Professoras/es e alunas/os de Direito debateram temas relacionados ao machismo em evento que abordou leis de proteção às mulheres

Redação: Ronaldo Antonio Oliveira

Edição: Ana Maria Morais

Realizado no dia primeiro de setembro de 2021, na plataforma on-line da Uniaraguaia,  o evento, promovido pelo Observatório dos Direitos das Mulheres, dentro da programação do curso de Direito, discorreu sobre o tema  “Evolução legislativa na proteção às mulheres: violência política psicológica”. A palestra teve como debatedoras a vereadora Aava Santiago e a defensora pública do Estado de Goiás, Tatiana Bronzato, mediada pela coordenadora do Observatório dos Direitos das Mulheres, Camila Santiago, e pelo professor universitário e mestre em Ciência Política Guilherme Carvalho.
A vereadora Aava Santiago fez um paralelo entre a educação dada às mulheres e aos homens, o que, sublinhou ela, está na raiz de muitos problemas vivenciados nas relações entre os gêneros: “As mulheres são educadas a serem donas de casa desde a infância, pois quando pequenas têm como presentes bonecas, casinhas, caminhas, e brincam como se estivessem alimentando seus filhos. Já os homens desde sua infância aprendem que devem voar, viajar, estar sempre na rua, pois esses ganham carrinhos, aviões, caminhões e tratores.”
A defensora Pública Tatiana Bronzato lembrou um caso emblemático da violência patriarcal usada contra a única presidenta que o Brasil já teve, deposta por um suposto “crime de responsabilidade”. “O machismo está tão impregnado na nossa sociedade que chegam ao cúmulo de estamparem a foto da nossa ex-presidente (ou presidenta se assim o quiserem), em muitos carros, e com uma montagem dela de pernas abertas e a boca do tanque no rumo da vagina. E houve até mesmo mulheres achando aquela cena deprimente e machista, engraçada.”
 
Já a professora e mediadora do evento, Camila  Santiago, falou sobre as experiências que vivem muitas mulheres na atualidade: “Por falta de políticas sociais no amparo às mulheres, estas se tornam obrigadas a viver com seus algozes, talvez por dependência financeira, ou muitas vezes por tortura psicológica, o que as fazem pensar que a culpa pelas violencias sofridas é delas”, reforçou.

O professor Guilherme Carvalho destacou que fica emocionado por saber das dificuldades das mulheres negras, pobres e faveladas e fez um apelo: “Não adianta fazer espaços sociais para mulheres, se não fizermos nossa parte as respeitando em casa.” 
A coordenadora do curso de Direito, Ivna Olímpio Lauria, considera que a palestra, que chegou a contar com a participação de mais de 280 pessoas, tocou profundamente os participantes. “Foi um evento cheio de emoções e confissões de violências sofridas por várias alunas e que emocionou os rapazes presentes”, conclui.
O evento contou com a participação também de alunos do curso de Arquitetura.

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