 lugares. Uma praça de convivência com acesso pelo elevador panorâmico ainda será entregue, mas sem data prevista. O elevador panorâmico está com defeito há pelo menos seis meses, tornando a acessibilidade ineficaz, além da praça que ainda será construída, a promessa é que o centro cultural abrigue uma biblioteca e uma cafeteria.
O espaço recebeu apenas quatro exposições desde sua inauguração. A exposição Goiânia 80 anos ficou um ano em cartaz, ao custo de 70 mil reais mensais para a manutenção. O espaço é apresentado como um anexo do Teatro Goiânia, porém os centros culturais funcionam de maneira independente. A impressão que se tem é que o lugar ainda não foi inaugurado, as obras estão expostas, mas, para quem?
Pisando em Ovos
Alguns questionamentos sobre editais de ocupação, seleção dos expositores, custos com a manutenção e ainda sobre a falta de visibilidade do centro foram encaminhados para a Gerência de Comunicação da SEDUCE e não foram respondidos. Em tentativa de contato com a Simone Rosa, gerente de museus e galerias da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (SEDUCE), foi perceptível que o assunto Vila Cultural é tratado com muito cuidado, Simone informou que as respostas para os questionamentos feitos não são de sua competência.
Livro de visitas com assinatura de estudante com deficiência visual. Foto: Lucas Carvalho
De acordo com Roberval Veiga, coordenador da Vila Cultural, o espaço é  gerenciado desde fevereiro de 2014, pela Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte. Frequentado principalmente por alunos da rede pública de ensino, recebendo uma média 350 visitantes ao mês.
Foto: Lucas Carvalho

As exposições são selecionadas pela Secult que recebe as solicitações para utilização dos espaços dentro do horário normal de funcionamento do centro cultural. As solicitações devem ser feitas através de Ofício acompanhado de um release do evento/exposição.

A partir do dia 18 de março, a Vila Cultural recebe a exposição “Névoa Baixa, Sol que Racha” de Claudia Dowek.
O horário de funcionamento da unidade é de terça a sexta, das 8 às 17 horas, e aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 15 horas, com entrada gratuita.

Índice de alcoolismo entre mulheres aumenta no Brasil

Pesquisas apontam um aumento no número de mulheres que abusam do álcool subiu nos últimos anos

Foto: Graciete Marques
A cada ano sobe o número de mulheres que consomem bebidas alcoólicas. Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou os números de mulheres que abusam do álcool no Brasil, entre os anos de 2006 e 2012, aumentaram 34,5% em relação aos anos anteriores. Esse aumento não está relacionado apenas às mudanças do comportamento social feminino, que a cada dia tem tomado espaços que antes eram dominados ocupados apenas por homens, mas também a uma vida social mais ativa que em outros tempos.
Por um capricho da natureza, a relação álcool e sexo feminino não é a mais amigável, os danos causados por essa substância no organismo das mulheres é maior se comparado ao organismo dos homens.
Em se tratando de bebida alcoólica as mulheres sofrem maiores conseqüências que os homens, por possuir massa corpórea menor e menos quantidades de enzimas para metabolizar álcool, ele permanece no organismo feminino por maior tempo do que do organismo masculino e assim causa mais estragos. Os principais são maior incidência de uma AVC(acidente vascular cerebral), risco de osteoporose precocemente, maior incidência de problemas hepáticos e inúmeros problemas ginecológicos tais como infertilidade, abortos espontâneos, esterilidade. Há,ainda, o risco de anomalias congênitas, o que os médicos chamam de SAF (Síndrome de Alcoolismo Fetal),com risco maior para o feto se o álcool for consumido no primeiro trimestre da gravidez.
Fatores psicológicos também são determinantes para o abuso dessa substância. A psicóloga Thais Carneiro afirma que alguns homens e mulheres possuem fatores psicológicos que os deixam vulneráveis às doenças psíquicas mais do que outros indivíduos. Segundo Carneiro, as mulheres gastam muita energia emocional para manter uma imagem mais conservadora perante a sociedade, isso ligado a dupla jornada de trabalho faz com que muitas procurem a bebida como uma “válvula de escape“ às pressões a elas impostas.

“A bebida funciona como refúgio que as ajudam a lidar com essa sobrecarga”, explica.

A psicóloga comenta ainda, que o álcool por ser uma substância depressora do sistema nervoso central, reduz momentaneamente as barreiras de defesa e resistência psíquicas, levando a uma conduta mais desinibida e expansiva. Assim “Os sentimentos de inadequação e vazio desaparecem, assim como a solidão e a auto estima parece aumentar consideravelmente no momento do uso“, esclarece.
Depois de um casamento de 12 anos se desfazer, a costureira Antonia* de 37 anos passou a beber em demasia. Perdeu o emprego, a casa que morava e a guarda do filho, na época com 4 anos, para a avó paterna.“Perdi tudo que era importante para mim, inclusive meu filho que é o que eu mais amo na vida”, conta. Antonia só conseguiu ver uma luz no fim do túnel quando sua mãe a levou a um grupo de apoio a alcoolistas. A partir daí, sua vida mudou de rumo e tem conseguido reaver tudo que foi perdido, ainda não conseguiu ter de volta a guarda do filho, mas como já está há dois anos sem beber, entrou com processo para reaver a guarda do garoto.
A costureira conta que foi fundamental a ajuda da mãe para o seu tratamento, e que se não tivesse o apoio da família não teria conseguido sozinha. “Minha mãe me tirou do fundo do poço, se não fosse ela ter me levado ao AA (Alcoólicos Anônimos) eu nunca teria ido sozinha e ainda estaria naquele abismo“ .
De acordo com a psicóloga Thais Carneiro,o primeiro passo para sair do alcoolismo é se reconhecer como alcoólatra e a partir dai procurar profissionais da área de saúde especializados, psicólogos e médicos que possuam formação adequada para o acolhimento e tratamento dessas mulheres. “O problema deve ser encarado e cercado em todas as suas dimensões, para evitar recaídas e/ou desistências precoces“, explica. Para a psicóloga, a família tem um papel fundamental na rede de apoio. “as famílias devem oferecer amparo, proteção e estímulo para que essas mulheres percebam-se capazes de superar esse momento de crise, por saber que existem pessoas que acreditam nelas e estão comprometidas em sua melhora“ e aconselha as mudanças de hábito dos familiares “Será muito difícil vencer o alcoolismo se a própria família se opõe à abstinência e insiste em oferecer bebidas alcoólicas em todas as ocasiões festivas e de confraternização“, alerta Carneiro.

 

Aumento da gasolina é considerado excessivo

De acordo com estudos de economistas, má gestão e questões políticas internas têm sido responsáveis pelo aumento excessivo do combustível.

Foto: Imagens da internet.
O preço da gasolina está em alta desde o começo do ano. Muitas pessoas estão reclamando, pois o preço não está de acordo com o salário mínimo. Como de costume todo ano o salário mínimo aumenta, porém a gasolina não tem acompanhado o valor desse salário, ela tem aumentado muito mais, então os consumidores não aceitam essa escolha. O estudante de educação física Rômulo Duarte considera desproporcional o valor da gasolina se comparado ao salário mínimo. ‘’Eu venho pra faculdade e para o trabalho de moto que é mais econômico, mas mesmo assim fica meio puxado pra gente pagar esse valor na gasolina. O preço está muito alto’’, afirma o estudante.
O preço da gasolina nos últimos anos só tem aumentado. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) o valor tem chegado a R$ 4,50 no estado do Rio de Janeiro, mais barato do que em Goiás, onde atinge R$ 2,35. O órgão de proteção e defesa do consumidor (PROCON) de Goiás chegou também divulgar a media do preço da gasolina em R$2,85. ‘’Em vez de aumentar o valor, deveria ter baixado o valor já estava alto, eu ando de moto é estou vendo que vou ter que começar a andar de ônibus gasto 7,00 reais para ir estudar todos os dias’’, afirma o entregador Renato Borges.
De acordo com o professor e economista Arnaldo Freire ‘’O aumento da gasolina está relacionado com as relações politicas internas do Brasil. O preço do barril do petróleo tem caído mundialmente, e hoje está menos de 50,00 dólares o barril. Sendo assim se fosse em condições normais de mercado, o preço da gasolina teria que estar reduzida em torno de 50%. No Brasil, a gasolina é gerida pelo monopólio que é uma empresa estatal chamada Petrobras. Como ela é a única empresa do Brasil que pode fornecer gasolina ela coloca o preço que ela quiser, então depende da boa vontade do governo’’.
‘’Tudo que é monopólio é tudo que vem pelo governo hoje nós estamos sujeitos nas condições que não são condições de mercado, são condições politicas que realmente interferem no preço, no caso da Petrobras todos nós estamos acompanhado existem várias questões ligadas à corrupção, mas não principalmente a corrupção o principal na Petrobras é a má gestão ela que esta em vários e vários anos e assim faz a empresa estar sendo sucateada como esta’’, afirma o economista.

 

Seja meus olhos, um jeito fácil de fazer a diferença

Foto: Divulgação

Be my eyes é o um aplicativo para celular que conecta voluntários a pessoas que não enxergam e permite descrever o que está em volta. A tecnologia promete ajudar pessoas com deficiência visual e ampliar sua autonomia de vida.
Smartphones, juntamente com um cão ou uma bengala, tornaram-se uma parte importante do kit de ferramentas para uma pessoa cega. Imagine você, cego, tentando preparar seu jantar. Você tem uma lata de feijão nas mãos que parece muito com uma lata de sopa, se você sacudí-los, eles fazem o mesmo som. Então, se você é cego e não quer jantar sopa hoje à noite, pense na possibilidade de baixar um aplicativo de smartphone que conecta você via vídeo, em tempo real, a um voluntário com visão, que pode lhe dizer qual é qual. Pensando nisso, o dinamarquês Hans Jorgen Wilberg inventou o Be My Eyes, um inovador aplicativo de celular que permite que qualquer pessoa possa “emprestar” sua visão por alguns segundos. O aplicativo (app), que foi inspirado no FaceTime do iOS, funciona com um sistema de câmera direta que conecta deficientes visuais à voluntários e permite que, por meio da fala e da imagem, problemas como a data de validade de uma caixa de leite possam ser resolvidos em poucos segundos.
Ao entrar no aplicativo, você escolhe a opção voluntário ou deficiente visual. No segundo caso, o app oferece toda a acessibilidade necessária para conectar-se à outra pessoa – e aguarda até que um pedido de ajuda seja enviado. As orientações do voluntário são feitas por escrito e o aplicativo consegue lê-las em voz alta para a pessoa com deficiência visual. ” A tecnologia foi muito bem recebida pela comunidade de deficientes visuais. O app permite obter ajuda em momentos que pode ser inconveniente pedí-la a vizinhos ou a um amigo, poupando-osde ter que pedir mil desculpas para solicitar ajuda”, explica Wilberg.
Apesar de parecer estranho o uso de um smartphone por quem tem dificuldades para enxergar, a Apple oferece opções bastante interessantes de acessibilidade desde o iOS 3, o que tem conquistado muitos usuários com deficiência. Lançado este ano, o aplicativo já tem mais de 1.500 deficientes visuais cadastrados e cerca de 17.800 voluntários só aqui no Brasil. O app é gratuito e está disponível somente para iOS, com previsão de expandir para outros sistemas operacionais nos próximos meses.
Wiberg comenta que a ideia original era que as pessoas cegas utilizassem o app principalmente em casa, onde há muitas coisas que precisam ser vistas. Mas esclarece que os usuários estão usando o aplicativo em outras situações também:

“As pessoas usam quando vão a algum lugar de ônibus e, ao sair, não encontram a entrada do prédio. Usam o Be My Eyes para vencer esses últimos 20 metros”, explica. “Lançamos o app em janeiro deste ano e tem sido um sucesso. A resposta tem sido esmagadora. “, diz Wiberg, que também é deficiente.

Kevin Satizabal, de Londres, registrou uma demonstração do serviço que postou na internet. Ele clica no botão de conexão e nós ouvimos música durante a espera por um voluntário. A música pára e aparece uma voluntária com um sotaque americano. Satizabal pergunta se ela está ouvindo e ela diz que pode ouví-lo bem.”Você poderia identificar esta embalagem?”, diz ele. “Estou apontando a câmera para ele, não sei se você pode vê-lo.” A voluntária arregala os olhos para ver e responde. “É algo de Páscoa…morango com chocolate!” Depois de um rápido “obrigado” seguido de um “de nada”, a ligação termina.
Se você está curioso sobre os tipos de problemas que podem ser resolvidos para essas pessoas por meio da iniciativa, o co-fundador da Be My Eyes, Thelle Kristensen, diz que geralmente são problemas relacionados ao dia a dia. Por exemplo, muitas pessoas precisam de ajuda na cozinha para saber se determinado alimento já está vencido, ou para localizar algum item na geladeira, ou no guarda roupa. Ele diz que já ajudou uma pessoa a navegar através do menu de um áudio player, onde a funcionalidade de voz não estava funcionando muito bem. É possível ajudar alguém a chegar a uma porta de um certo número quando está em algum local desconhecido. O Be My Eyes conta inclusive com um recurso que evita que duas pessoas que não se deram muito bem sejam conectadas novamente, o que seria um pouco constrangedor.

Não existe nenhum plano de monetizar o aplicativo, embora exista uma possibilidade futura de alguns usuários pagarem para obter auxílio em situações adversas em que necessite de muita ajuda, de uma só vez ou por um tempo maior ( Seria isso?). Entretanto o co-fundador afirma que o serviço básico que está sendo oferecido continuará sendo gratuito. Então, quanto tempo leva para receber ajuda após pressionar o botão de vídeo do Be my Eyes? “Quando você recebe 99 mil inscrições em uma semana, isso gera alguns problemas de servidor, mas quando a situação se acalmar um pouco você deve ser capaz de conseguir ajuda em um minuto”, diz Wiberg,
Até agora já estão cadastrados no aplicativo 66 mil, voluntários e 5 mil deficientes visuais no mundo todo, e os números têm crescido todos os dias. Dez mil chamadas de ajuda foram realizadas com sucesso. “Espero que esta comunidade online consiga fazer a diferença na vida de pessoas cegas”, afirma Wiberg. O aplicativo já foi premiado na Dinamarca como “the most innovative idea”. Be My Eyes ainda está sendo utilizado principalmente por pessoas que falam inglês.
O projeto, recentemente, recebeu US$ 300 mil para investimentos e melhorias em sua tecnologia, que podem ser necessárias já que, atualmente, só funciona no iPhone da Apple. Wiberg promete que eles estarão aprimorando o máximo possível para que alcance muito mais usuários. Um projeto social de grande importância para todos aqueles que precisam dos “seus olhos emprestados”, então que tal divulgar esta ferramenta bacana nas redes e aumentar o uso do aplicativo no Brasil?

Ser jornalista pra mim não é mais uma opção…

Imagem: Tumblr.com
E u era uma criança estranha, não tinha amigos, era encrenqueiro, não me encaixava em nada e achava que sabia mais que meus professores (quase Carrie- A estranha) um completo desastre eu sei.
Não foi de todo mal ter sido o protagonista do filme ET durante a minha infância, por conta das minhas peculiaridades desenvolvi ferramentas muito importantes. Por ser o “marginal” da sala eu sempre fazia trabalhos sozinho, dessa forma acabei me tornando independente nos estudos, me tornei autodidata, nunca fui nerd, porém nunca fui mediano, gostava de estudar, quer dizer, só me restava isso, era o preço que eu pagava por ser tão exótico.
Fui empurrado para as bibliotecas de muitas formas: tinha uma mãe que era bibliotecária, gostava de estudar e quando estava lá ninguém me incomodava, via muitos benefícios em ficar nas bibliotecas e me tornei seletivo, só estudava o que me interessava, e por conta disso algumas vezes tirava nota baixa.
Também não era uma criança que sofria calada, eu tinha um gênio bem ruim, praticamente o filho de Lúcifer de tão atentado e briguento, foi nessa época que descobri que tinha uma personalidade forte. Através dos livros descobri muitas possiblidades, e por ser muito criativo, mas não saber usar bem toda a minha criatividade sempre me metia em confusão, e quando digo confusão era do tipo: colocar fogo na sala de aula, literalmente. Aos nove anos descobri como direcionar minha criatividade me envolvendo com a fanfarra da escola, música foi minha primeira paixão e também a primeira válvula de escape, mas foi ao escrever que alguma coisa em mim foi transformada.
No começo escrevia pra desabafar, mas não era bem um diário, com isso percebi que quando escrevia sobre as coisas ruins que me aconteciam de alguma forma elas deixavam de fazer parte de mim se tornando físicas, como se elas fossem arrancadas do meu peito e colocadas no papel, e o mesmo acontecia com as coisas boas, escrever era a minha forma de lembra-las e documentar todas elas. Escrevendo percebi que fazia uma autoanálise constante, me entendia e me estendia de formas cada vez mais profundas, singulares e novas. Percebi que sou heterogêneo dentro das minhas possibilidades.

 

Por fim, descobri na escrita uma maneira de me eternizar, ser passado a diante de uma forma única através das palavras documentadas, registrar, documentar e descrever se tornaram uma missão, escrever passou a ser necessidade. Escrevendo sou mais eu, descubro mais de mim e mais do que isso, descubro tudo o que ainda posso me tornar. Acho que escrever é isso: possibilidades, poçibilidades e mas possibilidades se é que me intendem. Ser jornalista pra mim não é mais uma opção, porque de certa forma já faz parte de mim, a minha natureza me leva a isso, não me vejo em outra profissão, seria um profissional muito frustrado. Mas a pergunta é: porque decidi ser jornalista? É… acho que vou precisar de outro texto pra responder isso.

 

Faculdade Araguaia realiza encontro de egressos

Foto: Agência Araguaia (Bruno Haringl)

A Faculdade Araguaia realizou Encontro de Egressos de Jornalismo, no dia 6 de março, sexta-feira, das 19h às 22h. Os ex-alunos participaram de debate com os atuais acadêmicos do curso de jornalismo, mediado pelas professoras Patrícia Drummond e Viviane Maia, no auditório da Fara – unidade Bueno. O intuito do evento foi permitir a troca de experiência entre profissionais e estudantes, possibilitando um vislumbre do futuro por parte dos alunos, bem como a compreensão da realidade profissional nas diversas ramificações na área da comunicação.
Rafael Vaz, assessor de imprensa do Estado, salientou a ilusória diferença e distanciamento entre alunos de universidades particulares e alunos de universidades públicas. “O mercado está aí para todos. As condições e disposições de trabalho são as mesmas, e nada separa vocês – alunos de jornalismo da Fara – dos alunos de outras instituições. O que faz um bom curso é a junção, de alunos e instituição. A Fara tem um excelente quadro de professores e uma boa estrutura, o que vai determinar carreiras aqui é o esforço e empenho de cada um. Quando eu era estudante, fazia estágio com alunos de diferentes instituições, públicas e particulares, e a nossa produção era a mesma, o desempenho era o mesmo.”
João Damásio Neto, mestrando em comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), falou sobre como a visão da carreira de assessor de imprensa é interpretada erroneamente quando vista como meramente corporativa, desqualificada do ‘fazer jornalismo’. “Assessor de imprensa não deixa de ser jornalista, assessor de imprensa é jornalista porque alimenta os jornais.” Gerliézer Paulo, produtor e repórter na Rádio 730, comentou sobre o esforço para conseguir patrocínio para os veículos de comunicação. “Acontece assim, você vai de porta em porta, oferecendo anúncios, correndo atrás.”
Marcelo Nogueira, sócio proprietário de agência de assessoria de imprensa, ex-chefe de reportagem e ex-assessor de redação da TV Anhanguera, relatou sobre sua saída da redação e inicio da agência de assessoria. “Chega um momento, acho que para todo profissional, em que você quer e sente que pode fazer mais. Geralmente é assim, saímos da redação e nos lançamos em novos projetos.”
Mônatha Castro, sócia proprietária de agência de assessoria de imprensa junto com Marcelo Nogueira, mencionou a dificuldade que tinha em conseguir entrevistas para jornal impresso. “As pessoas querem ser filmadas. Não importava se eu dissesse que era para impresso, elas continuavam perguntando se eu não iria filmar. Depois um tempo, eu fazia a entrevista e filmava com o celular. Escrevia a matéria em seguida.”
Rosane Mendes, apresentadora do Jornal Anhanguera 2° Edição, comentou sobre as dificuldades que enfrentou ao longo do curso. “Eu comecei cursando Engenharia Aeronáutica, parei o curso e comecei Biomedicina. Cheguei ao jornalismo por acaso e acabei concluindo. Quando terminei, não tinha emprego na área e trabalhava como vendedora em uma loja de peças automotivas. Com ajuda da professora Viviane Maia, consegui entrar no ramo. Trabalhei em vários lugares, aprendi muito. O profissional tem que correr atrás, jamais desistir.”
Os seis egressos responderam as perguntas dos alunos durante o debate de forma livre. Os estudantes puderam conhecer melhor sobre várias áreas do jornalismo com profissionais que já estiveram na mesma instituição. Todos os participantes ganharam certificado de 4 horas/aula.

Programa Conversa Aberta debate a influência das novas tecnologias em sala de aula

O Programa Conversa Aberta levanta uma produção dos alunos do quinto período do curso de jornalismo da Faculdade Araguaia.
Flávio Gomes, professor de design gráfico na instituição, é o convidado dessa edição que discute o uso de novas tecnologias em sala aula.
O programa contou com a apresentação de Carol Souza, reportágem de Laysla Danielle e produção Aline Lima e Adla Machado, sob supervisão de Gildésio Bonfim e Bruno Haringl
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OUÇA:

7 de Abril, dia do jornalista

Fotos: Faculdade Araguaia Comunicação / Bruno Haringl (2013)

Hoje (7 de Abril), é comemorado o dia do Jornalista. Esta data, instituída pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), homenageia o médico e jornalista Líbero Badaró.
O jornalista chegou ao Brasil em 1826 já com pensamentos a favor da liberdade. Três anos mais tarde fundou o periódico Observador Constitucional, no qual denunciava abuso de poder do Império, na época de D. Pedro I. Em novembro de 1830, foi assassinado por inimigos políticos, em São Paulo. Historiadores acreditam que a morte foi encomendada pelo imperador que em 7 de abril de 1831 abdicou.
Desta forma, a data apresenta controvérsias. Alguns falam que ela marca o Dia do Jornalista, também comemorada no dia 29 de janeiro. Outros afirmam que a data marca o Dia da Imprensa.  A data ressalta a importância da liberdade de imprensa e da luta pelo direito de se expressar publicamente.
Abaixo, o que grandes filósofos e pensadores diziam sobre o jornalismo.

Programa Intervalo de Aula apresenta novas formas de educar


Foto: Reprodução

Educar e inovar na forma de transmitir conhecimento a crianças, jovens e adultos, por meio de quadros atrativos que buscam envolver professores e alunos, além de profissionais de áreas distintas. Esse é objetivo do programa Intervalo de Aula, realizado pela da Faculdade Araguaia (FARA).
O foco do programa é discutir e debater questões ligadas à educação. Apresentado pela professora mestre Tatiana Carilly, tem conquistado público cativo. Segundo a docente, o Intervalo de Aula é pioneiro na área de educação. “Mostramos a realidade, verdades e construções. É um programa diferente do que já se viu na TV goiana, analisa.

Idealização

Transmitido aos domingos às dez horas da manhã pela TV Goiânia Band, o programa foi planejado pela direção da Universidade para dar voz aos professores. Para o reitor da FARA Arnaldo Cardoso, o professor é o principal agente promotor da educação, e muitas vezes sua opinião e colocada em segundo plano.
Com o slogan “Professores e professoras debatem a educação”, o programa prioriza a imagem desse profissional, mas também são tratados outros assuntos. De acordo com o professor Arnaldo, o curso de pedagogia da FARA atingiu a maior nota na educação, e isso explica a valorização desses profissionais por parte da instituição. “Entendemos que a educação sem o professor não se sustenta”, avalia.

O início

Dentre as principais preocupações do projeto estava o receio de como o público jovem aceitaria – e se aceitaria – um programa nesse formato e quais caminhos seguir para lançar essa maneira de fazer educação.
Um dos primeiros desafios foi criar a identidade visual do programa. Estife Kalil, produtor e editor do Intervalo de Aula, ressalta a dificuldade de se chegar a um consenso sobre como um programa sério atingiria todos os públicos, desde crianças a adultos. “Geralmente quem fala sobre educação são professores, e a real preocupação era como o público jovem absorveria as informações,” pontua Kalil.

Quadros

O Intervalo de Aula traz diversos quadros, debates e busca entreter o público. O quadro “O Professor de quê?” consiste em interromper determinada aula para falar sobre a importância da disciplina e esclarecer possíveis dúvidas de uma forma dinâmica. “É o momento em que o professor fala sobre ele mesmo, sua formação e seu currículo,” destaca Bruno Haringl, repórter e produtor do quadro.
O cinema está inserido no contexto do projeto como uma forma de educar por meio de filmes inseridos no plano educacional um olhar diferente. Também são levantados temas ligados às crianças: “Infância na Retina”, por exemplo, trata de assuntos variados vistos pelo olhar de uma criança.

Futuro

O programa, já em sua 35ª edição, é gravado e produzido no estúdio de TV da instituição, onde são usados recursos da própria instituição. O professor Arnaldo destaca que o próximo passo é selecionar acadêmicos de Jornalismo e Publicidade, para que possam atuar com repórteres, redatores e até mesmo apresentadores. “Uma espécie de laboratório”, conclui.
No intuito de atender às pessoas que por algum motivo não acompanham as transmissões do programa pela TV, a FARA disponibiliza as edições no Youtube e em sua página no facebook

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Escrito pelas alunas Anna Carolina, Jainária Tomás e Juliana Gomes
Matéria produzida na disciplina Agência de Notícias sob orientação da professora Patrícia Drummond.

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