Faculdade Araguaia discute as relações entre a Ditadura Militar e a mídia

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinícius Martins

 

Foi realizada na última quarta-feira (29), a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia 2018/2, como parte da programação da Semana de Integração Acadêmica. Na ocasião foi exibido o filme O Dia que Durou 21 Dias, para relembrar a ditadura militar no Brasil e os 50 anos do Ato Institucional nº 5.

A Semana de Integração da Faculdade Araguaia reuniu calouros e veteranos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, além de grandes nomes da comunicação, como o Professor Renato Dias, a jornalista Glória Drummond e o coordenador do curso de Jornalismo da PUC-Goiás, Antônio Carlos.

O evento apresentou o documentário AI-5 – O Dia Que Não Existiu, dirigido pelo jornalista Paulo Markun, que mostra a crise política que motivou a decretação do Ato Institucional nº 5, levando ao extremo o autoritarismo do regime militar, em 1968. Por fim, a mesa redonda composta pelos convidados discutiu suas experiências com a ditadura militar, além dos efeitos que a mesma causou na imprensa brasileira.

Para entendermos o contexto

Quando falamos em ditadura, nos referimos a qualquer regime de governo autoritário em que todos os poderes estão sob autoridade de um indivíduo ou de um grupo. No caso de uma ditadura, ou regime militar, que é aquele composto por militares, o grupo que detém o poder quase sempre chega a ele por meio de um golpe de Estado.

As ditaduras militares que não contam com o apoio popular são marcadas pela crueldade, por perseguições e torturas aos defensores da oposição, e pelo desrespeito aos Direitos Humanos. Um golpe de Estado consiste no derrubar de um governo legítimo, podendo apresentar características pacíficas ou violentas. Portanto, o controle do Estado passa subitamente das mãos de um governo constitucionalmente eleito para outro grupo de governantes. No caso de uma ditadura militar, esse controle é exercido por uma equipe de militares.

Uma das características destes regimes, é que eles geralmente se apresentam como apartidários, ou como um partido “neutro” que pode trazer a liderança necessária para a sociedade em tempos de crise. Eles também tendem a retratar civis como políticos corruptos e ineficazes.

Em casos extremos, e como demonstração desta liderança, o militar, ou conjunto de militares no comando, implantam um sistema de leis denominado lei marcial. Este sistema consiste na suspensão de todas as (ou parte das) liberdades fundamentais do cidadão, como o ato de se deslocar, se reunir e principalmente manifestar sua opinião.

Ditadura militar no Brasil

No Brasil, o regime militar ocorreu entre 1964 e 1985. Também conhecido como Quinta República Brasileira, o país permaneceu sob a influência de sucessivos governos militares durante mais de 20 anos. As tensões políticas se destacaram no Brasil na década de 1950 quando importantes círculos militares, os quais adquiriram grande poder político após a vitória na Guerra do Paraguai, se aliaram a ativistas de direita na tentativa de impossibilitar que presidentes como Juscelino Kubistchek e João Goulart tomassem posse, devido à sua concordância com ideologias comunistas.

Em 1961, Goulart foi autorizado a assumir o cargo, sob um acordo que diminuiu seus poderes como presidente com a instauração do parlamentarismo. No entanto, este sistema durou somente um ano dando lugar ao presidencialismo, o que fez com que os poderes de Goulart crescessem e o fizessem propor a implementação de políticas de esquerda, como a reforma agrária e a nacionalização de empresas em vários setores econômicos.

Com o receio de que o Brasil se unisse a Cuba como parte do bloco comunista da América Latina, políticos influentes, setores conservadores da Igreja Católica, os latifundiários, a burguesia industrial e uma parcela da classe média solicitaram uma “contra-revolução” por parte das Forças Armadas para afastar João Goulart do governo. O golpe se consolidou na madrugada de 31 de março de 1964, quando tropas militares, sob o comando do general Olympio Mourão Filho, se mobilizaram para o Rio de Janeiro, onde Goulart se encontrava, o que o fez partir para o exílio no Uruguai.

O primeiro Presidente da República no regime militar foi o marechal Castelo Branco, o qual afirmava que a intervenção era apenas temporária e tinha caráter corretivo. No entanto, as Forças Armadas, lideradas pelo general Artur da Costa e Silva, não tinham como prioridade o caráter moderador, mas sim estipular a linha dura de reprovação às atividades políticas esquerdistas, consideradas pelos militares golpistas como “terroristas”.

Imediatamente após a tomada de poder pelos militares, foram estabelecidos dezessete Atos Institucionais, que eram conjuntos de normas e decretos utilizados como mecanismos de legitimação e legalização das ações políticas dos militares, designando para eles próprios vários poderes extraconstitucionais. Por meio das normas estabelecidas por estes atos, o governo militar tinha o poder de alterar a constituição, cassar leis legislativas, instituir eleições indiretas para presidentes da República, dissolver todos os partidos políticos existentes no país, estabelecer regras para a reforma agrária, banir do território brasileiro as pessoas consideradas “perigosas para a segurança nacional”, entre outros.

Um dos Atos Institucionais que mais merece destaque é o AI-10, que atingiu direta ou indiretamente os cargos administrativos, as instituições de ensino e as organizações consideradas de interesse nacional, por meio de cassações e suspensões de direitos políticos. Por este motivo, mais de 500 pessoas foram atingidas com punições, entre elas membros do Congresso Nacional e das assembleias estaduais e municipais, jornalistas, militares, diplomatas, médicos, advogados e professores.

Em 13 de dezembro de 1968, entrou em vigor o mais duro golpe na democracia que deu poderes quase absolutos aos militares, o Ato Institucional número 5. Este se tornou o maior marco da repressão durante o regime militar. Chamado de “golpe dentro do golpe” pelo jornal Correio da Manhã, esse decreto marca o período denominado “anos de chumbo”, que vai do governo de Costa e Silva até o fim do Governo Médici.

O estopim para a implantação do AI-5 ocorreu no contexto das manifestações estudantis, com a morte do estudante Édson Luís Souto durante um protesto contra o atraso das obras no restaurante estudantil Calabouço, no estado do Rio de Janeiro.Em resposta, o deputado Márcio Moreira Alves, do Movimento Democrático Brasileiro, discursou no Congresso sugerindo que a população sabotasse o desfile de 7 de Setembro e que as mulheres não se relacionassem com oficiais que fossem coniventes com a violência operada pelos militares. Por isto, o AI-5 passou por cima da Constituição elaborada pelos próprios militares e deu amplos poderes ao Executivo para perseguir e punir seus opositores retirando-lhes qualquer garantia constitucional.

Dentre as medidas decretadas pelo AI-5, estava o fechamento do Congresso Nacional e das Assembléias Legislativas, a permissão para o governo federal, sob pretexto de “segurança nacional”, para intervir em estados e municípios, a ilegalidade das reuniões políticas não autorizadas pela polícia causando diversos toques de recolher em todo o país, o cancelamento do habeas corpus por crimes de motivação política, a suspensão dos direitos políticos dos cidadãos considerados subversivos, privados por até dez anos da capacidade de votação ou de eleição, e a censura da imprensa e de todo tipo de arte, como teatro, música, cinema e televisão, mesmo por motivos vagos como a subversão da moral ou dos bons costumes.

Manchete do Diário de São Paulo sobre a interrupção do Congresso após a implantação do AI-5.

 

O AI-5 se instaurou no país por 11 anos, e durante os seus primeiros meses, a população vivia um terror. Vários servidores foram aposentados ou cassados, intervenções foram realizadas na diretoria de sindicatos a fim de excluir lideranças de oposição, estudantes, professores e demais funcionários das universidades também foram alvo dos militares que, a partir do Decreto nº 477, passaram a suspendê-los por considerarem que praticavam “atividades subversivas”. Além disso, militares perseguiram, prenderam e torturaram milhares de pessoas, levando centenas a óbito, algumas cujos corpos até hoje não foram encontrados.

Em um contexto de euforia nacionalista e milagre econômico, o AI-5 teve espaço amplo de atuação, gerando reação contrária de resistência que fortaleceu os movimentos de oposição e a luta armada.

Ditadura militar e a imprensa

O regime militar atingiu direta e violentamente a imprensa brasileira. Os jornais O Estado de São Paulo e Correio da Manhã foram invadidos pela polícia e suas edições impedidas de circular. Antes mesmo que o AI-5 fosse divulgado através da Hora do Brasil, a polícia já havia prendido milhares de pessoas consideradas um perigo para a segurança nacional. Com a implantação deste ato, o país viveu uma censura aos meios de comunicação jamais vista no país. Novelas, peças de teatro, livros e até mesmo o Balé Bolshoi foi proibido de se apresentar no Brasil, por ser russo.

Diversas personalidades públicas foram forçadas ao exílio após a edição do AI-5, dentre elas os músicos Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque de Holanda. Durante o regime militar, alguns periódicos, como O Estado de S. Paulo, ainda tentaram preservar sua autonomia, no entanto o governo passou a utilizar a figura do censor para supervisionar a redação desses jornais, tentando manter o máximo controle possível sobre as informações veiculadas.

A censura aos meios de comunicação impressos tradicionais levou um grupo de profissionais a investir numa outra vertente, que foi chamado de imprensa alternativa, ou nanica, e se tomou o principal meio de denúncia das barbaridades cometidas pelos militares. O idealizador e criador da imprensa alternativa foi o humorista Millôr Fernandes, que produziu a revista Pif-Paf, em maio de 1964. A revista reuniu um grande número de artistas, cujo objetivo era criticar os valores da sociedade burguesa e as excessivas perseguições políticas, desaparecimentos e torturas do recém-instalado regime militar.

A bipolaridade invadiu os meios de comunicação no Brasil, deixando de um lado as mídias que apoiavam o Golpe, as quais tinham guarida legal e muitas vezes apoio econômico para operar, e de outro as mídias que eram opostas à ditadura. Neste período os estudantes, os intelectuais, os engajados políticos e os comunicadores foram as principais vítimas do sistema que contestavam.

Em 1970 foram criados os DOI (Departamento de Operações e Informações) e os CODI (Centro de Operação e Defesa Interna). O DOI-CODI na prática era uma máquina de repressão e tortura, utilizando seus porões para violentar os prisioneiros com choques elétricos, afogamentos, palmatórias, e em alguns casos, até mesmo a morte. Um dos casos mais enfáticos de tortura e morte no DOI-CODI foi do jornalista Vladmir Herzog, o qual foi encontrado com um cinto amarrado ao pescoço, e dado como suicida pela imprensa que apoiava a ditadura.

Mestres e historiadores falam sobre a Ditadura

Em entrevista ao Araguaia Online, o historiador Renato Dias destaca as conseqüências políticas, sociais e econômicas do regime para o Brasil, e dá a sua opinião sobre a maior ameaça à democracia do país.

Confira a entrevista:

ARAGUAIA ONLINE: Qual a sua visão sobre a Ditadura Militar no Brasil?

RENATO DIAS: Um golpe de Estado civil e militar depôs, em 1 e 2 de abril de 1964, o presidente da República, João Belchior Marques Goulart. Um nacional-estatista. Em sua versão trabalhista, Jango queria executar as Reformas de Base para construir um país menos desigual e mais democrático. Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica-, com o aval do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, além da cobertura negativa intensiva dos grandes conglomerados de comunicação e financiamento dos Estados Unidos, sob Lyndon Johnson, instalaram uma ditadura que durou 20 anos. Com milhares de presos, torturados, exilados, mortos, desaparecidos e demitidos. A economia produziu elevado endividamento externo, inflação, fome e desemprego. Com censura.

AO: O que significa para o país o marco de 50 anos da época mais violenta de sua história?

RD: 50 anos depois. O Brasil sofre, em 2016, um golpe pós-moderno. Líquido. Frio. Sem tanques e com togas. Com o aval de um Congresso Nacional financiado por recursos ilegais. Com o suporte dos EUA e dos monopólios de mídia. Controlados por apenas sete famílias. Um impeachment sem crime de responsabilidade. O resultado? 27,7 milhões de desempregados e desalentados; 36 milhões no mercado de trabalho informal ou invisível, sem renda fixa, direitos trabalhistas ou previdenciários; 19,5 milhões de pessoas na pobreza extrema, com consumo de menos de um dólar por dia. Com 63 mil homicídios em 2017. Maior do que a Guerra na Síria. Retrocessos políticos e sociais. Triste. Trágico.

AO: O Brasil ainda tem características deixadas pela Ditadura?

RD: O Brasil não puniu os responsáveis por prisões ilegais, torturas e desaparecimentos. O racismo, a homofobia, o sexismo, a misoginia, a xenofobia e a violência nas ruas, delegacias e no sistema prisional, constituem heranças das ditaduras do Estado Novo – 1937 à 1945 – e civil e militar – 1964 à 1985.

AO: No atual cenário político e econômico em que o país se encontra, qual seria a maior ameaça para um possível retorno do regime militar?

RD: O capitão do Exército na reserva Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas para a Presidência da República é, hoje, a maior ameaça para a frágil democracia do Brasil.

O professor, historiador e jornalista Renato Dias.

A professora Viviane Maia, jornalista e coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia, reitera a importância da discussão sobre a ditadura militar, não só nos cursos de comunicação social, mas em todas as outras graduações. Ela afirma que existe a necessidade do conhecimento deste capítulo negro e recente da nossa história, por parte dos alunos.

“O que a gente propõe aqui na faculdade com esta discussão, é resgatar o que foi este período no Brasil, o que ele representou para o país e de que forma ele impactou na vida das pessoas e no jornalismo.” Viviane ainda destaca a importância de todo brasileiro conhecer a sua história e este capítulo da ditadura, para que não hajam clamores por parte da população para que estes dias se repitam.

Cursos de comunicação discutem eleições e aniversário do AI-5

Texto: Samantha Henrique

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Com intuito de discutir temas atuais e relevantes para a formação de seus alunos, os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia definem a cada semestre um assunto norteador. Por isso, no segundo semestre de 2018, alunos e professores participarão de atividades que vão abordar o tema Eleições e Política na Rede, entre palestras, mesas redondas e sessões de cineclube.

O tema foi escolhido em decorrência de 2018 ser um ano eleitoral. Nas próximas eleições serão escolhidos o presidente e o vice-presidente do Brasil, além de governadores dos estados, senadores, deputados federais e estaduais. A professora Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Comunicação, destaca a importância de se discutir o tema.

“Estamos vivenciado momentos turbulentos e controversos com relação à política no Brasil. Além disso estamos em plena campanha eleitoral. Por isso, não há nada mais urgente e atual do que discutir a influência das mídias, em especial as mídias digitais, no quadro político e eleitoral brasileiro”.

O fato do Ato Instituicional nº 5 completar 50 anos no próximo dia 13 de dezembro também motivou a escolha pela pauta. A coordenadora de cursos alerta para a emergência de se relembrar a história recente do Brasil, desconhecida por muitos discentes.

“O AI-5 representou o golpe dentro do golpe. O Brasil já vivia um clima de repressão, desde 1964. É fundamental discutirmos, relembrarmos o que foi a ditadura militar. Lembrar para não esquecer. O mais preocupante é que existe um desconhecimento por parte dos nossos alunos sobre a história do Brasil. Temos de colaborar para formação crítico-reflexiva dos nossos alunos.”

Professora Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Comunicação da Faculdade Araguaia

Filme mostra como os EUA colaboraram para o golpe militar no Brasil

Para relembrar e discutir sobre a ditadura militar no Brasil, será realizada na próxima quarta-feira, 29 de agosto, a partir das 18h30, a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia 2018/2, no auditório da unidade Bueno. O filme escolhido é AI-5 – O Dia que Durou 21 Anos.

Após a exibição do filme, será realizada uma mesa redonda que contará com a presença do jornalista, sociólogo e escritor Renato Dias; jornalista Glória Drummond; e o professor e coordenador do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Antônio Carlos Cunha.

Renato Dias atualmente é repórter especial do Diário da Manhã, pesquisador da ditadura militar brasileira e outros regimes autoritários. Recebeu no ano de 2017 o Prêmio Nacional de Jornalismo e Direitos Humanos. Tem um irmão desaparecido político desde 1972.

Glória Drummond é jornalista da velha guarda. Iniciou a carreira em Goiás como apresentadora de telejornalismo da TV Anhanguera, no final dos anos 1960; atuou como editora de cultura no jornal O Popular, na década de 1980; e foi vítima da ditadura militar logo após o golpe militar, em 1964.

Pesquisador, jornalista e professor universitário, Antônio Carlos Cunha também tem sua história marcada pela ditadura militar brasileira. Nasceu no Chile, em 1973, porque seus pais fugiram para o país vizinho perseguidos pelo regime de exceção.

Ditadura militar no Brasil será tema de discussão do Cineclube Araguaia 2018/2, no dia 29 de agosto

AI-5 – 50 ANOS: Política, processo eleitoral e ditadura militar pautam discussões na Faculdade Araguaia

Os cursos de Jornalismo e Publicidade realizam eventos para relembrar os anos de chumbo e discutir eleições em tempos de mídias digitais

Texto e edição: Profa. Viviane Maia

 

Este ano promete ser bem movimentado no que diz respeito à política. No dia 7 outubro, os brasileiros vão às urnas para escolher seus representantes em níveis nacional e estadual. Foi dada a largada à corrida pela preferência e, consequentemente, voto dos eleitores. Já em 13 de dezembro o Ato Institucional nº 5 – que foi chamado de golpe dentro do golpe – completa 50 anos. Um fato tão relevante não poderia passar em branco.

Diante deste cenário, professores, alunos e convidados dos cursos de Jornalismo e Publicidade da Faculdade Araguaia (FARA) discutirão ao longo do semestre o tema política e seus desdobramentos tomando como gancho as eleições e a importância das mídias, especialmente as digitais, neste processo; e a ditadura militar no Brasil e suas consequências.

Para iniciar os debates, na próxima segunda-feira, 27, será realizada a aula magna do semestre 2018/2. Com o tema Eleições e Política na Rede, será proferida pelo pesquisador Marcos Marinho. Publicitário formado pela FARA, é especialista em Marketing Político e Eleitoral, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás e atualmente doutorando em Comunicação pelo Instituto Universitário de Lisboa.

Pesquisador Marcos Marinho.

Na quarta-feira 29, será realizada a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia, com a exibição do documentário O dia que que durou 21 anos. Após o filme, ocorrerá uma mesa-redonda com a participação do sociólogo, escritor e jornalista Renato Dias; coordenador do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Antônio Carlos Cunha; e a jornalista Glória Drummond. A mediação ficará a cargo da professora Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Comunicação da FARA.

O sociólogo, escritor e jornalista Renato Dias

Coordenador do curso de Jornalismo da PUC-GO), Antônio Carlos Cunha

A jornalista Glória Drummond

Os dois eventos serão realizados no auditório da unidade Bueno da FARA, das 19h às 22h, abertos à comunidade em geral e entrada franca. Na segunda-feira, antes da aula magna, às 18h30, será realizado o lançamento da revista #Comunica!, produzida pelo alunos de Jornalismo sob a batuta professores Eduardo Ávila, Patrícia Drummond e Viviane Maia. Na quarta 29, será a vez do lançamento do livro Gestão da Comunicação Hospitalar, do José Antônio Cirino, pesquisador e professor da FARA.

 

Obra revela bastidores do AI-5

O documentário O dia que durou 21 anos (Brasil, 2011) foi o escolhido para a primeira sessão do Projeto de Extensão Cineclube Araguaia. A obra é uma produção da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares, filho de uma das vítimas da ditadura. O material apresenta os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964.

Documentos inéditos e oficiais, amparados em depoimentos de acadêmicos norte-americanos e brasileiros, revelam como, sob o pretexto do avanço comunista em Cuba, os Estados Unidos vieram ao Brasil e compraram, literalmente, políticos, governos estaduais e, acima de tudo, meios de comunicação, que enriqueceram graças à intervenção americana. O filme é dividido em três partes e tem duração de 57 minutos.

 

Promovido pela coordenação dos cursos de Comunicação da FARA, o Cineclube Araguaia é uma atividade de extensão que busca levantar discussões acerca de temas atuais, por meio da exibição de obras audiovisuais. Abertas à comunidade em geral, as sessões contam sempre com a participação de convidados, que participam de um bate-papo com a plateia. Criada em 2014, a iniciativa chega a sua nona edição neste semestre.

 

Revista #Comunica apresenta formato inédito

Henry Jenkins lembra que vivemos um momento de transição midiática. Na atualidade as mídias estão se reinventando para ocuparem as plataformas digitais. Dentro deste contexto, o jornalismo impresso também vem se adequando para ser consumido em novos dispositivos midiáticos, como smartphones, tablets e afins. Por isso, é imprescindível compreender que o impresso é uma forma de se fazer jornalismo. Não se resume ao texto publicado em folhas, mas sim a uma discussão mais aprofundada e interpretativa sobre os fatos. Não importa se vai ser lido no papel ou no celular.

É com este pensamento que foi criada a revista #Comunica!, fruto da parceria entre disciplinas dos cursos de Jornalismo e Publicidade da FARA, que cuidaram respectivamente das partes editorial e comercial da publicação. O objetivo é ofertar um produto diferente do formato das revistas tradicionais e com uma proposta de leitura que vai ao encontro da contemporaneidade e da cultura digital: a não linearidade. Por isso, as páginas são soltas e o leitor não precisa seguir uma única ordem de leitura.

Segundo os idealizadores do projeto – professores Eduardo Ávila (editor de Arte), Patrícia Drummond (editora de Executiva) e Viviane Maia (editora Geral), este novo arranjo serve também para demonstrar que não existe uma hierarquização editorial, destacando o que vem no início, meio ou fim da publicação. Ou seja, todos os conteúdos têm o mesmo grau de importância.

Esta primeira edição contou ainda com a participação da professora Márcia Pimenta, que coordenou a produção do conteúdo comercial da publicação – anúncios produzidos pelos alunos que compõem a Settma – Agência Experimental da FARA; e do diagramador Fábio Salazar. Os textos são assinados por alunos de Jornalismo. Além da versão impressão, a publicação conta também com versão digital.

 

Livro discute gestão da comunicação hospitalar

Assinado por José Antônio Cirino e lançado no mês passado, durante a 12ª Convenção Brasileira de Hospitais, em Goiânia, o livro Gestão da Comunicação Hospitalar tem cunho didático e reflexivo e apresenta orientações específicas para o desenvolvimento de ferramentas internas e externas de relacionamento com os públicos da unidade de saúde, elucidando as principais diferenças e desafios dessa estruturação.

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Bezerra Pinto, a publicação veio preencher a lacuna existente na aplicação prática das ações de comunicação com um enfoque de gestão estratégica no âmbito hospitalar. O autor destaca que “nos processos assistenciais, ao interagir com os pacientes e familiares, nas ações de transparência, com os investidores, ou mesmo na relação com a sociedade, as unidades de saúde lançam mão da comunicação, por isso é fundamental abordar suas especificidades e desafios na área hospitalar”.

José Antônio Cirino é comunicólogo, professor da FARA, consultor e pesquisador que atua desde 2009 na área hospitalar. Organizador dos livros Mídias e Desigualdade e Comunicação e Mídia: interfaces com a cidadania e com a cultura, é também doutorando em Comunicação e Sociabilidade pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás e especialista em Gestão de Projetos e em Gestão de Marketing.

O comunicólogo e professor da FARA, José Antônio Cirino

 

SERVIÇO

27/8 (segunda)

18h30 – Lançamento da Revista #Comunica

Participação: editores da revista (professores Eduardo Ávila, Patrícia Drummond e Viviane Maia), diagramador Fábio Salazar

19h – Aula Magna

Tema: Eleições e Política na Rede

Com: Professor, pesquisador e consultor Marcos Marinho

Mediação: Profa. Juliana Junqueira

Local: Auditório da unidade Bueno da FARA (Av. T-10 nº 1.047)

Entrada franca

 

29/8 (quarta)

18h30 – Lançamento do livro Gestão da Comunicação Hospitalar

Com: José Antônio Cirino, autor da obra

19h – Projeto de Extensão Cineclube Araguaia

Filme:  O dia que que durou 21 anos

Debatedores: Antônio Carlos Cunha, Glória Drummond e Renato Dias

Mediação: Profa. Viviane Maia

Local: Auditório da unidade Bueno da FARA (Av. T-10 nº 1.047)

Entrada franca