Paulo Andrade: “o maior desafio da carreira de um narrador é conseguir misturar emoção e técnica”

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinicius Martins

Paulo Andrade, narrador e apresentador dos canais ESPN. Foto: reprodução.

“Porque, para ele, não basta ser um grande profissional, você tem que ser um grande homem, um cara de grupo.” Foram estas as palavras ditas por Paulo Andrade em sua edição do Credencial ESPN, como características fundamentais exigidas por José Trajano ao contratar um profissional para trabalhar com ele. E Trajano acertou em cheio. Desde outubro de 2003 e durante quatorze anos, Paulo Roberto de Andrade, ou só Paulo Andrade como é conhecido, vem trilhando um brilhante caminho de sucesso como um dos maiores narradores de futebol do Brasil.

Nascido em São Paulo em 31 de janeiro de 1979, formou-se em publicidade, mas acabou por seguir a carreira jornalística ao comandar um programa de samba em uma rádio comunitária da região. De forma voluntária, atuava apenas como comentarista de jogos de futebol, já que a narração nunca havia passado por sua cabeça. No entanto, seu dom foi descoberto de uma maneira “acidental” quando o narrador da rádio faltou em dia de jogo, e Paulo se viu obrigado a narrar uma partida. E desde então, nunca mais parou.

Durante alguns anos e passagens por algumas emissoras de TV, reuniu seu material para tentar ingressar em uma grande emissora. Foi então que, em 2003 com a inauguração do Departamento de Esportes do SBT (fato que soube através do Programa da Hebe), conseguiu, após várias tentativas frustradas, um teste para narrar um jogo da Holanda. Paulo narrou, agradou e foi contratado.

Agradou tanto que, mesmo ficando por pouco tempo na emissora, já que o departamento se dissolveu em quatro meses, José Trajano quis o narrador para a sua emissora. “O Paulo do início do SBT, e não do fim” disse Trajano.

Com a cara e a coragem, fez seu teste logo de cara narrando um jogo entre Leeds United e Arsenal. E o fez brilhantemente. Foi aplaudido e ovacionado após a narração, fazendo com que o contrato que seria de alguns meses, se estendesse pra um ano. E por quatorze anos. Desde então, se destaca pela união de segurança, informações precisas, conhecimento e empolgação na medida certa em suas narrações. Sua especialidade é o futebol, no entanto, já demonstrou as qualidades citadas em outras modalidades nesses anos de ESPN: Futsal, Tênis, Boxe, Handebol, Basquete etc. Além disso, Paulo é apresentador dos programas Linha de Passe, Futebol no Mundo – em parceria com Alex Tseng – e algumas edições do Sportscenter.

Em suas narrações, não deixa seu perfeccionismo passar despercebido. Sempre com muitas folhas de sulfite à mão, quase sempre coloridas por seus marca-textos e escritas à mão, Paulo narra os jogos como se possuísse uma enciclopédia sobre os jogadores e os times em campo. Não é à toa que, em várias ocasiões, os fãs de esporte (como são chamados os espectadores da ESPN), se pegam na dúvida de como ele tem tantas curiosidades e dados estatísticos à mão. Resultado de suas horas de estudo anteriores às transmissões, sua dedicação e autocrítica. “Aqui, você não pode dar um “migué”. Se você quer dar informação, estude. Chutar não pode.”

Paulo Andrade e Paulo Vinícius Coelho, o PVC, durante transmissão da ESPN. Foto: reprodução.

Sua história com o esporte é marcada predominantemente por sua ligação com o futebol internacional. A ele, Paulo dedica sua base como profissional, a construção de sua família e seu sucesso como narrador. “O futebol internacional é tudo na minha vida”, diz ele. E é claro, um gênio que se preze não trabalha sozinho. Se dizem por aí, que para todo Xavi há um Iniesta, então, para todo Paulo Andrade existe um Paulo Calçade, por exemplo. Ou um Mauro Cezar Pereira, ou um Rafael Oliveira, ou um Leonardo Bertozzi. Seja como for, está sempre em boa companhia. O fã de esportes nunca fica decepcionado.

Quando a Liga dos Campeões era transmitida pela ESPN, Paulo era o principal nome das narrações. Era de se esperar. O maior torneio entre clubes do mundo necessitava de um grande nome para guiá-los na TV. E ele o fazia com maestria. Não havia outra possibilidade de se acompanhar um jogo da Liga dos Campeões em outra emissora. Até que chegou o dia em que fomos forçados a encarar essa ruptura. Difícil naquele momento, difícil até hoje. Questão de tempo. A UCL está, temporariamente (espero!), com direitos exclusivos tidos pelo Esporte Interativo. E friso aqui o “temporariamente”, pois a torcida é enorme, e sempre válida.

Uma das maiores provas de seu profissionalismo impecável, veio em uma das (várias) edições de Copas do Mundo que já participou. Em 2014, Paulo foi um dos responsáveis por narrar o tão conhecido e desastroso 7×1. Foi o que melhor o fez. Para ele, estar no comando da transmissão da pior derrota da maior seleção de todos os tempos foi um grande desafio. Conseguir encontrar o tom correto, não deixar transparecer a decepção para quem assistia, manter igual postura em todos os gols da Alemanha e até mesmo no único gol do Brasil. “Se houvesse uma única pessoa em casa torcendo pela Alemanha, eu precisava narrar pra ela. E narrei. Mas foi a mais difícil da minha carreira.”

Na prática do esporte, Paulo passou pelas bases do Corinthians, Portuguesa e outros times. Parou para estudar Publicidade. Hoje em dia, é zagueiro e capitão do time da ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo). E até nisso se considera extremamente perfeccionista. Esteve, nos últimos cinco anos, presente em quatro finais do campeonato. E finalmente, pra acalmar seu lado competitivo, o título veio na última semana.

O Arsenal, para o narrador “o melhor da era moderna da PL, e um dos maiores da história do Campeonato Inglês de todos os tempos”, foi o protagonista de sua primeira ligação com o futebol internacional. Recentemente, o narrador completou 15 anos de ESPN. Em entrevista à Raquel Fernandes, Paulo relembra aquele 1º de Novembro de 2003, onde narrava o primeiro capítulo de sua vitoriosa trajetória.

Confira a entrevista:

ARAGUAIA ONLINE: Desde que começou a atuar como jornalista em rádios comunitárias, até os dias de hoje em que trabalha em uma das maiores emissoras de esportes do país, qual o maior aprendizado você carrega consigo?

PAULO ANDRADE: Muito difícil determinar apenas um grande aprendizado. São tantas coisas que surgem pelo caminho, mas acho que, para definir um que considero fundamental, é necessário estar sempre aprendendo. Humildade, autocrítica, determinação, e dedicação me levam sempre a achar que posso melhorar, evoluir, estar perto daquilo que considero um bom trabalho. E agradar a mim mesmo é o mais difícil, pois sou absolutamente perfeccionista em relação ao que faço.

AO: Partindo do princípio que é muito difícil separar o que é TV aberta e TV fechada no que diz respeito à transmissão de futebol, já que quem assiste à ESPN assiste também às emissoras “X” e “Y”, como você se sente sendo considerado um dos maiores narradores do Brasil juntamente com outros nomes importantes?

PA: Primeiramente, obrigado pelo elogio imputado na pergunta. Bem, eu acho o reconhecimento muito importante. Claro que sei que jamais agradarei a todos, e nem tenho essa pretensão, mas receber um elogio, uma mensagem carinhosa, um abraço sincero daqueles que gostam do meu trabalho é extremamente gratificante. Agora, como me sinto? Mais pressionado (no bom sentido) a continuar melhorando, aprendendo e me dedicando para agradar mais e mais àqueles que me acompanham.

AO: Você preza muito a chamada “narração técnica”, a qual exige certa entonação de voz, o uso de palavras adequadas de acordo com o momento, e um começo, meio e fim nos lances de gol. Dois destes (o do Vardy contra o Liverpool e o do Neymar contra o Villareal) foram marcados por uma emoção incontida. A partir de que momento fica difícil medir a técnica e a emoção em uma narração?

PA: Já disse algumas vezes, acho que o maior desafio da carreira de um narrador é conseguir misturar emoção e técnica num mesmo trabalho, e na medida certa. Não acontece do dia para a noite. Ao menos, comigo, não aconteceu. A experiência me trouxe essa possibilidade. Eu comecei a narrar prezando muito pela construção técnica do meu estilo, a informação durante os jogos, a agilidade, e etc, mas aos poucos, com o alcance de mais de firmeza, confiança em mim mesmo e muita dedicação, eu consegui me “deixar levar” por momentos especiais que tive o privilégio de acompanhar e relatar ao fã da ESPN, sair da narração técnica e soltar a voz, usar termos diferentes, e falar com o coração. E digo: essas narrações mais emocionantes são as que mais marcam a minha carreira e ficam na lembrança dos que puderam ouvir, o que também é uma honra muito grande.

AO: Além de narrador, você pratica o futebol como diversão. Você, ao jogar, se imagina narrando aquela partida em que participa, ou se desliga totalmente do seu ofício?

PA: Me desligo absolutamente. Sou muito competitivo, confesso. Dificilmente jogo por brincadeira. Acho que pode ser um pouco da síndrome do “boleiro que não deu certo”, já que tentei ser jogador profissional até os 19 anos, antes de desistir. Mas o Paulo profissional é um, o “jogador” é outro. Quem me assiste jogar e conhece o meu trabalho costuma ligar as duas coisas, é inevitável. Claro, aceito as brincadeiras, numa boa. Agora, jogar futebol e ter feito boa parte da vida nas categorias de base de clubes importantes, me ajuda bastante nas narrações, no momento em que é necessária uma intervenção ou opinião mais embasada. Da pra dizer que, jogar futebol melhora a minha narração, imagino.

AO: Você é um dos principais nomes aclamados para narrar jogos de videogame, como o FIFA ou o PES. Já até mostrou certa intimidade com os mesmos quando, em uma partida mediada por Alex Tseng, enfrentou o representante da ESPN Games, Lucas Ohara. Na ocasião, o Manchester United (de Lucas) venceu o seu Manchester City por 2×0 apenas no segundo tempo da prorrogação. Você toparia a oportunidade de narrar estes games?

PA: Claro que sim. Deve ser muito legal. Na verdade, faz alguns anos, cheguei a emprestar a voz para um jogo de vídeo-game, ou PC, algo virtual. O projeto não deu muito certo, tanto que nem me lembro o nome do jogo, mas tive a oportunidade estar no estúdio e gravar. Foi muito divertido. Também por gostar de jogar seria um privilégio receber esta oportunidade.

AO: O seu contrato com a ESPN vai até o fim deste ano e, com certeza, você deve receber propostas de outras emissoras. O que te faz permanecer na ESPN?

PA: A ESPN é uma marca muito forte, grande. Enquanto eu continuar recebendo boas oportunidades profissionais, e estiver agradando àqueles que comandam o canal, não há motivo para sair. Mas sempre estarei em busca de evolução e melhores oportunidades. Se eu perder isso, a minha carreira perde o sentido, penso.

AO: Você assiste à outras emissoras?

PA: Sim, claro. Muitas delas.

AO: Desde 2012, você narra a maioria dos clássicos entre Barcelona e Real Madrid. Um deles em particular, fez com que a ESPN batesse recorde de audiência, superando até mesmo as transmissões de TV aberta. Este é, para você, o jogo mais emocionante de se narrar na atualidade?

PA: É um dos que mais exigem dos profissionais nele envolvidos, sem nenhuma dúvida. Depois da perda dos direitos da UCL, “el clasico” passou a ser o jogo mais importante para os canais ESPN em diversos aspectos. É impossível narrar este jogo sem se preocupar com a sua magnitude. Agora, o “mais emocionante” acho sempre que é o que está por vir. Graças a Deus tenho a oportunidade de narrar clássicos enormes do futebol mundial, e sempre acredito que o próximo pode superar a emoção do anterior. O meu desafio é estar à altura de cada um.

AO: Olhando para a sua trajetória sofrida a princípio, mas desde então de muito sucesso e dedicação, você considera que ter se tornado jornalista e narrador esportivo foram as suas maiores conquistas? Se não, quais foram?

PA: Minha maior conquista é a formação da minha família, mas claro, sem nenhuma dúvida, as conquistas diárias que a profissão me trouxe são parte importantíssima da minha vida. Agradeço à Deus, diariamente, por ter me dado o dom de narrar e apresentar, e continuar me permitindo melhorar a partir da vida confortável que o jornalismo me oferece.

AO: Você tem um “ritual” de estudos para preparação de jogos, estudando por volta de três horas, fazendo anotações em papel sulfite e marcando dados importantes com marca-textos. Quais são os jogos mais difíceis para os quais você tem que se preparar?

PA: Eu sou meio “tarado”, no bom sentido. Costumo me preparar muito e de igualmente para todos, ou quase todos os jogos que narro. Mas é indiscutível que procuro estar mais ligado, focado, preparado, atento em jogos maiores. Eu sou movido por eles. Quanto maior é a representatividade do jogo, mais motivado eu fico para fazer um grande trabalho.

AO: Quais conselhos você daria aos jovens aspirantes a carreira de narrador esportivo? O que fazer para ser um bom profissional da área?

PA: Primeiramente, buscar saber se tem o dom. Acho que, especificamente para narrar, se não houver dom é quase impossível seguir em frente. É impossível aprender a narrar, mas fundamental aperfeiçoar o dom, quando o tem. Para ser um bom jornalista é necessário amar muito o que faz, pois o caminho é dificílimo, ser perseverante, e ter vontade de melhorar sempre. O resto acontece naturalmente.

AO: Qual o balanço você faz da sua carreira nestes 15 anos de ESPN?

PA: A ESPN me deu todas as oportunidades que tive para melhorar e continuar em busca de destaque na profissão. Sou e serei grato eternamente. O PA de 2018 é infinitamente diferente do de 2003, que chegou ao canal com 24 anos, e muito graças às chances que recebeu ao longo desses 15 anos.

AO: Para encerrar, agradecendo por sua honrosa participação e entrevista, deixe uma mensagem a todos os nossos leitores que te acompanham.

PA: Quero agradecer pela honra de apresentar um pouco mais de quem eu sou através dessa entrevista, e a mensagem é acreditar sempre em seus sonhos e fazer todo o possível para realizá-los. Perseverança, honestidade, trabalho e fé em Deus.

Brincar estimula o desenvolvimento do córtex das crianças

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

 

Não é segredo algum a importância das brincadeiras no desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. Porém, o que se observa é que os pequenos estão cada vez com menos tempo para brincar. As agendas da infância no mundo contemporâneo são assoberbadas em atividades extracurriculares e deveres escolares.

O ato de brincar agora está no segundo plano e a preocupação dos pais recaí, sobretudo, em saber se os filhos estudaram ou não, sem perceberem que nenhuma criança desenvolverá todo o seu potencial se a brincadeira não fizer parte da sua vida. Essa é a afirmação da pediatra Denise Katz.

Segundo a médica, brincadeiras contribuem para o desenvolvimento do córtex e cria conexões cerebrais nas crianças. “O desenvolvimento cognitivo da criança depende da boa desenvoltura de funções como a linguagem, coordenação motora e suporte afetivo-emocional. Para garantir que a criança tenha uma boa evolução, estimule o seu filho desde cedo, ainda no primeiro ano de vida, com brincadeiras, jogos, leituras e conversas”, explica. Essas atividades ainda auxiliam no desenvolvimento motor, muscular, ósseo e articular. E oxigena os pulmões e aumenta a força.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que as crianças façam pelo menos 60 minutos de atividade física diária, moderada ou intensa. Conforme a pediatra Denise Katz, brincar é uma atividade completa. Ajuda a criança a se socializar e desenvolve habilidades que são muito importantes para a vida adulta.

“E se a brincadeira for ao ar livre, a luz solar ajuda a regular o metabolismo e o sono. A atividade física para agradar a criança deve ser algo lúdico, deve estimular a brincadeira no esporte para que isso seja prazeroso e não uma obrigação”, afirma a médica.

Crédito da foto: reprodução.

Leitura, escrita e desenhos

De acordo com a médica, durante toda a infância é importante estimular atividades e brincadeiras lúdicas nas crianças, pois elas contribuem para o desenvolvimento da linguagem, atenção, imaginação, curiosidade, concentração e memória, além de fortalecer o vínculo entre criança e pais.

“Bonecos de dedo tornam o ato de contar histórias mais interessante; desenhar, escrever e pintar sobre personagens preferidos da criança contribui para a adesão da brincadeira. Este tipo de atividade é indicado para crianças a partir dos 5 anos de idade”, aconselha.

Jogo da memória

Os jogos como de memória, xadrez e quebra-cabeça estimulam habilidades como concentração, lógica, formulação de estratégias e autoconfiança. As atividades lógicas contribuem para que a criança seja capaz tomar decisões em situações que exijam raciocino rápido, promove a vontade de vencer e a vivência com vitórias e derrotas. Este tipo de atividade é indicado para crianças a partir dos 7 anos de idade.

Esconde-esconde

Pega-pega e queimada, conforme a pediatra, são brincadeiras que estimulam a coordenação, noção de espaço e perspicácia da criança, que cria estratégias para não ser pego, além de estimular que a criança se supere fisicamente.  Por ser uma atividade realizada em conjunto com outras crianças, motiva a socialização com os colegas. Ela orienta que os pais estimulem seus filhos a conhecer amigos da vizinhança e pratiquem as brincadeiras em lugares seguros.

“A brincadeira em qualquer idade ajuda a moldar o cérebro, fortalece as relações socioafetivas, promove a criatividade e a imaginação. Nas crianças maiores, o brincar explora aspectos como autocontrole, cooperação e negociação, estabelece regras e limites, e estimula que a criança aprenda a lidar com derrotas. Além das brincadeiras, é importante que os pais cuidem da alimentação dos pequenos para um desenvolvimento completo, alimentos ou suplementação ricos em Ômega 3, comprovadamente auxiliam na formação de sinapses cerebrais.  As crianças que tiveram boa alimentação e suplementação de DHA vão ter sim melhor capacidade de aprendizagem, melhor linguagem, melhor memória e melhor percepção”, esclarece.

As brincadeiras ideais para cada faixa etária

Algumas recomendações de especialistas sobre as brincadeiras mais adequadas para cada faixa etária. Porém, é importante ressaltar que o desenvolvimento infantil é individual. Todas as atividades devem ser desenvolvidas sob supervisão de um adulto e nos ambientes adequados.

Até os 2 anos:

Nesta fase, a brincadeira tem que estimular os sentidos. Correr, puxar carrinhos, escalar objetos, jogar com bolinhas de pelúcia são atividades recomendadas.

3 a 4 anos:

Começam as brincadeiras de faz de conta. As crianças respondem a brincadeiras de casinha, de trânsito, de escolinha e de outras atividades cotidianas.

5 a 6 anos:

Os jogos motores (de movimento) e os de representação (faz de conta) continuam e se aprimoram. Surgem os jogos coletivos, de campo ou de mesa: jogos de tabuleiro, futebol, brincadeiras de roda.

7 anos acima:

A criança está apta a participar e se divertir com todos os tipos de jogos aprendidos, mas com graus de dificuldade maiores.

FACULDADE ARAGUAIA REALIZA 2ª EDIÇÃO DO PRODUCOM

Texto: Raquel Fernandes

Edição: Vinicius Martins

 

A Faculdade Araguaia promove no dia 20 de novembro, a segunda edição do Prêmio Producom FARA, que tem por objetivo condecorar os melhores trabalhos práticos realizados pelos alunos dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda em 2018. O evento irá premiar os vencedores em cerimônia no auditório da instituição, das 18h30 às 22h, contando com uma atividade cultural em comemoração à Semana da Consciência Negra.

Os acadêmicos podem inscrever quantos trabalhos quiserem numa mesma categoria e também podem concorrer em mais de uma categoria. Para cada trabalho, uma ficha de inscrição deve ser preenchida e enviada dos dias 25 de outubro a 6 de novembro. Os itens a serem avaliados são: inovação, experimentalismo, criatividade, qualidade – linguística e estética – e originalidade. Os projetos serão adequados de acordo com a proposta da disciplina.

Os trabalhos serão divididos em cinco categorias para cada curso. No Jornalismo, são elas: Audiovisual, Fotografia, Web, Impresso e Assessoria de Imprensa. Já para Publicidade e Propaganda, as categorias são: Audiovisual, Fotografia, Web, Impresso e Mídia Exterior e Alternativa. Os trabalhos selecionados foram avaliados e julgados por uma comissão formada por docentes dos cursos envolvidos no evento. A coordenação do Producom ficou a cargo dos mestres Joseane Ribeiro e José Antônio Cirino.

 

Professora Joseane Ribeiro, coordenadora do Prêmio Producom FARA 2018. Foto: reprodução.

Professor José Antônio Cirino, coordenador do Prêmio Producom FARA 2018. Foto: reprodução.

 

10 prêmios serão entregues para as categorias em geral, e 2 especiais para cada curso. Os vencedores de cada categoria receberão certificado de premiação valendo 10 horas, além de um kit prêmio.

Para Viviane Maia, coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, o evento é significativo para todos os integrantes da Faculdade Araguaia. Para o corpo docente e discente, a importância do PRODUCOM está em se apresentar e avaliar a produção laboratorial e técnica. A premiação é relevante para se fomentar a produção dos alunos, os incentivando a produzir e terem seus trabalhos destacados. Já para a instituição, o PRODUCOM é importante para dar visibilidade à Faculdade Araguaia nas mídias sociais e na imprensa, agregando valor à própria instituição e aos seus alunos.

SERVIÇO

Premiação do Producom Fara

Data: 20 de novembro (terça-feira)
Horário: 18h30 às 22h
Local: Auditório da Faculdade Araguaia do Setor Bueno
Endereço: Av. T-10, 1047 – Setor Bueno, Goiânia – GO

Animais de estimação também são fumantes passivos

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Crédito da foto: reprodução/internet

 

Os danos causados à saúde pelo cigarro são muitos, comprovados pela ciência e de conhecimento de boa parte da população. De acordo com o Instituto Fernandes Figueira (Fiocruz), o número de mortes causadas pelo tabagismo no Brasil chega a 156 mil ao ano. Mas o que muita gente não sabe é que os riscos de problemas cardiorrespiratórios e pulmonares também atingem os animais que convivem com fumantes.

De acordo com a médica veterinária Tatiana Braganholo, muitos estudos têm reforçado as constatações de que a proximidade dos pets com a fumaça do cigarro pode ser tão prejudicial a sua saúde como é para os humanos. Um levantamento da Universidade de Glasgow, por exemplo, mostra que os animais de estimação podem ter até mais chances de desenvolver problemas decorrentes do fumo passivo do que os humanos.

Isso acontece porque além de inalar a fumaça, os bichos podem ingerir os vestígios de nicotina presente em seu pelo durante sua rotina de limpeza, quando costumam se lamber. “Em muitos casos os cães desenvolvem câncer de pulmão ou de cavidade nasal. Já os gatos têm mais chances de ter linfoma”, explica a veterinária.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes, cerca de 11 milhões de homens e sete milhões de mulheres. E ao mesmo tempo, 44% dos domicílios brasileiros possuem ao menos um animal de estimação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Gatos sofrem mais

Alguns estudos também apontam que os gatos correm mais riscos quando se trata do fumo passivo. Há algumas teorias que explicam o porquê, entre elas está o fato desses animais conviverem em outros lares quando criados livremente, o que pode fazer com que tenham contato com fumantes mesmo quando o tutor não tem o hábito de fumar.

Uma outra linha de pesquisa afirma que, por serem animais mais territorialistas, os felinos tendem a passar mais tempo em casa do que os cães, já que esses são criados muitas vezes na área externa. Isso também proporcionaria aos gatos um aumento do contato com a fumaça.

“Os danos em longo prazo são inegáveis para todos os animais. Alguns podem inclusive apresentar alergia ou doenças de pele por causa do contato constante com a fumaça”, afirma Tatiana. Segundo ela, se o tutor não consegui parar de fumar, o ideal é que mantenha o animal distante da área em que costuma fumar.

Intoxicação

É importante lembrar que as cinzas e restos de cigarro devem ficar fora do alcance dos animais, já que quando ingeridos podem causar intoxicação. Provocando tremores, espasmos ou convulsões, salivação excessiva, pupilas dilatadas, alucinações auditivas e visuais, excitação, taquicardia, vômitos e diarreia nos animais. “Alguns pets, principalmente os de pequeno porte, chegam a entrar em coma se consomem grande quantidade de tabaco”, alerta Tatiana.

Tratamento

Os tratamentos para linfoma nos animais variam de acordo com a complexidade de cada caso ou estágio da doença. A boa notícia é que procedimentos cirúrgicos e sessões de quimioterapia podem curar a enfermidade. No entanto, o custo é bastante alto: chegando a até R$ 7 mil.

Força tarefa no período chuvoso no combate ao Aedes Aegypti

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

Mosquito Aedes Aegypti. Crédito da foto: Pixabay

 

Prevenção é a palavra-chave no período chuvoso em Goiás, que vai de outubro até maio. É o que explica a coordenadora técnica de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, Patrícia Godoi. “Se cada um não fizer sua parte, a gente não consegue sozinho”.

Com essa intensificação é possível visitar todos os imóveis da cidade neste início de período chuvoso. A meta da Secretaria Municipal de Saúde é fazer essa cobertura e, no próximo mês, promover mais mobilizações, chamando a população para o combate ao mosquito.

Os sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

Saiba como é feito o trabalho de prevenção, bem como dicas para a população na entrevista com a coordenadora técnica de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, Patrícia Godoi.

Ouça a reportagem do aluno Jonathan Cavalcante:

Goianos não conhecem o perigo da diabetes

Texto: Maria Planalto

Edição: Vinicius Martins

Crédito da foto: Pixabay

 

Problemas cardiovasculares são a principal causa de morte em pessoas com diabetes. No entanto, essa informação ainda é pouco ou totalmente desconhecida. Pesquisa inédita do Instituto Datafolha, intitulada “Conhecimentos sobre o diabetes”, aponta que nenhum dos entrevistados da população brasileira na região Norte e Centro-Oeste conhece a associação dos problemas do coração com o diabetes. A pesquisa foi encomendada pelo Movimento Para Sobreviver, que visa justamente trazer o alerta do risco cardiovascular no diabetes, principalmente em idosos.

A maioria das menções feitas sobre o grau de conhecimento dos respondentes sobre o diabetes na região são relacionadas à doença crônica (9%), morte (8%), cegueira ou problema de visão (5%), amputação (2%) e dificuldade de cicatrização (2%).

“É preciso que as pessoas se aprofundem mais em relação ao diabetes, uma doença crônica que cada vez mais acomete a população mundial. É imprescindível que as pessoas, principalmente quem cuida do idoso com diabetes, entenda a importância de proteger o coração, para dar melhor qualidade de vida e prevenir as doenças cardiovasculares especialmente o infarto do miocárdio”, explica o endocrinologista Fadlo Fraige Filho.

Questionados, os brasileiros entendem que proteger o coração de quem tem diabetes (86%) é igualmente importante como ter cuidados para se evitar amputação e a cegueira (86%). No entanto, pouco se discute sobre a prevenção de doenças cardiovasculares em pessoas com diabetes e mais de 65 anos. A doença cardiovascular em pessoas com diabetes mata mais que HIV, tuberculose e câncer de mama na população mundial. E até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares.

Cuidado específico

O diagnóstico do diabetes tipo 1 acontece geralmente na infância e adolescência, o que aumenta a responsabilidade familiar. Aqui, englobam-se alimentação saudável, controle da glicemia, condução da insulinoterapia, identificação e ação perante episódios de hipoglicemia. “A atenção especial da família ao processo de transição, conforme a criança cresce e chega à adolescência, é fundamental para que a conscientização e o autocuidado se ampliem naturalmente”, afirma o médico.

Já o diabetes tipo 2 surge, em geral, na fase adulta e está ligado à resistência à ação e diminuição da produção de insulina no pâncreas, ação deficiente de hormônios intestinais, dentre outros. A obesidade, dislipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos), hipertensão arterial, histórico familiar da doença ou de diabetes gestacional, e o processo de envelhecimento são os principais fatores de risco.

O tratamento demanda mudanças no estilo de vida, ao receber o diagnóstico do diabetes, as adaptações da rotina devem ser intensificadas, sobretudo na eliminação de alimentos inadequados e do sedentarismo. Principalmente nesse caso, a família também pode ter impacto tanto positivo quando negativo na qualidade de vida.

“O envolvimento proativo da família aumenta o comprometimento de quem recebeu o diagnóstico, seja criança, adolescente, adulto ou uma pessoa idosa, e motiva um seguimento com mais chance de êxito resultando em melhor controle, mais qualidade de vida e menor frequência de complicações. Além disso, favorece o engajamento a associações de pessoas com diabetes, para buscar melhorias para o tratamento nas esferas governamentais e, claro, em campanhas de alerta para prevenção”, diz o especialista.

Doe leite materno; ‘’Um pouquinho do que você doa, é tudo para quem precisa”

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

Crédito da foto: Pixabay

A coordenadora do banco de leite humano de Anápolis, Raquel de Castro Rodrigues, fala sobre a importância da doação do leite materno. O objetivo é mostrar ao público feminino que amamentar é sinônimo de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, bebês que estão internados e não podem ser amamentados pelas próprias mães têm a chance de receber os benefícios do leite materno com a sua doação. Com ele, a criança se desenvolve com saúde, tem mais chances de recuperação e fica protegida de infecções, diarreia e alergias.

A entrevista abaixo fala da importância desta ação e também traz dicas para as mães que desejam fazer doação para o banco de leite humano. O Araguaia Online conversou com Raquel de Castro e a reportagem do aluno Jonathan Cavalcante, você pode ouvir a seguir.

 

Ambiente fortalecedor para as crianças que sofreram com o Bullying

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

Crédito da foto: Pixabay

O relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgado em 2017, revelou uma triste realidade. De acordo com os dados, 17,5% dos alunos brasileiros, na faixa dos 15 anos, são alvos de algum tipo de bullying várias vezes ao mês.

Desde os anos 1990, a palavra vem sendo utilizada para descrever agressões, que podem ser físicas, emocionais ou psicológicas, praticadas por uma ou várias pessoas contra uma vítima que não possui condições ou ferramentas para se defender, causando dor, medo e sofrimento. Lamentavelmente, isso é bullying, e este mal precisa ser combatido. Em Goiás nos últimos tempos, dois episódios marcaram esse problema – um em Goiânia e outro em Alexânia.

De acordo com o secretário municipal de Educação de Anápolis, Alex Martins, a campanha de conscientização está produzindo transformações nas escolas e na vida dos alunos envolvidos. Na entrevista, ele também destaca que o papel da família é fundamental nesse processo.

Ouça a entrevista concedida ao Araguaia Online a seguir. A reportagem é do aluno Jonathan Cavalcante.

Polícia Rodoviária Federal em Pauta

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

Crédito da foto: reprodução/internet

 

Roubo de cargas, período chuvoso, multas por excesso de velocidade e embriaguez ao volante foram pontos destacados pelo inspetor Stefferson, da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em entrevista ao repórter Jonathan Cavalcante, do Araguaia Online, o inspetor falou sobre esses temas, e deixou dicas aos motoristas que trafegam pelas principais rodovias do Estado de Goiás.

Acompanhe a seguir, a entrevista com o Inspetor Stefferson, da PRF.

Disk Denúncia da PRF: 191

A vida dos Taxistas com a popularidade dos motoristas de aplicativos

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

Crédito da foto: reprodução/internet

 

Em 1976, surgiu o primeiro serviço de rádio-táxi do Brasil, na cidade de Curitiba. Atualmente existem serviços de rádio-táxi em todas as capitais e na maioria das cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes.

Mas os números de motoristas de aplicativo estão crescendo em todo país com o Uber e 99 POP. E a pergunta que fica é: como ficou a situação dos taxistas após a chegada
dos motoristas de aplicativo no Brasil?

A reportagem do Araguaia Online ouviu a categoria pra saber de que forma eles estão
enfrentando essa situação. O taxista Nelson Cruz deu sua opinião sobre o trabalho dos taxistas com a concorrência dos aplicativos: Uber e 99 POP.

“Nossa situação está muito difícil, estamos rodando pouco, a culpa é do Uber”, disse o taxista.

Acompanhe a entrevista concedida ao aluno Jonathan Cavalcante a seguir:

Outubro Rosa 2018: prevenção e autoexame do câncer de mama

Nesse mês, diversas campanhas são intensificadas em todo o Brasil, sempre destacando a importância da prevenção e do autoexame.

Texto: Jonathan Cavalcante

Edição: Vinícius Martins

 

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização promovida durante todo o mês, cujo objetivo é alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. O movimento Outubro Rosa surgiu na década de 1990, desenvolvido pelo Ministério da Saúde e desde então, estimula a participação da população no controle da doença.

Essa importante dada é celebrada todos os anos, e o principal foco é a conscientização sobre a importância da prevenção, proporcionando assim, maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento. Nas mulheres acima de 40 anos a realização da mamografia é essencial para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Existem vários tipos de câncer de mama, sendo que alguns se desenvolvem mais rapidamente e outros não.

Dentre os sintomas deste tipo de câncer, destacam-se:

  • Caroço (nódulo), geralmente indolor;
  • Pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do seio ou saída de líquido em um dos mamilos;
  • Pequenos nódulos no pescoço ou na região abaixo dos braços (axilas).

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o que corresponde a 28% dos novos casos a cada ano.

Para saber mais sobre o tema, o Araguaia Online conversou com a coordenadora do programa Saúde da Mulher da Prefeitura de Anápolis, Lorena Diogo. Ela cita muitas dicas que auxiliam as mulheres na prevenção do câncer de mama, sendo que uma das formas mais simples de prevenção é a realização do autoexame.

Confira a entrevista em áudio no link a seguir:

https://soundcloud.com/araguaiaonline/outubro-rosa-2018-prevencao-e-autoexame-do-cancer-de-mama

Faculdade Araguaia lança projeto de rádio experimental

A rádio Araguaia On é mais um desafio realizado por alunos da instituição.

Texto: Giselle Vieira

Edição: Vinícius Martins

 

Equipe de alunos responsáveis pela rádio Araguaia On. Crédito: divulgação.

Na próxima quinta-feira, 4 de outubro de 2018, a Faculdade Araguaia inaugura seu mais novo projeto radiofônico: a rádio Araguaia On.

Os idealizadores da proposta são acadêmicos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. “O objetivo é praticar o que foi abordado em sala de aula na teoria, preparando o aluno para o mercado de trabalho”, explica a aluna Dilma Zago, uma das responsáveis por esse trabalho.

O objetivo é transmitir para os estudantes da instituição informações de eventos que acontecem na faculdade de forma prática e descontraída. Os programas são curtos e tem linguagem fácil.

A programação será gravada e transmitida todas as quintas-feiras, no período noturno.

O material veiculado será disponibilizado em uma plataforma online. Todos os alunos da faculdade ainda poderão participar das sugestões de pautas e na construção de matérias.

 

Mesa-redonda discute as pesquisas eleitorais

Texto: Samantha Henrique

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Seguindo o tema norteador do semestre, a coordenação dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade Araguaia promove na próxima segunda-feira,17 de setembro, a mesa-redonda intitulada Comunicação e Pesquisa em Período Eleitoral. O evento será das 18h30 às 22h, no auditório da unidade Bueno. A entrada é gratuita e o evento é aberto à comunidade em geral.

O debate contará com a participação do publicitário, pesquisador, especialista em marketing político e eleitoral e doutorando em Comunicação Marcos Marinho; coordenador do curso de pós-graduação em Inovação em Mídias Interativas da Universidade Federal de Goiás, professor Wagner Bandeira da Silva; e o pesquisador, mestre em Cultura Visual e professor do curso de Publicidade e Propaganda da UFG, Marcilon Almeida Melo. A mediação ficará a cargo do jornalista e professor da Faculdade Araguaia, Altair Tavares.

Professor da Faculdade Araguaia, Altair Tavares será o mediador do evento.

Os debatedores foram convidados por terem a mesma linha de trabalho com pesquisa e manejo de dados. Serão discutidos pontos importantes e que merecem destaque neste momento oportuno em que o Brasil se encontra. O foco do debate será voltado para a realização das pesquisas políticas, a maneira adequada de se usar dados de pesquisas e a confiabilidade desses dados. A instituição acredita que é importante colaborar para a formação crítico-reflexiva dos alunos.

“Em um país que vem vivendo momentos turbulentos e controversos com relação à política e que está em campanha eleitoral, discutir a influência das mídias, em especial as mídias digitais, é primordial,” enfatiza a coordenadora dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo da FARA, Viviane Maia.

Convidados vão discutir a realização das pesquisas políticas e a utilização adequada destes dados.

SERVIÇO

Mesa-redonda: Comunicação e Pesquisa em Período Eleitoral

Data: 17 de setembro
Horário: 19h às 22h
Local: Auditório Bueno da Faculdade Araguaia
Entrada franca

Uso das mídias digitais e tradicionais em período de campanha eleitoral

Apesar do uso intenso das mídias sociais nas campanhas, a mídias tradicionais ainda são as plataformas que recebem mais atenção

Texto: Avelino Mateus

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Em tempo de eleições, na contemporaneidade, as mídias sociais são uma realidade instaurada, seja por meio de sites, blogs ou redes sociais, as discussões estão cada dia mais afloradas. Com as novas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017, a plataforma digital se tornou um meio ainda mais atrativo para as campanhas eleitorais, os candidatos poderão pagar para impulsionar propagandas nas redes sociais, além disso, poderão receber doações de eleitores por meio das chamadas vaquinhas virtuais.

Apesar do meio virtual estar ganhando cada vez mais espaço, as mídias tradicionais – televisão, rádio e impresso – ainda são as plataformas que recebem mais atenção para a propaganda política. A imagem do candidato seja talvez a maior preocupação nessas eleições, com os últimos escândalos de corrupção e a revolta da população, o brand dos candidatos volta-se principalmente para campanhas institucionais, a figura do não-político cresce constantemente, sugerindo aos candidatos que reposicionem suas marcas.

Para discutirmos melhor essa relação entre mídia e eleições, conversamos com o pesquisador em comunicação política, professor, consultor de marketing e comunicação, Marcos Marinho, que ministrou a aula magna do semestre 2018/2 para os alunos de Jornalismo e Publicidade e será um dos debatedores da mesa-redonda Comunicação e Política em Período Eleitoral, na próxima segunda-feira, 17 de setembro, das 19h às 22h, no auditório da unidade Bueno. Confira a entrevista a seguir.

 

Araguaia On Line –  Com a ascensão das mídias sociais nos últimos anos, elas se tornam mais importantes em campanhas eleitorais ou a mídia tradicional ainda é a principal plataforma de propaganda?

Marcos Marinho – Vivemos um novo paradigma da comunicação onde as multiplataformas devem ser observadas e utilizadas como forma de acessar, conquistar, mobilizar e engajar os eleitores. A comunicação deve ser pensada de acordo com as características de cada canal e do target (alvo) que se pretende acessar. É ultrapassado, na minha opinião, esse debate sobre quem é mais importante.

 

Até onde a influência das mídias sociais pode afetar o resultado final das eleições?

Até onde elas forem bem planejadas, integradas às outras plataformas de comunicação e ações de campanha e, principalmente, trabalhadas de modo estratégico e profissional, com conteúdo bem feito e adaptado aos canais em uso. Quem não entende as funções reais das ferramentas da web acaba por atribuir a elas uma expectativa inalcançável.

 

Tem se vendido a imagem do “não-político”. Você acha que a fadiga do eleitor e uma busca pela renovação colaboram para que os candidatáveis reposicionem os discursos?

A imagem do não-político é sim um mote que está em uso. Porém, a meu ver, não cola para todos os cargos e já não tem o mesmo apelo que teve em eleições passadas.

 

As eleições deste ano terão um curto tempo de campanha. O que mais conta na imagem do político para conquistar adeptos? E qual a melhor estratégia de comunicação considerando o tempo de campanha?

O que mais conta é o trabalho prévio de apresentação e consolidação de imagem. Com o tempo mais curto, candidatos pouco conhecidos possuem menos chances de serem eleitos. A imagem e o discurso devem ser alinhadas à significação que o candidato possui junto aos seu target e, fundamentalmente, coerente com o contexto em que ocorre o pleito. A melhor estratégia é não deixar para fazer o trabalho só durante o período da campanha.

O pesquisador e consultor, Marcos Marinho. Foto: acervo pessoal.

Goiás tem maior crescimento em transplantes renais do país

O procedimento é uma opção de tratamento para os pacientes que sofrem de doença renal crônica avançada. Até agosto de 2018 foram realizados 92 transplantes no HGG

Texto: Maria Planalto

Edição: Profa. Viviane Maia

 

Créditos da imagem: Deccan Chronicle

A doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes o transplante pode ser a única esperança ou a oportunidade de um recomeço para uma pessoa. O Serviço de Transplantes Renais do Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG) registrou, no primeiro trimestre de 2018, um crescimento de 100% no número de transplantes renais realizados na unidade. O comparativo é em relação ao mesmo período do ano passado. Até agosto de 2018, a unidade registrou um total de 92 transplantes de rins.

Goiás e outros quatro estados (Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará) apresentaram o aumento deste tipo de procedimento. Contudo, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes, o Brasil registrou uma queda de 10% no número de transplantes renais no primeiro trimestre de 2018, quando comparado ao mesmo período de 2017.

Para coordenador do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do HGG, Marcelo Rabahi, além dos bons resultados em relação ao número de transplantes realizados em Goiás, é importante que os processos sejam satisfatórios. A avaliação dos casos transplantados no ano de 2018 mostra que 92,3% dos pacientes obtiveram sucesso com o procedimento. “Esses dados trazem a certeza que a decisão de implementação do serviço de transplante renal foi acertada e o trabalho multidisciplinar desenvolvido na instituição deve continuar”, explicou.

Gastos

A prevalência de doenças renais crônicas vem crescendo na maioria dos países, consequentemente também existe um aumento de internações e consumo de recursos financeiros. O Sistema Único de Saúde (SUS) é o responsável pelo financiamento de 90% dos tratamentos de pacientes que se encontram em terapia renal substitutiva, como a diálise, que inclui a hemodiálise e diálise peritoneal.

“O transplante renal representa uma alternativa custo-efetiva para o tratamento das doenças renais crônicas, por isso, devemos investir cada vez mais tanto no incentivo da doação de órgãos quanto no investimento dos serviços de transplante no setor público”, avaliou Marcelo Rabahi.

Em Goiás, existem mais de 190 pessoas na fila de espera por um transplante de rim. O número de doares no Estado é baixo se comparado à média nacional. Ao fim do primeiro semestre deste ano, a taxa foi de 7,2 doadores por milhão de população, sendo a média nacional de 16,2 por milhão, conforme dados da Secretária Estadual de Saúde de Goiás.

O profissional por trás do transplante

Entre a retirada e o transplante de um órgão existem uma série de etapas. Para que isso seja possível, é necessário que o órgão corresponda a uma série de exigências até chegar ao novo corpo. Essas etapas vão desde as mais simples, como a verificação do tipo sanguíneo, até uma série de análises realizadas pelo Médico Patologista. Este profissional é o responsável por verificar se o órgão está em pleno funcionamento para desenvolver sua função em um novo organismo.

“Para que um órgão seja aceito em um corpo diferente, precisamos levar em conta não só a classificação sanguínea, mas o tamanho e a capacidade de desenvolver suas funções, pois em casos de mortes por infecção, por exemplo, o transplante pode ser descartado”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Dr. Clóvis Klock. A equipe médica, além desses especialistas, também é responsável por encontrar um destino com critérios de proximidade, considerando o tempo útil do órgão fora do corpo, gravidade do paciente e o tempo na lista de espera.

“Quando há um alerta de possibilidade de doação, tudo tem que acontecer com muita rapidez, partindo da conversa com os familiares, passando pela busca por um paciente compatível. Todo o processo deve acontecer respeitando o tempo limite de sobrevida de um órgão, que pode variar. Um coração pode ficar parado por até 4 horas, já um fígado resiste até 12 horas fora de um corpo e um rim aguenta 36 horas sem circulação sanguínea”, contou o Dr. Klock.

Quero ser Doador de Órgãos. O que fazer?

Se você quer ser doador de órgãos, avise a sua família.

Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.

No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.

Dois tipos de doador:

1 – O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concordo com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.

2 – O segundo tipo é o doador falecido. São paciente com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

 

A campanha ‘Setembro Verde’ é uma das iniciativas que incentiva a doação de órgãos. Créditos da imagem: Espaço Rafah

1 2 3 4 5 16