Quilombos Sustentáveis em Rede: projeto que preserva e constrói

Redação: Heloísa Meira Pantoja e Raquel Alves de Freitas

Edição: Ana Maria Morais

O projeto Quilombos Sustentáveis em Rede tem levado benefícios a comunidades goianas. O projeto é resultado de uma parceria do Instituto Federal Goiano (IFG), com as Associações das Comunidades Quilombolas do estado de Goiás e as prefeituras de cada município atendido. A entrevista realizada com a líder quilombola Lucilene Kalunga foi muito importante para a compreensão da melhor forma de desenvolvimento dessas comunidades e também da região, por meio de práticas que evidenciam o trabalho desenvolvido em prol da melhora econômica dos que ali habitam. Fazem parte desse projeto as comunidades Forte, Moinho e Diadema.

Lucilene explica que Quilombos Sustentáveis em Rede só pôde ser desenvolvido graças à diretora do IFG Câmpus Uruaçu, Andreia Prado. “Ela teve esse olhar e se empenhou na parceria com os representantes quilombolas para a efetivação desse projeto”, agradece. A líder quilombola informou ainda que o projeto tem atingido o seu objetivo principal, que é trazer as populações quilombolas à qualificação necessária, com a finalidade de expandir a cultura local e capacitar os moradores da região. São realizadas oficinas que proporcionam a qualificação dos quilombolas através de cursos nas áreas de alimentação do cerrado, audiovisual, bioconstrução e tecnologias digitais, proporcionando, assim, o acesso ao conhecimento e desenvolvimento local e capacitando a população para que tenham condições de se auto sustentarem por meio de iniciativas viáveis.

A líder quilombola Lucilene Kalunga durante palestra na Assembleia Legislativa de Goiás, dentro do projeto Politizar


Durante a entrevista, Lucilene informou que o projeto tem atingido o seu objetivo principal, que é trazer às populações quilombolas a qualificação necessária, com a finalidade de expandir a cultura local e capacitar os moradores da região. São realizadas oficinas que proporcionam a qualificação dos quilombolas através de cursos nas áreas de alimentação do cerrado, audiovisual, bioconstrução e tecnologias digitais, proporcionando, assim, o acesso ao conhecimento e desenvolvimento local e capacitando a população para que tenham condições de se auto sustentarem por meio de iniciativas viáveis.

O projeto tem agradado a todos da comunidade, não havendo divisões por faixa etária, nem por gêneros. Até 2022 deverão ser realizadas quatro ciclos de oficinas de aprendizado que contam com a participação efetiva da população. Mulheres, homens e crianças se envolvem no projeto nas suas mais diferentes oficinas de aprendizagem. Lucilene também informou que existe uma possibilidade futura de realização de feiras com exposição de produtos artesanais produzidos pelos quilombolas, trazendo, assim, uma oportunidade de fomento e progresso da região, fazendo com que Cavalcante e as cidades circunvizinhas se beneficiem cada vez mais, proporcionando o devido destaque e relevância nos âmbitos regional e nacional por meio do turismo e do desenvolvimento cultural.


Ana Maria - UniAraguaia

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