Cursos de Jornalismo e Publicidade realizam Semana de Integração Acadêmica 2019/1

Texto: Vinicius Martins

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Com o intuito de recepcionar os alunos recém-chegados, promover uma integração entre veteranos e calouros e apresentar a pauta norteadora do semestre, a coordenação dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia realiza a Semana de Integração Acadêmica 2019/1, de 18 a 22 de março, das 8h às 12h e das 18h30 às 22h, na unidade Bueno. A programação é variada e contará com aula magna, encontro de egressos, oficinas e sessão de cinema.

A programação será aberta com a aula magna, que será realizada em um formato especial: os convidados Francisco Lima Júnior, analista de Inovação de Competitividade do Sebrae/GO; e Marcos Alberto Bernardo de Campos, co-fundador e sócio do Instituto e Parque Tecnológico Gyntec serão sabatinados pelos professores Altair Tavares, Frederico Carvalho, Márcia Pimenta e Verônica Brandão. A mediação ficará a cargo da coordenadora dos cursos, professora Viviane Maia.

A terça-feira será reservada para o Encontro de Egressos, que será realizado em duas edições: uma no matutino e outra no noturno. O objetivo da atividade é reunir ex-alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade, que vão compartilhar suas experiências no mercado de trabalho com os atuais alunos.

A quarta e a quinta ficarão reservadas para oficinas diversas, que serão ministradas pelos professores dos cursos no matutino e no noturno. Já na sexta-feira, a programação será encerrada com sessões do cineclube nos dois turnos. O filme escolhido é Tempo Compartilhado, que será comentado pelos professores Gustavo Ponciano, Roberta Barros e Verônica Brandão.

 

PROGRAMAÇÃO

 

18 de março – Segunda-feira

18h30 às 22h – Aula Magna

Tema: Economia compartilhada: produção e consumo em comunicação

Convidados: Francisco Lima Júnior – Analista de Inovação de Competitividade do Sebrae/GO e Marcos Alberto Bernardo de Campos – co-fundador e sócio do Instituto e Parque Tecnológico Gyntec

Local: Auditório Bueno

 

19 de março – Terça-feira

8h às 10h30

Encontro de Egressos Matutino

Convidados:

Jornalismo: Kariny Bianca, Thaís Dutra e Yago Sales

Publicidade: Danúbia Borges, Jordão Vilela e Synval Jordão

Local: Sala de Atos

 

19 de março – Terça-feira

Encontro de Egressos Noturno

18h30 às 22h

Convidados:
Jornalismo: Alex Rodrigues, Patrícia Piassa e Thaís Dutra

Publicidade: Bruno Aquino, Marcelo Vieira e Wanessa Carneiro

Apresentação do Projeto de Responsabilidade Social Abrace uma Causa.

 

20 de março – Quarta-feira

Oficinas Matutino

8h às 12h

1. Mobgrafia – a fotografia mobile. A vida pelas lentes do smartphone (Karine do Prado)

2. Como fazer jornalismo usando o celular (Viviane Maia)

3. Um telefone na mão e uma ideia na cabeça: como produzir audiovisual usando o celular (Verônica Brandão)

Local: Salas e laboratórios do bloco 1

 

20 de março – Quarta-feira

Oficinas Noturno

18h30 às 22h

1. We love ABNT (José Antônio Cirino)

2. Redação criativa (Sandra Paro)

3. Roteiro e criação em rádio (Gildésio Bomfim)

4. Roteiro e criação em vídeo – Parte 1 (Verônica Brandão)

5. Texto opinativo em jornalismo: resenha e artigo de opinião (Patrícia Drummond)

6. Rotina na agência de publicidade (Cláudia Temponi)

7. Novas formas de consumo na economia compartilhada – Parte 1 (Márcia Pimenta)

Local: Salas e laboratórios do bloco 1

 

21 de março – Quinta-feira

Oficinas Matutino

8h às 12h

1. Roteiro audiovisual de ficção (Frederico Carvalho)

2. Let´s speak English (Maurício Lopes)

3. Um telefone na mão e uma ideia na cabeça: como produzir audiovisual usando o celular – Turma A (Verônica Brandão)

Local: Salas e laboratórios do bloco 1

 

21 de março – Quinta-feira

Oficinas Noturno

18h30 às 22h

1. Além da selfie – Fotos incríveis usando apenas o celular (Karine do Prado)

2. Julgamentos históricos: entre jornalismo, direito e ira (Roberta Barros)

3. Roteiro e criação em vídeo – Parte 2 (Verônica Brandão)

4. Boas práticas para e-mail marketing (Joseane Ribeiro)

5. Como fazer jornalismo usando o celular (Viviane Maia)

6. Novas formas de consumo na economia compartilhada – Parte 2 (Márcia Pimenta)

7. Edição audiovisual em Adobe Première (Juliana Junqueira) // Laboratório de Informática 2

Local: Salas e laboratórios do bloco 1

 

22 de março – Sexta-feira

8h às 12h

Cineclube – 1ª Sessão Matutino

Filme: Tempo Compartilhado

Local: Auditório Bueno

 

22 de março – Sexta-feira

18h30 às 22h

Cineclube – 1ª Sessão Noturno

Filme: Tempo Compartilhado

Local: Auditório do Colégio Téo

 

SERVIÇO:

Semana de Integração Acadêmica 2019/1

Quando: 18 a 22 de março

Horário: 8h às 12h (matutino) e 18h30 às 22h (noturno)

Onde: Faculdade Araguaia – Unidade Bueno (Av. T-10, 1047 – Setor Bueno, Goiânia – GO)

Entrada franca

Economia compartilhada será o tema do semestre

Texto e Fotos: Lu Couto e Willian Alves

Edição: Profa. Viviane Maia

 

A coordenação dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia lançará a pauta norteadora deste semestre – intitulada Economia Compartilhada: Produção e Consumo em Comunicação –, durante a abertura da Semana da Integração Acadêmica dos cursos de Comunicação, nesta segunda-feira, 18 de março, das 18h30 às 22h, no auditório da unidade Bueno. Este evento prossegue até a sexta-feira, 22, e tem por objetivo recepcionar os alunos, promover a integração entre alunos calouros e veteranos e apresentar as principais discussões e atividades que serão realizadas ao longo do semestre.

A escolha pelo tema economia compartilhada tem por objetivo promover uma discussão sobre quais são as novas maneiras de se produzir e consumir comunicação social no contexto da cultura digital e da nova economia. De acordo com a professora Márcia Pimenta, a economia compartilhada vem sendo estabelecida e consolidada nos últimos tempos. “O nosso papel, no processo de ensino e aprendizagem, é o de mostrar aos alunos as novas realidades que se apresentam no mercado. Temos de incentivar os discentes a pensar de maneira mais inovadora as práticas profissionais”, explica.

Professora Márcia Pimenta. Foto: Lu Couto e Willian Alves.

Segundo a coordenadora dos cursos de Comunicação Social, professora Viviane Maia, a cultura digital trouxe mudanças na forma de produzir e consumir informação e por consequência, mudanças na forma de fazer jornalismo e publicidade e propaganda. “O objetivo é levantar junto a comunidade acadêmica uma discussão sobre quais caminhos a comunicação social deve seguir nesse século XXI, a partir da ideia de economia compartilhada”.

Professora Viviane Maia. Foto: Lu Couto e Willian Alves.

A escolha desta pauta parece ter agradado também os estudantes. “Os temas das pautas norteadoras trazem sempre assuntos bem atuais e ajudam os alunos a pensarem e refletirem de forma diferente. O tema que iremos discutir nesse semestre, com certeza, irá ajudar em nossas carreiras, independente da área de atuação dentro da comunicação”, afirma o aluno do curso de Publicidade e Propaganda Diogo Teixeira.

Aluno do curso de Publicidade e Propaganda Diogo Teixeira. Foto: Lu Couto e Willian Alves.

A estudante de Jornalismo Maria Augusta do Planalto também reconhece a importância de se discutir esta pauta. Ela lembra que o jornalismo também tem de se adequar a essa nova economia. “Acho relevante a nossa Instituição abordar esse tema porque, hoje em dia, tudo pode virar negócio. O jornalismo também é um negócio”, expressa.

A estudante de Jornalismo Maria Augusta do Planalto. Foto: Lu Couto e Willian Alves.

SERVIÇO

Lançamento da Pauta Norteadora do Semestre 2019/1:
Economia Compartilhada – Produção e Consumo em Comunicação

Data: segunda-feira, 18 de março de 2019
Horário: às 18h30
Local: Auditório Bueno da Faculdade Araguaia

Casamento fora de moda

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

 

Véu, grinalda, vestido branco, buquê, igreja, daminhas e pajens. Todos esses substantivos já fizeram parte dos sonhos de muitas mulheres. Mas hoje o tempo é outro e cada vez mais cresce o número de pessoas que não querem casar. O Brasil registrou 1.095.535 casamentos civis em 2016, o que significa uma queda de 3,7% no total de casamentos em relação a 2015. É o que mostra a pesquisa mais recente da Estatísticas do Registro Civil 2016, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda não foi divulgado do ano de 2017.

Medo de perder a liberdade, falta de preparo financeiro e a busca pelo par perfeito podem estar afastando as pessoas do altar. E são os jovens que não querem casar. Um relatório do Urban Institute, de Washington, prevê que grande parte dos integrantes da chamada Geração Y ou geração do milênio, nascida entre os anos 1980 e 2000, chegará solteiros aos 40 anos.

Já os adultos estão formalizando suas uniões mais tarde, e a parcela de pessoas vivendo juntas e criando filhos fora do casamento aumentou significativamente, afirma o estudo. No Brasil, a idade média para o casamento passou de 23 anos para as noivas e 27 anos para os noivos, na década de 1970, para 30 anos para elas e 33 anos para eles, conforme o IBGE. A elevação da idade média ao casar nos últimos anos pode ser reflexo da maior dedicação aos estudos e da busca por salários mais elevados.

Entre os adultos ouvidos pelo Pew Research Center que nunca se casaram, mas que não descartam a possibilidade, 27% afirmam não estar financeiramente preparados para o casamento, e 22% dizem não estar prontos para sossegar. Outros 30% argumentam que ainda não juntaram os trapos formalmente por não terem encontrado alguém que tivesse as qualidades que buscam num cônjuge.

“O dinheiro é um dos motivos pelo qual os casais mais encontram dificuldade para o casamento. Eu diria que o problema não é o dinheiro, mas a forma como o casal lida com ele”, explicou a psicóloga Lívia Tomás. Segundo ela o segredo é trabalhar por meio de um diálogo e entender, verdadeiramente, o significado do dinheiro para cada um, assim há uma possibilidade de encontrar um denominador comum.

Crédito da foto: reprodução/internet.

Morar Junto

Cada vez mais casais optam por viver sob o mesmo teto e adiar ou até abrir mão do casamento. Segundo o IBGE, no Brasil é cada vez mais comum a opção pelo convívio em união consensual e a postergação do casamento formalizado.

A declaração de união estável está sendo uma opção muito procurada pelas pessoas que querem ter acesso aos benefícios das pessoas casadas, como o desejo de incluir o parceiro em planos de saúde e financiamento de imóvel, mas não querem passar por todos os requisitos formais que caracterizam o casamento no civil.

O Novo Código Civil define a união estável como uma “relação de convivência pública entre duas pessoas que é estabelecida com o objetivo de constituição familiar”. Uma novidade no que diz respeito a união estável, que está presente no Código é a não menção a um prazo mínimo de duração da relação de convivência para que ela seja considerada válida. No documento também é citado que não é um pré-requisito as duas pessoas morarem juntas, os declarantes podem morar em casas diferentes.

A principal diferença entre o casamento e a união estável é a partilha de bens em caso de morte, uma vez que o casamento considera a companheira viva herdeira de alguns bens do falecido, mesmo sem a necessidade de testamento, já a união estável não garante isso, é preciso ter um outro documento que ateste essa vontade por parte do casal. Outra diferença está no estado civil: quem está em uma união estável ainda responde como solteiro.

“Em Anápolis, o lixo vira flor”

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinicius Martins

 

A Prefeitura de Anápolis em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Habitação e Planejamento Urbano, promove ação que transforma resíduos orgânicos em fertilizantes, utilizando-os em hortas, canteiros e jardins da cidade. Estes resíduos – aproximadamente 30 toneladas –, que antes eram descartados no Aterro Sanitário de Anápolis, agora são convertidos em terra preta que atua como um solo bom e fértil para plantações. Desta forma, a chamada Compostagem Municipal aumenta a vida útil do Aterro Sanitário e gera mais economia para a cidade.

Algumas praças em Anápolis já têm utilizado a compostagem como componente de substratos para o cultivo e a produção de mudas. Esta transformação do lixo em flor, como destaca o diretor Antônio Zayek, mostra que o processo melhora a saúde do solo e das plantas, pois permite que organismos e microrganismos nasçam e vivam em meio a subprodutos do lixo. A Praça Badia Daher, no Bairro Jundiaí, é um exemplo de como os resíduos orgânicos podem ser aproveitados como adubo para a plantação de flores.

Canteiro de flores na Praça Badia Daher, plantado com fertilizantes provenientes da compostagem. Foto: Raquel Fernandes.

A compostagem é classificada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico, ou seja, o processo biológico de aperfeiçoamento da matéria orgânica seja ela de origem doméstica, industrial, urbana, agrícola ou florestal. Refere-se a um curso natural em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são encarregados pela deterioração de matéria orgânica, transformando-a em húmus, um material bastante fértil e rico em nutrientes. Os compostos produzidos devem apresentar alta qualidade para serem classificados como condicionadores de solo, tendo em vista que a coleta seletiva e a reciclagem de resíduos são uma solução fundamental, pois permite a diminuição do volume de lixo para disposição final em aterros e incineradores.

A compostagem é a meta do plano de resíduos, pois, se tratando do meio ambiente, é necessário compostar o material orgânico para se ter uma melhor destinação do lixo, convertendo-o em solo. Outro aspecto que valoriza a economia da cidade, é que as podas de árvores realizadas em Anápolis, por exemplo, eram levadas diretamente para o aterro sanitário. Agora, elas são moídas e compõem a matéria da compostagem, aumentando o seu volume e consequentemente a quantidade de solo produzido.

Em entrevista ao Araguaia Online, o diretor de Meio Ambiente, Antônio Zayek, afirma a importância da compostagem para a economia e para a saúde do solo das praças da cidade, além de exaltar Anápolis como a única referência neste processo no Centro-Oeste. Sobre a realização do processo de compostagem, Antônio Zayek explica que “o material coletado no mercado do produtor e nas feiras de Anápolis, que antigamente entrava no aterro sanitário, valia por tonelada R$ 41,50 pagos pela Prefeitura. Estes insumos contaminam muito o aterro, gerando gases e criando chorume devido à matéria orgânica. Então nós pegamos este material e compostamos em composteiras, que são leiras de aproximadamente dois metros de altura, e cobrimos com palha para manter a umidade. Desta forma, os microorganismos transformam os compostos orgânicos em solo. Este processo é realizado à beira do aterro, criando uma terra preta muito rica em nutrientes para as plantas.”

Já sobre a importância da compostagem para a cidade de Anápolis, o diretor destaca que “além da economia gerada, há também o ganho ambiental, pois se começa a produzir solo sem a necessidade de se comprar insumos. Com este material os jardins adquirem uma qualidade muito boa. Por este motivo, as flores da Praça do Planetário e da Praça Badia Daher estão tão bonitas. O processo é recente, tendo começado em junho, mas já produzimos aproximadamente 150 toneladas de composto. Sendo assim, a cidade se beneficia com uma ação correta, em que a vida útil do aterro sanitário não é diminuída, há uma economia ao não precisarmos comprar insumos, e passamos a ter jardins muito mais bonitos.”

Aedes aegypti: o poder da água sanitária

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Resistentes, os ovos do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, chinkungunya e zika vírus, podem sobreviver por um ano inteiro, sendo transportados a grandes distâncias, em recipientes secos. Eles ficam esperando só um pouquinho de água para eclodir. Por isso, o clima chuvoso e quente é tão perigoso para a formação das larvas e, depois, do mosquito.

O Aedes gosta de colocar os ovos nas paredes de criadouros com água limpa e parada, o que requer uma boa desinfecção com água sanitária (hipoclorito de sódio com concentração de cloro ativo entre 2,0% e 2,5%).

O poder do cloro no combate de possíveis criadouros do Aedes aegypti já foi comprovado cientificamente.  O produto também é capaz de matar a maior parte de germes e bactérias causadores das doenças transmitidas pela água contaminada das enchentes, como leptospirose, hepatites do tipo A e E e gastroenterites.

A ação do produto é reconhecida pelo Ministério da Saúde e foi comprovada por estudo do Laboratório de Radiobiologia e Ambiente do Centro de Energia Nuclear na Agricultura -CENA, da Universidade de São Paulo (USP). Encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor), o estudo mostrou que o hipoclorito de sódio é quase 100% eficaz para este uso.

Segundo o estudo, a higienização das casas para eliminar as larvas do mosquito é um hábito a ser incorporado na rotina das famílias e empresas, considerando-se que 80% dos focos estão dentro de casa.

Dengue mata

A dengue é uma doença de origem viral, que pode ser assintomática, leve ou grave, levando à morte, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção.

Conforme registros do Sistema de Informação de Agravo de notificação (SINAN), do Ministério da Saúde (MS), no Brasil, em 2017, foram notificados 251.711 prováveis casos de dengue, com registro de 33 óbitos confirmados.

Já em Goiás, no mesmo ano, foram registrados 60.668 casos prováveis de dengue, com oito óbitos. O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), por meio do seu Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica, notificou 374 casos em 2017, sendo confirmados 277, com três mortes. Nos registros de 2015 até 31 de julho de 2018 foram 1.712 casos prováveis de dengue, entretanto, 2018, ano que ainda não acabou, foi o com maior número de notificações, com 584 prováveis casos.

De acordo com o infectologista Alexandre Costa, o vírus da dengue possui quatro subtipos, de 1 a 4. Porém, os sintomas são os mesmos: febre alta, manchas na pele, dores no corpo, nas articulações, na cabeça e nos olhos. “Também existem os sinais de alerta, que é quando a doença pode evoluir para forma mais grave, que além da febre e dor no corpo, o paciente pode ter dor abdominal intensa, plaquetas muito baixas, com menos de 100 mil e tonteira, hemoconcentração”, pontua o médico.

Segundo o infectologista, uma vez infectada por um dos vírus da dengue, a pessoa fica imune a este vírus. “Se teve dengue tipo 1, não terá mais. No entanto, pode ter a do tipo 2, 3 ou 4”, salienta Alexandre. O tratamento é basicamente repouso e hidratação. “O paciente deve ingerir grandes quantidades de líquidos e monitorar os sinais vitais. Em alguns casos, pode ser necessário a internação da pessoa e fazer a hidratação com soro por meio da veia. Além disso, analgésicos e outros sintomáticos podem ser prescritos para aliviar as febres e dores. O importante é procurar um médico para avaliar o caso”, afirma.

Crédito da foto: reprodução.

Dicas práticas de uso da água sanitária

Ralos: Despeje solução de água sanitária na proporção de uma colher de sopa por litro de água em ralos de pias, banheiros e cozinha. Atenção: Faça a limpeza das pias e dos ralos à noite, antes de dormir, para que a água sanitária possa agir por mais tempo.

Plantas: Essa mesma solução (água sanitária na proporção de uma colher de sopa por litro de água) também pode ser usada para a rega de plantas, particularmente  que acumulam água entre as folhas, como as bromélias. Esta solução não faz mal às plantas e evitará o desenvolvimento da larva do mosquito.

Vaso sanitário: Coloque o equivalente a duas colheres de hipoclorito de sódio por litro de água no vaso sanitário, nos ralos do banheiro, cozinha e a área de serviço. Esse é um cuidado que se deve ter antes de viajar, quando a casa fica fechada por algum tempo.

Piscina: Mantenha a piscina tratada, mesmo que a mesma não esteja sendo usada. Com o tempo, o cloro pode evaporar, e a piscina se tornar um foco da larva do mosquito. Durante o inverno, por exemplo, é comum deixar a piscina coberta. Nesse caso, não deixe acumular água de chuva na lona de cobertura, pois pode ser um foco do mosquito.

Caixas d’água:  A limpeza deve ser feita a cada seis meses. Feche a entrada de água e esvazie a caixa quase toda. Deixe sobrar água suficiente para lavar, com uma escova, as paredes e o fundo da caixa. Não use produtos de limpeza nessa etapa. Enxágue bem e esvazie toda a água suja, dando repetidas descargas no vaso sanitário. Depois de limpa, encha a caixa novamente e adicione um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água. Espere duas horas e esvazie novamente a caixa, abrindo todas as torneiras, para limpar os canos da casa, até sair água limpa. Depois, encha com água potável e tampe.

Uma em cada seis mulheres terá câncer

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Uma das doenças que mais preocupam as mulheres é o câncer. E essa preocupação não é à toa, visto que no mundo, uma em cada seis mulheres terá câncer em algum momento da vida, de acordo com o relatório mais recente da Agência Nacional de Pesquisa Contra o Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre os tipos de câncer mais comuns nas mulheres estão o de mama e o de ovários. Fatores como estilo de vida e idade avançada pesam na incidência da doença. Estima-se que 75 a 80 % dos casos de câncer de mama originem-se em mulheres sem fator de risco genético para a doença. Mas para aquelas que já têm predisposição ao câncer por fator genético da mãe ou do pai, o que corresponde a 5% até 15% dos casos, é possível prevenir o aparecimento de tumores malignos fazendo um teste genético simples.

Contudo, já existem hoje, testes que identificam em uma pessoa se ela tem alguma uma provável chance de ter a doença. O exame, feito por meio de coleta de sangue ou saliva, identifica mutações nos genes BRCA. Laboratórios particulares no Brasil já fazem o teste, que custa entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00. Mas ainda não está disponível no SUS.

“As portadoras de mutação BRCA1 apresentam risco cumulativo de desenvolvimento de neoplasia de mama, de cerca de 72 %; e de 44% para neoplasia de ovário; além de 40% para câncer de mama contralateral.  Já as pacientes com mutação BRCA2 apresentam risco cumulativo de cerca de 69% para câncer de mama; e de 17 % para câncer de ovário e câncer de mama contralateral. As mulheres com mutações nesses dois genes possuem 40% mais chances de vir a ter câncer no futuro”, afirma a ginecologista e mastologista Juliana Pierobon.

De acordo com a especialista, os genes BRCA 1 e 2 impedem a proliferação de células tumorais, agindo como freios. Quando um desses genes sofre mutação, perde esta capacidade protetora, deixando o organismo mais suscetível ao surgimento de tumores malignos, especialmente os de mama e ovários.

“É importante salientar que ter uma alteração nos genes BRCA não representa um diagnóstico final da doença, mas sim uma séria indicação de risco, de acordo com a análise hereditária. Esse estudo genético normalmente é indicado para mulheres que já têm casos de câncer na família. Sabendo dessa predisposição, o quanto antes for identificada a mutação BRCA, maiores serão as chances de redução dos riscos”, explica a ginecologista.

Crédito da foto: reprodução/internet.

Prevenção

A médica Juliana Pierobon alerta ainda que, em caso positivo de mutação dos genes, somente um profissional especializado pode dar as orientações necessárias e definir, junto com a paciente, qual a melhor estratégia para prevenção e tratamento, como a cirurgia para retirada dos seios ou ovários, levando em conta fatores de risco e o estilo de vida da mulher.

Nesses casos, uma das estratégias usadas na prevenção ao câncer é a cirurgia profilática, que passou a ser mais conhecida depois que a atriz Angelina Jolie se submeteu ao procedimento de retirada total dos ovários e das mamas devido à mutação BRCA e ao histórico familiar e da grande probabilidade que tinha de desenvolver tumores nesses órgãos.

Porém, caso a mutação genética seja diagnosticada somente após a descoberta de um câncer, há diversas opções de tratamento além da tradicional quimioterapia.

As cirurgias redutoras de risco podem prevenir o aparecimento de tumores na outra mama, por exemplo. Além disso, a depender do subtipo tumoral, as terapias hormonais e as chamadas terapias- alvo, que atacam diretamente o tumor com mutação genética, podem ser usadas como alternativas ou complementares à quimioterapia.

“A terapia-alvo tem sido uma nova grande arma da medicina para aumentar as chances de sobrevivência dessas mulheres que apresentam certos tipos de tumores, como os HER2. Além disso, permitem que a paciente seja tratada sem que perca sua autonomia e qualidade de vida, quando comparada à quimioterapia tradicional”, afirma a médica.

As verdades e mentiras sobre a depressão

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Os paradigmas envolvendo a depressão e o risco de suicídio são muitos e, por isso, o assunto ganhou um mês de conscientização para ser amplamente discutido pela população, o Setembro Amarelo. O Ministério da Saúde divulgou nesse ano os novos dados sobre tentativas e óbitos por suicídio no país. Os números apontam que entre 2006 e 2017, foram registradas 106.374 mortes por suicídio no Brasil, sendo que a taxa chegou a 5,8 por 100 mil habitantes em 2016, com a notificação de 11.433 óbitos por essa causa. O Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios.

Segundo o psiquiatra José Alberto Del Porto, o suicídio, em quase 100% dos casos, está associado a uma doença mental, como a depressão. Pare ele, apesar dos altos índices de casos, essa doença ainda é estigmatizada pela população, que, desconhece, por exemplo, que a enfermidade pode apresentar uma forma resistente, quando não responde a pelo menos dois tipos de tratamento.

Para o médico, a depressão e o suicídio é uma questão de saúde pública que tem se agravado no país, principalmente porque há ainda um grande preconceito das pessoas. “Conversar sobre como agir nessas situações é fundamental para quebrar os mitos que existem hoje. A sociedade precisa estar orientada em relação as modalidades de tratamento para que as pessoas possam ter o cuidado de acordo com a necessidade clínica”, explica.

O psiquiatra José Alberto Del Porto. Crédito da foto: reprodução.

Mentiras

Muitos acreditam que a pessoa com depressão pode melhorar apenas com a força de vontade, o que é um mito. Conforme o psiquiatra, é possível atingir a remissão dos sintomas da depressão. “Para isso, é essencial que a pessoa que apresente o distúrbio procure o apoio de um profissional de saúde para fazer uma avaliação individualizada, começando imediatamente o tratamento, após o diagnóstico”, orienta.

Conforme o especialista outra mentira muito comum é sobre o tratamento da depressão e da pessoa em risco de suicídio. Há quem afirma que são os mesmos, o que é falso.  O diagnóstico final da pessoa deprimida e também o risco de suicídio exige uma investigação criteriosa por parte dos profissionais de saúde, para, então, ser definido qual o protocolo ideal em cada caso.

“O tratamento da depressão pode ser realizado com a utilização de medicamentos, psicoterapia ou a combinação dos dois. Entre os tipos de terapias atuais no mercado estão os antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos. Especificamente para o suicídio, o lítio possui evidências na prevenção em longo prazo, talvez por atuar sobre o estado de ânimo e reduzir a impulsividade inerente a esses atos”, revela José Alberto.

Entretanto, ele explica, que uma parte dos pacientes com depressão pode não apresentar melhoras após o uso de pelo menos dois desses medicamentos. Nesse caso, passam a ser diagnosticados com depressão maior resistente ou depressão refratária.

Há ainda questionamentos sobre falar ou não sobre o assunto, e que isso pode incentivar a pessoa depressiva a cometer suicídio. Para o psiquiatra isso é totalmente uma farsa. Conversar com a pessoa que apresenta sinais de depressão pode abrir espaço para o paciente falar sobre o tema e servir como ferramenta de prevenção ao suicídio.

Verdades

Já o psiquiatra garante que é verdade que o tratamento contínuo tem impacto positivo na qualidade de vida do paciente. Conforme ele, a pessoa com depressão possui diversas opções de tratamento e os cuidados adequados como uso de terapias médicas e acompanhamento psicológico permitem a retomada das atividades cotidianas e a remissão completa dos sintomas.

Também é fato, de acordo com ele, que a depressão é uma das principais causas de suicídio. “Os transtornos do humor (depressão ou transtorno bipolar) são responsáveis por aproximadamente 36% dos casos de suicídio. Além disso, os pacientes com a doença apresentam cinco vezes mais chances de cometer o ato”, afirma o médico.

José Alberto assegura que existem diversos outros fatores de risco para o suicídio, entre eles: tentativas prévias de cometê-lo, histórico familiar e genética, impulsividade, desesperança e sentimento de desamparo, doenças clínicas não psiquiátricas (doenças graves e sem cura, por exemplo), eventos adversos na infância e na adolescência (como maus tratos e abusos sexuais) e poucos vínculos sociais.

Goiás tem uma farmácia aberta a cada 27 horas

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

 

Crédito da foto: reprodução.

cada 27 horas, uma drogaria ou farmácia é aberta em Goiás. Só entre julho de 2017 e junho deste ano, 315 novos estabelecimentos do tipo abriram as portas no Estado. Neste período, Goiânia ganhou mais 55 empresas do segmento, somando farmácias de grandes redes e drogarias de bairro, independentes. O levantamento é do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Goiás (Sincofarma-GO).

Com 4.195 lojas em funcionamento, Goiás tem uma farmácia ou drogaria para cada 1,6 mil habitantes. A média nacional é de uma loja para cada 2,7 mil pessoas. Goiânia, onde há 982 empresas desse segmento, tem média ainda menor, de uma farmácia ou drogaria para cada 1,5 mil moradores.

Para o presidente do Sincofarma-GO, João Aguiar Neto a expansão do setor se dá como reflexo da alta competitividade nesse tipo de negócio e pela própria demanda da população do Estado. De 2010 para cá, o número de habitantes em Goiás cresceu 15%, saltando de 6 milhões para 6,9 milhões de pessoas.

Alerta

Porém, esses números também revelam outro fator,  o crescimento do uso inadequado dos remédios. “O medicamento, se utilizado de forma inadequada, pode causar mais danos do que benefícios”, alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma das consequências mais frequentes de atitudes como essas é a intoxicação.

“Medicamentos são produzidos para beneficiar as pessoas, mas se não forem utilizados corretamente podem desencadear reações indesejáveis e até causar riscos severos à saúde”, explica Lorena Baía, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO).

Consumir medicamentos de forma inadequada ou usá-lo de forma irracional também pode causar dependência e reações alérgicas. Além disso, a combinação errada de medicamentos diferentes também oferece riscos à saúde, já que um medicamento pode anular ou potencializar o efeito do outro. “A automedicação leva ao agravamento da doença, já que a utilização inadequada de medicamentos pode esconder determinados sintomas e fazer com que a doença evolua de forma mais grave”, observa a Anvisa.

Os danos causados por medicamentos, além de graves, custam R$ 60 bilhões ao ano para o Sistema Único de Saúde (SUS). A cada real investido no fornecimento de medicamentos, o governo gasta cinco reais para tratar as morbidades relacionadas a remédios. As mais onerosas são as causadas por reações adversas, 39% dos gastos, pela não adesão ao tratamento que são 36%, e pelo uso de doses incorretas, 16%.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 70% dos pacientes com hipertensão, diabetes ou dislipidemias, em sua maioria, usuários de vários medicamentos, não conseguem controlar suas doenças mesmo tendo diagnóstico e prescrição de médicos.

Em outro estudo, o órgão apurou que 82% dos pacientes que utilizavam 5 ou mais medicamentos de uso contínuo o faziam de forma incorreta ou demonstravam baixa adesão ao tratamento.

Um em cada três pacientes abandonou algum tratamento, 54% omitiram doses, 33% usaram medicamentos em horários errados, 21% adicionaram doses não prescritas e 13% não iniciaram algum tratamento prescrito.

Segundo a professora Julieta Mieko Ueta da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em entrevista ao Saúde sem Complicações, uma dor de cabeça pode ser resolvida com a automedicação, mas o médico deve orientar qual é o mais indicado para o paciente, principalmente para grupos de risco, como idosos e crianças. “É preciso conhecer o que o seu corpo permite e qual substância pode fazer mal”, explica.

Brincar estimula o desenvolvimento do córtex das crianças

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

 

Não é segredo algum a importância das brincadeiras no desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. Porém, o que se observa é que os pequenos estão cada vez com menos tempo para brincar. As agendas da infância no mundo contemporâneo são assoberbadas em atividades extracurriculares e deveres escolares.

O ato de brincar agora está no segundo plano e a preocupação dos pais recaí, sobretudo, em saber se os filhos estudaram ou não, sem perceberem que nenhuma criança desenvolverá todo o seu potencial se a brincadeira não fizer parte da sua vida. Essa é a afirmação da pediatra Denise Katz.

Segundo a médica, brincadeiras contribuem para o desenvolvimento do córtex e cria conexões cerebrais nas crianças. “O desenvolvimento cognitivo da criança depende da boa desenvoltura de funções como a linguagem, coordenação motora e suporte afetivo-emocional. Para garantir que a criança tenha uma boa evolução, estimule o seu filho desde cedo, ainda no primeiro ano de vida, com brincadeiras, jogos, leituras e conversas”, explica. Essas atividades ainda auxiliam no desenvolvimento motor, muscular, ósseo e articular. E oxigena os pulmões e aumenta a força.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que as crianças façam pelo menos 60 minutos de atividade física diária, moderada ou intensa. Conforme a pediatra Denise Katz, brincar é uma atividade completa. Ajuda a criança a se socializar e desenvolve habilidades que são muito importantes para a vida adulta.

“E se a brincadeira for ao ar livre, a luz solar ajuda a regular o metabolismo e o sono. A atividade física para agradar a criança deve ser algo lúdico, deve estimular a brincadeira no esporte para que isso seja prazeroso e não uma obrigação”, afirma a médica.

Crédito da foto: reprodução.

Leitura, escrita e desenhos

De acordo com a médica, durante toda a infância é importante estimular atividades e brincadeiras lúdicas nas crianças, pois elas contribuem para o desenvolvimento da linguagem, atenção, imaginação, curiosidade, concentração e memória, além de fortalecer o vínculo entre criança e pais.

“Bonecos de dedo tornam o ato de contar histórias mais interessante; desenhar, escrever e pintar sobre personagens preferidos da criança contribui para a adesão da brincadeira. Este tipo de atividade é indicado para crianças a partir dos 5 anos de idade”, aconselha.

Jogo da memória

Os jogos como de memória, xadrez e quebra-cabeça estimulam habilidades como concentração, lógica, formulação de estratégias e autoconfiança. As atividades lógicas contribuem para que a criança seja capaz tomar decisões em situações que exijam raciocino rápido, promove a vontade de vencer e a vivência com vitórias e derrotas. Este tipo de atividade é indicado para crianças a partir dos 7 anos de idade.

Esconde-esconde

Pega-pega e queimada, conforme a pediatra, são brincadeiras que estimulam a coordenação, noção de espaço e perspicácia da criança, que cria estratégias para não ser pego, além de estimular que a criança se supere fisicamente.  Por ser uma atividade realizada em conjunto com outras crianças, motiva a socialização com os colegas. Ela orienta que os pais estimulem seus filhos a conhecer amigos da vizinhança e pratiquem as brincadeiras em lugares seguros.

“A brincadeira em qualquer idade ajuda a moldar o cérebro, fortalece as relações socioafetivas, promove a criatividade e a imaginação. Nas crianças maiores, o brincar explora aspectos como autocontrole, cooperação e negociação, estabelece regras e limites, e estimula que a criança aprenda a lidar com derrotas. Além das brincadeiras, é importante que os pais cuidem da alimentação dos pequenos para um desenvolvimento completo, alimentos ou suplementação ricos em Ômega 3, comprovadamente auxiliam na formação de sinapses cerebrais.  As crianças que tiveram boa alimentação e suplementação de DHA vão ter sim melhor capacidade de aprendizagem, melhor linguagem, melhor memória e melhor percepção”, esclarece.

As brincadeiras ideais para cada faixa etária

Algumas recomendações de especialistas sobre as brincadeiras mais adequadas para cada faixa etária. Porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento infantil é individual. Todas as atividades devem ser desenvolvidas sob supervisão de um adulto e nos ambientes adequados.

Até os 2 anos:

Nesta fase, a brincadeira tem que estimular os sentidos. Correr, puxar carrinhos, escalar objetos, jogar com bolinhas de pelúcia são atividades recomendadas.

3 a 4 anos:

Começam as brincadeiras de faz de conta. As crianças respondem a brincadeiras de casinha, de trânsito, de escolinha e de outras atividades cotidianas.

5 a 6 anos:

Os jogos motores (de movimento) e os de representação (faz de conta) continuam e se aprimoram. Surgem os jogos coletivos, de campo ou de mesa: jogos de tabuleiro, futebol, brincadeiras de roda.

7 anos acima:

A criança está apta a participar e se divertir com todos os tipos de jogos aprendidos, mas com graus de dificuldade maiores.

FACULDADE ARAGUAIA REALIZA 2ª EDIÇÃO DO PRODUCOM

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinicius Martins

 

A Faculdade Araguaia promove no dia 20 de novembro, a segunda edição do Prêmio Producom FARA, que tem por objetivo condecorar os melhores trabalhos práticos realizados pelos alunos dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda em 2018. O evento irá premiar os vencedores em cerimônia no auditório da instituição, das 18h30 às 22h, contando com uma atividade cultural em comemoração à Semana da Consciência Negra.

Os acadêmicos podem inscrever quantos trabalhos quiserem numa mesma categoria e também podem concorrer em mais de uma categoria. Para cada trabalho, uma ficha de inscrição deve ser preenchida e enviada dos dias 25 de outubro a 6 de novembro. Os itens a serem avaliados são: inovação, experimentalismo, criatividade, qualidade – linguística e estética – e originalidade. Os projetos serão adequados de acordo com a proposta da disciplina.

Os trabalhos serão divididos em cinco categorias para cada curso. No Jornalismo, são elas: Audiovisual, Fotografia, Web, Impresso e Assessoria de Imprensa. Já para Publicidade e Propaganda, as categorias são: Audiovisual, Fotografia, Web, Impresso e Mídia Exterior e Alternativa. Os trabalhos selecionados foram avaliados e julgados por uma comissão formada por docentes dos cursos envolvidos no evento. A coordenação do Producom ficou a cargo dos mestres Joseane Ribeiro e José Antônio Cirino.

 

Professora Joseane Ribeiro, coordenadora do Prêmio Producom FARA 2018. Foto: reprodução.

Professor José Antônio Cirino, coordenador do Prêmio Producom FARA 2018. Foto: reprodução.

 

10 prêmios serão entregues para as categorias em geral, e 2 especiais para cada curso. Os vencedores de cada categoria receberão certificado de premiação valendo 10 horas, além de um kit prêmio.

Para Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, o evento é significativo para todos os integrantes da Faculdade Araguaia. Para o corpo docente e discente, a importância do PRODUCOM está em se apresentar e avaliar a produção laboratorial e técnica. A premiação é relevante para se fomentar a produção dos alunos, os incentivando a produzir e terem seus trabalhos destacados. Já para a instituição, o PRODUCOM é importante para dar visibilidade à Faculdade Araguaia nas mídias sociais e na imprensa, agregando valor à própria instituição e aos seus alunos.

SERVIÇO

Premiação do Producom Fara

Data: 20 de novembro (terça-feira)
Horário: 18h30 às 22h
Local: Auditório da Faculdade Araguaia do Setor Bueno
Endereço: Av. T-10, 1047 – Setor Bueno, Goiânia – GO

Animais de estimação também são fumantes passivos

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Crédito da foto: reprodução/internet

 

Os danos causados à saúde pelo cigarro são muitos, comprovados pela ciência e de conhecimento de boa parte da população. De acordo com o Instituto Fernandes Figueira (Fiocruz), o número de mortes causadas pelo tabagismo no Brasil chega a 156 mil ao ano. Mas o que muita gente não sabe é que os riscos de problemas cardiorrespiratórios e pulmonares também atingem os animais que convivem com fumantes.

De acordo com a médica veterinária Tatiana Braganholo, muitos estudos têm reforçado as constatações de que a proximidade dos pets com a fumaça do cigarro pode ser tão prejudicial a sua saúde como é para os humanos. Um levantamento da Universidade de Glasgow, por exemplo, mostra que os animais de estimação podem ter até mais chances de desenvolver problemas decorrentes do fumo passivo do que os humanos.

Isso acontece porque além de inalar a fumaça, os bichos podem ingerir os vestígios de nicotina presente em seu pelo durante sua rotina de limpeza, quando costumam se lamber. “Em muitos casos os cães desenvolvem câncer de pulmão ou de cavidade nasal. Já os gatos têm mais chances de ter linfoma”, explica a veterinária.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes, cerca de 11 milhões de homens e sete milhões de mulheres. E ao mesmo tempo, 44% dos domicílios brasileiros possuem ao menos um animal de estimação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Gatos sofrem mais

Alguns estudos também apontam que os gatos correm mais riscos quando se trata do fumo passivo. Há algumas teorias que explicam o porquê, entre elas está o fato desses animais conviverem em outros lares quando criados livremente, o que pode fazer com que tenham contato com fumantes mesmo quando o tutor não tem o hábito de fumar.

Uma outra linha de pesquisa afirma que, por serem animais mais territorialistas, os felinos tendem a passar mais tempo em casa do que os cães, já que esses são criados muitas vezes na área externa. Isso também proporcionaria aos gatos um aumento do contato com a fumaça.

“Os danos em longo prazo são inegáveis para todos os animais. Alguns podem inclusive apresentar alergia ou doenças de pele por causa do contato constante com a fumaça”, afirma Tatiana. Segundo ela, se o tutor não consegui parar de fumar, o ideal é que mantenha o animal distante da área em que costuma fumar.

Intoxicação

É importante lembrar que as cinzas e restos de cigarro devem ficar fora do alcance dos animais, já que quando ingeridos podem causar intoxicação. Provocando tremores, espasmos ou convulsões, salivação excessiva, pupilas dilatadas, alucinações auditivas e visuais, excitação, taquicardia, vômitos e diarreia nos animais. “Alguns pets, principalmente os de pequeno porte, chegam a entrar em coma se consomem grande quantidade de tabaco”, alerta Tatiana.

Tratamento

Os tratamentos para linfoma nos animais variam de acordo com a complexidade de cada caso ou estágio da doença. A boa notícia é que procedimentos cirúrgicos e sessões de quimioterapia podem curar a enfermidade. No entanto, o custo é bastante alto: chegando a até R$ 7 mil.

Goianos não conhecem o perigo da diabetes

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Crédito da foto: Pixabay

 

Problemas cardiovasculares são a principal causa de morte em pessoas com diabetes. No entanto, essa informação ainda é pouco ou totalmente desconhecida. Pesquisa inédita do Instituto Datafolha, intitulada “Conhecimentos sobre o diabetes”, aponta que nenhum dos entrevistados da população brasileira na região Norte e Centro-Oeste conhece a associação dos problemas do coração com o diabetes. A pesquisa foi encomendada pelo Movimento Para Sobreviver, que visa justamente trazer o alerta do risco cardiovascular no diabetes, principalmente em idosos.

A maioria das menções feitas sobre o grau de conhecimento dos respondentes sobre o diabetes na região são relacionadas à doença crônica (9%), morte (8%), cegueira ou problema de visão (5%), amputação (2%) e dificuldade de cicatrização (2%).

“É preciso que as pessoas se aprofundem mais em relação ao diabetes, uma doença crônica que cada vez mais acomete a população mundial. É imprescindível que as pessoas, principalmente quem cuida do idoso com diabetes, entenda a importância de proteger o coração, para dar melhor qualidade de vida e prevenir as doenças cardiovasculares especialmente o infarto do miocárdio”, explica o endocrinologista Fadlo Fraige Filho.

Questionados, os brasileiros entendem que proteger o coração de quem tem diabetes (86%) é igualmente importante como ter cuidados para se evitar amputação e a cegueira (86%). No entanto, pouco se discute sobre a prevenção de doenças cardiovasculares em pessoas com diabetes e mais de 65 anos. A doença cardiovascular em pessoas com diabetes mata mais que HIV, tuberculose e câncer de mama na população mundial. E até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares.

Cuidado específico

O diagnóstico do diabetes tipo 1 acontece geralmente na infância e adolescência, o que aumenta a responsabilidade familiar. Aqui, englobam-se alimentação saudável, controle da glicemia, condução da insulinoterapia, identificação e ação perante episódios de hipoglicemia. “A atenção especial da família ao processo de transição, conforme a criança cresce e chega à adolescência, é fundamental para que a conscientização e o autocuidado se ampliem naturalmente”, afirma o médico.

Já o diabetes tipo 2 surge, em geral, na fase adulta e está ligado à resistência à ação e diminuição da produção de insulina no pâncreas, ação deficiente de hormônios intestinais, dentre outros. A obesidade, dislipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos), hipertensão arterial, histórico familiar da doença ou de diabetes gestacional, e o processo de envelhecimento são os principais fatores de risco.

O tratamento demanda mudanças no estilo de vida, ao receber o diagnóstico do diabetes, as adaptações da rotina devem ser intensificadas, sobretudo na eliminação de alimentos inadequados e do sedentarismo. Principalmente nesse caso, a família também pode ter impacto tanto positivo quando negativo na qualidade de vida.

“O envolvimento proativo da família aumenta o comprometimento de quem recebeu o diagnóstico, seja criança, adolescente, adulto ou uma pessoa idosa, e motiva um seguimento com mais chance de êxito resultando em melhor controle, mais qualidade de vida e menor frequência de complicações. Além disso, favorece o engajamento a associações de pessoas com diabetes, para buscar melhorias para o tratamento nas esferas governamentais e, claro, em campanhas de alerta para prevenção”, diz o especialista.

Faculdade Araguaia lança projeto de rádio experimental

A rádio Araguaia On é mais um desafio realizado por alunos da instituição.

Texto: Giselle Vieira

Edição: Vinícius Martins

 

Equipe de alunos responsáveis pela rádio Araguaia On. Crédito: divulgação.

Na próxima quinta-feira, 4 de outubro de 2018, a Faculdade Araguaia inaugura seu mais novo projeto radiofônico: a rádio Araguaia On.

Os idealizadores da proposta são acadêmicos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. “O objetivo é praticar o que foi abordado em sala de aula na teoria, preparando o aluno para o mercado de trabalho”, explica a aluna Dilma Zago, uma das responsáveis por esse trabalho.

O objetivo é transmitir para os estudantes da instituição informações de eventos que acontecem na faculdade de forma prática e descontraída. Os programas são curtos e tem linguagem fácil.

A programação será gravada e transmitida todas as quintas-feiras, no período noturno.

O material veiculado será disponibilizado em uma plataforma online. Todos os alunos da faculdade ainda poderão participar das sugestões de pautas e na construção de matérias.

 

Mesa-redonda discute as pesquisas eleitorais

Texto: Samantha Henrique

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Seguindo o tema norteador do semestre, a coordenação dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia promove na próxima segunda-feira,17 de setembro, a mesa-redonda intitulada Comunicação e Pesquisa em Período Eleitoral. O evento será das 18h30 às 22h, no auditório da unidade Bueno. A entrada é gratuita e o evento é aberto à comunidade em geral.

O debate contará com a participação do publicitário, pesquisador, especialista em marketing político e eleitoral e doutorando em Comunicação Marcos Marinho; coordenador do curso de pós-graduação em Inovação em Mídias Interativas da Universidade Federal de Goiás, professor Wagner Bandeira da Silva; e o pesquisador, mestre em Cultura Visual e professor do curso de Publicidade e Propaganda da UFG, Marcilon Almeida Melo. A mediação ficará a cargo do jornalista e professor da Faculdade Araguaia, Altair Tavares.

Professor da Faculdade Araguaia, Altair Tavares será o mediador do evento.

Os debatedores foram convidados por terem a mesma linha de trabalho com pesquisa e manejo de dados. Serão discutidos pontos importantes e que merecem destaque neste momento oportuno em que o Brasil se encontra. O foco do debate será voltado para a realização das pesquisas políticas, a maneira adequada de se usar dados de pesquisas e a confiabilidade desses dados. A instituição acredita que é importante colaborar para a formação crítico-reflexiva dos alunos.

“Em um país que vem vivendo momentos turbulentos e controversos com relação à política e que está em campanha eleitoral, discutir a influência das mídias, em especial as mídias digitais, é primordial,” enfatiza a coordenadora dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo da FARA, Viviane Maia.

Convidados vão discutir a realização das pesquisas políticas e a utilização adequada destes dados.

SERVIÇO

Mesa-redonda: Comunicação e Pesquisa em Período Eleitoral

Data: 17 de setembro
Horário: 19h às 22h
Local: Auditório Bueno da Faculdade Araguaia
Entrada franca

Uso das mídias digitais e tradicionais em período de campanha eleitoral

Apesar do uso intenso das mídias sociais nas campanhas, a mídias tradicionais ainda são as plataformas que recebem mais atenção

Texto: Avelino Mateus

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Em tempo de eleições, na contemporaneidade, as mídias sociais são uma realidade instaurada, seja por meio de sites, blogs ou redes sociais, as discussões estão cada dia mais afloradas. Com as novas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017, a plataforma digital se tornou um meio ainda mais atrativo para as campanhas eleitorais, os candidatos poderão pagar para impulsionar propagandas nas redes sociais, além disso, poderão receber doações de eleitores por meio das chamadas vaquinhas virtuais.

Apesar do meio virtual estar ganhando cada vez mais espaço, as mídias tradicionais – televisão, rádio e impresso – ainda são as plataformas que recebem mais atenção para a propaganda política. A imagem do candidato seja talvez a maior preocupação nessas eleições, com os últimos escândalos de corrupção e a revolta da população, o brand dos candidatos volta-se principalmente para campanhas institucionais, a figura do não-político cresce constantemente, sugerindo aos candidatos que reposicionem suas marcas.

Para discutirmos melhor essa relação entre mídia e eleições, conversamos com o pesquisador em comunicação política, professor, consultor de marketing e comunicação, Marcos Marinho, que ministrou a aula magna do semestre 2018/2 para os alunos de Jornalismo e Publicidade e será um dos debatedores da mesa-redonda Comunicação e Política em Período Eleitoral, na próxima segunda-feira, 17 de setembro, das 19h às 22h, no auditório da unidade Bueno. Confira a entrevista a seguir.

 

Araguaia On Line –  Com a ascensão das mídias sociais nos últimos anos, elas se tornam mais importantes em campanhas eleitorais ou a mídia tradicional ainda é a principal plataforma de propaganda?

Marcos Marinho – Vivemos um novo paradigma da comunicação onde as multiplataformas devem ser observadas e utilizadas como forma de acessar, conquistar, mobilizar e engajar os eleitores. A comunicação deve ser pensada de acordo com as características de cada canal e do target (alvo) que se pretende acessar. É ultrapassado, na minha opinião, esse debate sobre quem é mais importante.

 

Até onde a influência das mídias sociais pode afetar o resultado final das eleições?

Até onde elas forem bem planejadas, integradas às outras plataformas de comunicação e ações de campanha e, principalmente, trabalhadas de modo estratégico e profissional, com conteúdo bem feito e adaptado aos canais em uso. Quem não entende as funções reais das ferramentas da web acaba por atribuir a elas uma expectativa inalcançável.

 

Tem se vendido a imagem do “não-político”. Você acha que a fadiga do eleitor e uma busca pela renovação colaboram para que os candidatáveis reposicionem os discursos?

A imagem do não-político é sim um mote que está em uso. Porém, a meu ver, não cola para todos os cargos e já não tem o mesmo apelo que teve em eleições passadas.

 

As eleições deste ano terão um curto tempo de campanha. O que mais conta na imagem do político para conquistar adeptos? E qual a melhor estratégia de comunicação considerando o tempo de campanha?

O que mais conta é o trabalho prévio de apresentação e consolidação de imagem. Com o tempo mais curto, candidatos pouco conhecidos possuem menos chances de serem eleitos. A imagem e o discurso devem ser alinhadas à significação que o candidato possui junto aos seu target e, fundamentalmente, coerente com o contexto em que ocorre o pleito. A melhor estratégia é não deixar para fazer o trabalho só durante o período da campanha.

O pesquisador e consultor, Marcos Marinho. Foto: acervo pessoal.

1 2 3 4