Filme

O curta é resultado das aulas de edição do audiovisual ministradas pela professora Ma. Juliana Junqueira. O filme mostra uma situação engraçada de como o dia de um aluno pode ser arruinado pela falta de organização e atenção, o que acontece geralmente na fase da adolescência quando os jovens querem fazer várias coisas ao mesmo tempo, o que pode acabar dando errado.

Vida vazia

Trabalho avaliativo de audiovisual sob a orientação da professora Ma. Juliana Junqueira. Sinopse: MATHEUS É UM RAPAZ DE 23 ANOS. WORKAHOLIC, UM REDATOR DE PROPAGANDAS, NÃO SE CANSA DO TRABALHO. ÀS VEZES, MAIS DE 20 HORAS POR DIA. ENTRE CASA E A REDAÇÃO DA AGÊNCIA QUE TRABALHA. SEM TEMPO PARA FAMÍLIA, ELE NÃO TEM PLANOS PESSOAIS. PREFERE MAIS UM COPO DESCARTÁVEL COM CAFÉ QUE UM JANTAR COM AMIGOS. MAL HUMORADO, ELE É O MAIS CRIATIVO QUE TRABALHA NESSA AGÊNCIA, TANDO QUE O SEU SALÁRIO É O MELHOR; MAS NÃO CONSEGUE NEM GASTAR O QUE GANHA, JÁ QUE NÃO SAI PARA LUGAR ALGUM, E, VOLTA PARA CASA QUASE SEMPRE SÓ PARA DORMIR E RETORNAR À REDAÇÃO. ELE SÓ NÃO CONTAVA QUE EM UM BELO DIA DE DESCANSO, UMA GRANDE SURPRESA O ACONTECERIA. SERÁ QUE ELE VAI CONSEGUIR UM DOS MAIORES DESAFIOS DA VIDA? ELE NÃO SABE MAIS O QUE É VIDA SOCIAL, NÃO SABE O QUE FAZER QUANDO ESTÁ PRESTES A UMA FOLGA. ACABA DESCANSANDO NA REDAÇÃO…

ANÁLISE FÍLMICA

PIRATAS DO VALE DO SILÍCIO

Por Watter Lorran

O nome desse filme teve como inspiração a região homônima da baía de São Francisco, nos Estados Unidos, que tem como forte a produção tecnológica, desde 1956. Quando as primeiras empresas começaram a se desenvolver nessa região, a matéria-prima dos processadores era o silício, daí o nome Vale do Silício

Essa obra foi roteirizada e dirigida por Martyn Burke e conta a história de ninguém menos que os geniais Steve Jobs e Bill Gates na disputa por espaço e reconhecimento na corrida da revolução tecnológica, que mais tarde iria transformar o mundo.

            Já na primeira cena temos Steve Jobs (Noah Wyle) quebrando a quarta parede olhando diretamente para a câmera, esse ângulo subjetivo que faz o expectador se sentir um personagem mostra um pouco da personalidade de Steve que era transgressora. O filme até nos lembra uma espécie de documentário, pois é narrado por Steve Wozniak (Joey Slotnick), que também quebra a quarta barreira criando conexão imediata com quem assiste o filme.

Universidade Harvard 1964

Bill Gates (Anthony Michael Hall) é representado de maneira bem curiosa. Apesar de focado para o seu propósito enquanto criador e empreendedor, ele não possui todo o carisma para cativar pessoas como Jobs possuía. E, em alguns momentos, o filme quase nos faz acreditar que Gates era até um pouco submisso a Paul Allen (Josh Hopkins), seu parceiro de trabalho, por causa da sua personalidade um tanto introspectiva. Steve Jobs é mostrado como alguém alternativo, o diferentão. Já Bill Gates é o cara extremamente metódico, competitivo que inclusive ama jogar poker.

Berkley 1976

Nesse trecho podemos vislumbrar um pouco da visão de Jobs ao apresentar em um encontro local de tecnologia o seu primeiro modelo de computador pessoal, algo que para a época era totalmente absurdo visto que seu objetivo era vendê-los para que pessoas comuns pudessem utilizá-los em casa. Nesse encontro Jobs consegue vender surpreendente 50 unidades.

Após buscar empréstimo em vários bancos sem obter êxito, Steve é procurado por Mike Markula (Jeffrey Nodling), o então responsável pela inteligência da empresa Intel, que lhe faz uma oferta de um quarto de milhão de dólares como investimento inicial para o desenvolvimento de seus computadores. Já nesse trecho percebemos uma pequena mudança de percepção em Jobs sobre os negócios.

Algo curioso começa a ser mostrado nesse trecho sobre Bill Gates: a sua aparente inconsequência ao volante que é mostrada com vários raccord de movimento – técnica de edição de vídeo – como se ao estar na direção essa fosse sua forma de ter uma atitude transgressora e até mesmo arriscada para contrapor seu estilo metódico. Até essa parte o filme faz vários planos americanos durante os diálogos, salvo exceções em que planos detalhe são explorados para dar destaque nas cenas onde aparecem os equipamentos tecnológicos.

Feira de Computadores de São Francisco 1977

Essa cena é muito interessante por mostrar como o comportamento de Steve Jobs foi mudando ao longo de sua trajetória, de um jovem que por vezes era relapso em um homem de negócios que começa a pensar de forma estratégica e até mesmo fria algumas vezes.

Ao apresentar seu modelo de computador pessoal na feira, Jobs ignora completamente Bill Gates quando ele vai se apresentar para ele. E isso fica claro na escolha de planos feita pelo diretor que mostram Jobs em contra plongée dizendo que antes ele quem ia atrás das pessoas e agora ele é procurado. E, logo em seguida, mostra Bill Gates em contra-plongée em plano geral saindo da feira de computadores. Aqui fica claro que já havia uma disputa entre Steve e Bill.

Início da Apple e da Microsoft

Juntamente com o crescimento da Apple, o ego de Jobs também é representado de maneira proporcional. O dono da Apple é mostrado de uma maneira agressiva e ao mesmo cínica tanto nos relacionamentos pessoais quando profissionais.

A Microsoft vinha crescendo, mas não tanto quanto a Apple e Bill Gates é mostrado como um líder mais calmo e com uma certa frieza estratégica que nos faz percebê-lo como alguém distintamente mais calmo que Steve Jobs.

Uma grande tacada é dada pela Microsoft ao comprar uma empresa de desenvolvimento de sistema operacional de uma companhia de computadores de Seattle, a partir desse momento a Microsoft deslancha.

Comunidade todos em um

Steve Jobs com toda certeza teve vários problemas na vida pessoal e isso é mostrado no filme por conta dos vários conflitos que ele teve com a mãe de sua filha Lyssa, que ele parecia renegar no filme. A partir desse momento, no filme Jobs é retratado várias vezes em contra-plongée, como se o diretor quisesse mostrar o crescimento do poder e do ego de Steve. Já Bill Gates é mostrado como alguém meio obsessivo na busca de suas metas e objetivos inclusive em uma cena onde ele perde controle no aeroporto.

Durante o desenvolvimento do projeto Macintosh Bill Gates procura Steve Jobs para propô-lo ajuda ao unir suas empresas para disputar com a gigante IBM, mal sabia ele qual era a verdadeira intenção do seu até então concorrente. Para que a obra completa não seja pirateada nessa análise, recomendo que assista o filme pois assim irá entender inclusive o porque do nome Piratas do Vale do Silício. Bom filme!

FICHA TÉCNICA

FILME: Piratas Do Vale do Silício (Pirates of Silicon)

GÊNERO: Drama

ANO: 1999

ORIGEM: Estados Unidos da América

DIREÇÃO: Martyn Burke

ELENCO: Anthony Michael Hall, Noah Wyle, Bodhi Elfman, Joey Slotnick, John Di Maggio, Josh Hopkins, Gema Zamprogna, Allan Royal.

DURAÇÃO: 95min

Piratas do Vale do Silício será exibido no Cineclube Araguaia

Novidade do projeto de extensão é a participação de estudantes em mesa de debates, com um professor mediador da Araguaia e um convidado

Texto: Jairo Menezes

Edição: Profa. Viviane Maia

Empreendedorismo, criatividade, muito esforço e objetividade são os motes principais do próximo filme apresentado no projeto de extensão Cineclube Araguaia. A exibição de Piratas do Vale do Silício (EUA, 1999), será nesta terça-feira, 17/10, às 18h30, no auditório Bueno da Faculdade. Para quem tem em mente ser dono do próprio negócio, a oportunidade é perfeita. A mediação fica por conta do professor e publicitário Rodrigo Ferreira, que ministra aulas de Empreendedorismo, entre outras disciplinas nos cursos de Comunicação da Faculdade Araguaia.

Professor convidado é o Doutor pela Universidade Federal de Goiás (UFG) Wagner Bandeira da Silva, que coordena a pós-graduação em Inovação em Mídias Interativas da UFG. “A ideia de convidar o professor Wagner Bandeira surgiu pela proximidade que ele tem com essa temática, e por acreditar que ele vai somar muito em estar conosco nessa noite, já que estamos estudando os novos modelos de negócio em comunicação”, diz o professor Rodrigo Ferreira.

Além do convidado externo, mais dois alunos de 6º período – um de Jornalismo e outro de Publicidade e Propaganda, respectivamente Jairo Menezes e Michel Marques – participarão como debatedores. Esta é uma das novidades desta sétima edição do Cineclube Araguaia. O filme Piratas do Vale do Silício é o terceiro a ser exibido neste semestre. Vale destacar que o evento é gratuito e aberto à comunidade em geral.

 

O FILME

Piratas do Vale do Silício (EUA, 1999) nem chegou a passar pelos cinemas, foi direto para exibição nas televisões. Conta a história do desafio de empreender num mercado promissor, mas que era desconhecido por maioria das pessoas que viviam à época que se passa a trama, na década de 1970. A informática não era algo comum por pessoas normais, mas foi criada e desenvolvida por uma única empresa; tornar-se o concorrente dela era um desafio. Até que um jovem empreendeu e pensou além.

Como foi criado o produto logo depois de o criador sair do ambiente acadêmico, como o público alvo teve acesso a ele, e como o concorrente do grande empresário pioneiro se tornou o homem mais rico do mundo são respostas que todos conseguirão ter logo após essa exibição.

 

O PROJETO

A ideia de criar o projeto de extensão Cineclube Araguaia surgiu durante o planejamento acadêmico de 2014/2, por sugestão dos professores Frederico Carvalho, Juliana Junqueira e Viviane Maia. A ideia era discutir questões trabalhadas em sala de aula para os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, além de trazer à tona questões atuais, pautados sempre pelo assunto norteador do semestre.

Em 2017/2, na sétima edição, o projeto foi intitulado Empreendedorismo na Telona. A proporção foi tão grande, que se tronou uma das principais atividades de extensão dos cursos. “Sempre buscamos inovar, e nesse semestre teremos as mesas de debates, que contarão com alunos de Publicidade e Propaganda e também de Jornalismo”, acrescenta a coordenadora dos cursos Viviane Maia.

 

FICHA TÉCNICA

FILME: Piratas Do Vale do Silício (Pirates of Silicon) https://www.youtube.com/watch?v=zqrElTpdm78

GÊNERO: Drama

ANO: 1999

ORIGEM: Estados Unidos da América

DIREÇÃO: Martyn Burke

ELENCO: Anthony Michael Hall, Noah Wyle, Bodhi Elfman, Joey Slotnick, John Di Maggio, Josh Hopkins, Gema Zamprogna, Allan Royal.

DURAÇÃO: 95min

 

SERVIÇO

QUE? 7ª Edição do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia

ONDE? Auditório da Faculdade Araguaia (unidade Bueno)

QUANDO? 17/10/2017, às 18h30

POR QUÊ? Oportunidade de aprender sobre empreendedorismo

COMO? Exibição de filme seguida de debate

PARA QUEM? Alunos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo e comunidade em geral

ENTRADA FRANCA

O sem voz!

Essa crônica brinca com o dualismo escuta/voz abordando a dificuldade de ser ouvido na sociedade marcada pelas imagens.
A produção é de estudantes de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia, em Goiânia, sob a supervisão do professor Gildésio Bomfim.

Estudantes: Rodolfo Pena, Gabriela Castro, Rodrigo Estrela, Maria Guilherme, Ana Cláudia Porto. Para ouvir, clique no link abaixo:

https://soundcloud.com/radiojornalismo-919344972/o-sem-voz

 

Paisagem sonora e o fenômeno da sinestesia…

A possibilidade de aguçar os vários sentidos humanos é trabalhada neste áudio, que aborda o fenômeno da sinestesia a partir de uma paisagem sonora. O trabalho foi produzido pelos estudantes de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia Oliver Filho, Gabriel Serejo e Matheus Pessoa. Para ouvir, clique no  link abaixo:

 

https://soundcloud.com/radiojornalismo-919344972/sinestesia