Faculdade Araguaia lança projeto de rádio experimental

A rádio Araguaia On é mais um desafio realizado por alunos da instituição.

Texto: Giselle Vieira

Edição: Vinícius Martins

 

Equipe de alunos responsáveis pela rádio Araguaia On. Crédito: divulgação.

Na próxima quinta-feira, 4 de outubro de 2018, a Faculdade Araguaia inaugura seu mais novo projeto radiofônico: a rádio Araguaia On.

Os idealizadores da proposta são acadêmicos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. “O objetivo é praticar o que foi abordado em sala de aula na teoria, preparando o aluno para o mercado de trabalho”, explica a aluna Dilma Zago, uma das responsáveis por esse trabalho.

O objetivo é transmitir para os estudantes da instituição informações de eventos que acontecem na faculdade de forma prática e descontraída. Os programas são curtos e tem linguagem fácil.

A programação será gravada e transmitida todas as quintas-feiras, no período noturno.

O material veiculado será disponibilizado em uma plataforma online. Todos os alunos da faculdade ainda poderão participar das sugestões de pautas e na construção de matérias.

 

Mesa-redonda discute as pesquisas eleitorais

Texto: Samantha Henrique

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Seguindo o tema norteador do semestre, a coordenação dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia promove na próxima segunda-feira,17 de setembro, a mesa-redonda intitulada Comunicação e Pesquisa em Período Eleitoral. O evento será das 18h30 às 22h, no auditório da unidade Bueno. A entrada é gratuita e o evento é aberto à comunidade em geral.

O debate contará com a participação do publicitário, pesquisador, especialista em marketing político e eleitoral e doutorando em Comunicação Marcos Marinho; coordenador do curso de pós-graduação em Inovação em Mídias Interativas da Universidade Federal de Goiás, professor Wagner Bandeira da Silva; e o pesquisador, mestre em Cultura Visual e professor do curso de Publicidade e Propaganda da UFG, Marcilon Almeida Melo. A mediação ficará a cargo do jornalista e professor da Faculdade Araguaia, Altair Tavares.

Professor da Faculdade Araguaia, Altair Tavares será o mediador do evento.

Os debatedores foram convidados por terem a mesma linha de trabalho com pesquisa e manejo de dados. Serão discutidos pontos importantes e que merecem destaque neste momento oportuno em que o Brasil se encontra. O foco do debate será voltado para a realização das pesquisas políticas, a maneira adequada de se usar dados de pesquisas e a confiabilidade desses dados. A instituição acredita que é importante colaborar para a formação crítico-reflexiva dos alunos.

“Em um país que vem vivendo momentos turbulentos e controversos com relação à política e que está em campanha eleitoral, discutir a influência das mídias, em especial as mídias digitais, é primordial,” enfatiza a coordenadora dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo da FARA, Viviane Maia.

Convidados vão discutir a realização das pesquisas políticas e a utilização adequada destes dados.

SERVIÇO

Mesa-redonda: Comunicação e Pesquisa em Período Eleitoral

Data: 17 de setembro
Horário: 19h às 22h
Local: Auditório Bueno da Faculdade Araguaia
Entrada franca

Uso das mídias digitais e tradicionais em período de campanha eleitoral

Apesar do uso intenso das mídias sociais nas campanhas, a mídias tradicionais ainda são as plataformas que recebem mais atenção

Texto: Avelino Mateus

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Em tempo de eleições, na contemporaneidade, as mídias sociais são uma realidade instaurada, seja por meio de sites, blogs ou redes sociais, as discussões estão cada dia mais afloradas. Com as novas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017, a plataforma digital se tornou um meio ainda mais atrativo para as campanhas eleitorais, os candidatos poderão pagar para impulsionar propagandas nas redes sociais, além disso, poderão receber doações de eleitores por meio das chamadas vaquinhas virtuais.

Apesar do meio virtual estar ganhando cada vez mais espaço, as mídias tradicionais – televisão, rádio e impresso – ainda são as plataformas que recebem mais atenção para a propaganda política. A imagem do candidato seja talvez a maior preocupação nessas eleições, com os últimos escândalos de corrupção e a revolta da população, o brand dos candidatos volta-se principalmente para campanhas institucionais, a figura do não-político cresce constantemente, sugerindo aos candidatos que reposicionem suas marcas.

Para discutirmos melhor essa relação entre mídia e eleições, conversamos com o pesquisador em comunicação política, professor, consultor de marketing e comunicação, Marcos Marinho, que ministrou a aula magna do semestre 2018/2 para os alunos de Jornalismo e Publicidade e será um dos debatedores da mesa-redonda Comunicação e Política em Período Eleitoral, na próxima segunda-feira, 17 de setembro, das 19h às 22h, no auditório da unidade Bueno. Confira a entrevista a seguir.

 

Araguaia On Line –  Com a ascensão das mídias sociais nos últimos anos, elas se tornam mais importantes em campanhas eleitorais ou a mídia tradicional ainda é a principal plataforma de propaganda?

Marcos Marinho – Vivemos um novo paradigma da comunicação onde as multiplataformas devem ser observadas e utilizadas como forma de acessar, conquistar, mobilizar e engajar os eleitores. A comunicação deve ser pensada de acordo com as características de cada canal e do target (alvo) que se pretende acessar. É ultrapassado, na minha opinião, esse debate sobre quem é mais importante.

 

Até onde a influência das mídias sociais pode afetar o resultado final das eleições?

Até onde elas forem bem planejadas, integradas às outras plataformas de comunicação e ações de campanha e, principalmente, trabalhadas de modo estratégico e profissional, com conteúdo bem feito e adaptado aos canais em uso. Quem não entende as funções reais das ferramentas da web acaba por atribuir a elas uma expectativa inalcançável.

 

Tem se vendido a imagem do “não-político”. Você acha que a fadiga do eleitor e uma busca pela renovação colaboram para que os candidatáveis reposicionem os discursos?

A imagem do não-político é sim um mote que está em uso. Porém, a meu ver, não cola para todos os cargos e já não tem o mesmo apelo que teve em eleições passadas.

 

As eleições deste ano terão um curto tempo de campanha. O que mais conta na imagem do político para conquistar adeptos? E qual a melhor estratégia de comunicação considerando o tempo de campanha?

O que mais conta é o trabalho prévio de apresentação e consolidação de imagem. Com o tempo mais curto, candidatos pouco conhecidos possuem menos chances de serem eleitos. A imagem e o discurso devem ser alinhadas à significação que o candidato possui junto aos seu target e, fundamentalmente, coerente com o contexto em que ocorre o pleito. A melhor estratégia é não deixar para fazer o trabalho só durante o período da campanha.

O pesquisador e consultor, Marcos Marinho. Foto: acervo pessoal.

Goiás tem maior crescimento em transplantes renais do país

O procedimento é uma opção de tratamento para os pacientes que sofrem de doença renal crônica avançada. Até agosto de 2018 foram realizados 92 transplantes no HGG

Texto: Maria Planalto

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Créditos da imagem: Deccan Chronicle

A doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes o transplante pode ser a única esperança ou a oportunidade de um recomeço para uma pessoa. O Serviço de Transplantes Renais do Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG) registrou, no primeiro trimestre de 2018, um crescimento de 100% no número de transplantes renais realizados na unidade. O comparativo é em relação ao mesmo período do ano passado. Até agosto de 2018, a unidade registrou um total de 92 transplantes de rins.

Goiás e outros quatro estados (Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará) apresentaram o aumento deste tipo de procedimento. Contudo, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes, o Brasil registrou uma queda de 10% no número de transplantes renais no primeiro trimestre de 2018, quando comparado ao mesmo período de 2017.

Para coordenador do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do HGG, Marcelo Rabahi, além dos bons resultados em relação ao número de transplantes realizados em Goiás, é importante que os processos sejam satisfatórios. A avaliação dos casos transplantados no ano de 2018 mostra que 92,3% dos pacientes obtiveram sucesso com o procedimento. “Esses dados trazem a certeza que a decisão de implementação do serviço de transplante renal foi acertada e o trabalho multidisciplinar desenvolvido na instituição deve continuar”, explicou.

Gastos

A prevalência de doenças renais crônicas vem crescendo na maioria dos países, consequentemente também existe um aumento de internações e consumo de recursos financeiros. O Sistema Único de Saúde (SUS) é o responsável pelo financiamento de 90% dos tratamentos de pacientes que se encontram em terapia renal substitutiva, como a diálise, que inclui a hemodiálise e diálise peritoneal.

“O transplante renal representa uma alternativa custo-efetiva para o tratamento das doenças renais crônicas, por isso, devemos investir cada vez mais tanto no incentivo da doação de órgãos quanto no investimento dos serviços de transplante no setor público”, avaliou Marcelo Rabahi.

Em Goiás, existem mais de 190 pessoas na fila de espera por um transplante de rim. O número de doares no Estado é baixo se comparado à média nacional. Ao fim do primeiro semestre deste ano, a taxa foi de 7,2 doadores por milhão de população, sendo a média nacional de 16,2 por milhão, conforme dados da Secretária Estadual de Saúde de Goiás.

O profissional por trás do transplante

Entre a retirada e o transplante de um órgão existem uma série de etapas. Para que isso seja possível, é necessário que o órgão corresponda a uma série de exigências até chegar ao novo corpo. Essas etapas vão desde as mais simples, como a verificação do tipo sanguíneo, até uma série de análises realizadas pelo Médico Patologista. Este profissional é o responsável por verificar se o órgão está em pleno funcionamento para desenvolver sua função em um novo organismo.

“Para que um órgão seja aceito em um corpo diferente, precisamos levar em conta não só a classificação sanguínea, mas o tamanho e a capacidade de desenvolver suas funções, pois em casos de mortes por infecção, por exemplo, o transplante pode ser descartado”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Dr. Clóvis Klock. A equipe médica, além desses especialistas, também é responsável por encontrar um destino com critérios de proximidade, considerando o tempo útil do órgão fora do corpo, gravidade do paciente e o tempo na lista de espera.

“Quando há um alerta de possibilidade de doação, tudo tem que acontecer com muita rapidez, partindo da conversa com os familiares, passando pela busca por um paciente compatível. Todo o processo deve acontecer respeitando o tempo limite de sobrevida de um órgão, que pode variar. Um coração pode ficar parado por até 4 horas, já um fígado resiste até 12 horas fora de um corpo e um rim aguenta 36 horas sem circulação sanguínea”, contou o Dr. Klock.

Quero ser Doador de Órgãos. O que fazer?

Se você quer ser doador de órgãos, avise a sua família.

Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.

No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.

Dois tipos de doador:

1 – O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concordo com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.

2 – O segundo tipo é o doador falecido. São paciente com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

 

A campanha ‘Setembro Verde’ é uma das iniciativas que incentiva a doação de órgãos. Créditos da imagem: Espaço Rafah